"Não entendo essa mania dos velhos de estarem sempre se queixando, alarmando os outros sem necessidade. Eles afastam as pessoas do seu convívio com esse comportamento. Isso tem solução possível?"

Pergunta de Maria Thereza, Caxingui (SP)

Ana Fraiman

É difícil conviver com qualquer pessoa que vive se queixando. As queixas deixam entrever necessidade de maior atenção e cuidados. Isso é muito menos dependente da idade que de sentimentos de exclusão, solidão. É o que se chama de “carência emocional”, em que a pessoa se sente mal-amada e com pouco amor-próprio.

Em princípio, como alguém se comporta como você diz, é por que lhe falta “sentido de vida” e adota um padrão neurótico de se relacionar. Merece ser encaminhado a um atendimento psicológico especializado, antes de qualquer providência.

Expulsar a pessoa do convívio familiar não é a melhor solução.

Fonte: Coluna VELHICE da revista CLAUDIA - Por Ana Fraiman | Dez/1984

VELHICE - Como conviver com essa realidade
Ana Perwin Fraiman - psicóloga, com curso de aperfeiçoamento em Gerontologia Social pelo Instituto Sedes Sapientiae, SP. e pós-graduada em Psicologia Social pela USP.

 

  • Psicóloga formada pela UNIP, Mestre em Psicologia Social pela USP e doutora em Ciências Sociais pela PUC-SP.
  • Pesquisadora pelo NEF - Núcleo de Estudos do Futuro, com foco no Ecossociodesenvolvimento | Cátedra Ignacy Sachs, alinhada ao United Nations Millennium Project.
  • Coaching de Carreira e Preparo para uma Aposentadoria Sustentável.

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