A dor da perda

Temos sido assolados por imagens de guerras e de foragidos. Crianças desterradas, sem pais nem irmãos. Favelas construídas sobre aterros. Tiros disparados a toa, balas perdidas estraçalhando famílias. Parece nada importar.

Carro de Boi

Alguns de nós clamamos por justiça. Outros oram e se penitenciam. Outros meditam e outros se alienam em vícios e desgraças mil. Famílias se esgarçam, enquanto a sensação é de piora crescente, que desperta consciências. Ou então, nada.

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A dificuldade de reconhecer a falta que o outro faz

Por Ana Fraiman, abril de 2016.

Continuação do Artigo Idosos Órfãos de Filhos Vivos – Os novos desvalidos.

A dificuldade de reconhecer a falta que o outro faz
Imagem: fonte desconhecida

 

Do prisma dos relacionamentos afetivos e dos compromissos existenciais, todas as gerações têm medo de confessar o quanto o outro faz falta em suas vidas, como se isso fraqueza fosse. Montou-se, coletivamente, uma enorme e terrível armadilha existencial, como se ninguém mais precisasse de ninguém. A família nuclear é muito ameaçadora para o conforto, segurança e bem-estar: um número grande de filhos não mais é bem-vindo, pais longevos não são bem tolerados e tudo isso custa muito caro, financeira, material e psicologicamente falando.

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