O índice de desistência em alguns cursos universitários, principalmente nas instituições particulares, chega a 50% nos dois primeiros anos. Isso ocorre por uma séria de fatores: não gostar do sistema da universidade, não se entrosar com os colegas de classe, não estar suficientemente amadurecido para seguir uma vida universitária, desencantar-se com o curso e até por motivos financeiros.

Vida universitária: do medo à atitude
Imagem: Pixabay

Vale a pena seguir o quadro de dicas abaixo antes de pensar em desistir de um curso:

1- Assistir as aulas dos anos seguintes, quando as matérias, normalmente se tornam mais praticas. Isso porque muitos alunos entram na faculdade imaginando que vão projetar pontes, desenhar shopping, criar uma nova coleção de roupas ou curar um paciente, mas os primeiros anos em muitas faculdades são mais teóricos, frustrando suas expectativas.

2- Fazer estágios na área. Às vezes, o desencanto com o curso escolhido acontece porque o inicio da faculdade está muito longe da rotina da profissão. O ideal, portanto, é fazer um estágio de pelo menos seis meses em um local, depois mais seis meses em outro, procurando vivenciar, na prática, aquela área de atividade que tanto interessou a ponto de motivar sua escolha profissional.

3- Conversar com pessoas que trabalham na área. Amigos da faculdade, membros da família, enfim, pessoas que possam dizer-lhe quais são as ocupações possíveis dentro dessa área, o campo de atuação profissional, abrindo, assim, uma nova perspectiva da sua profissão.

4- Conversar com o coordenador do seu curso sobre os pontos que o estão desmotivando.

5- Observar o que realmente provoca desinteresse: é o curso? Ou são as dificuldades encontradas ao longo do percurso acadêmico, como ter que gerenciar os estudos?

A vontade de sair pode estar motivada pelo medo de não conseguir acompanhar o ritmo de trabalhos e provas, por comodismo ou pelo medo de crescer. Alguns jovens sofrem uma grande surpresa ao entrar em determinadas faculdades pois, ao longo de sua vida escolar, nunca haviam sido cobrados. Pode acontecer uma grande confusão, e o jovem projeta no curso o grande motivo da sua insatisfação. Mas, não é que ele não está fazendo o que gosta: apenas as suas atitudes é que não estão sendo as mais adequadas.

*Referência: FRAIMAN, Leo. Dicionário Guia de Profissões. 3ª edição. São Paulo: Editora Esfera, 2013. [saiba+]

  • Psicóloga formada pela UNIP, Mestre em Psicologia Social pela USP e doutora em Ciências Sociais pela PUC-SP.
  • Pesquisadora pelo NEF - Núcleo de Estudos do Futuro, com foco no Ecossociodesenvolvimento | Cátedra Ignacy Sachs, alinhada ao United Nations Millennium Project.
  • Coaching de Carreira e Preparo para uma Aposentadoria Sustentável.

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