Velhice aos 25

O envelhecimento não é apenas um processo físico. Transformações na forma de encerar a vida também acontecem. A idade acentua as boas e as más qualidades. As más são resultados de personalidades autoritárias das pessoas, que acabam infernizando a vida dos filhos.

Jovem velho
Imagem: Pinterest

O outro lado da moeda também existe: os idosos têm um ritmo diferente que os filhos precisam compreender. Muitas vezes a irritabilidade dos idosos tem origem em doenças físicas que os filhos não conseguem identificar.

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Velhos geniosos

"Minha avó tem 86 anos, é diabética, cardíaca e quase não ouve mais. Seu gênio é péssimo e gostaríamos de colocá-la num asilo. Mas não sei se os asilos aceitam velhos doentes."

Dúvida de Maria Dinhorah da Costa, Cerqueira César (SP)

Ana Fraiman

É difícil mesmo conviver com doentes que, além disso, são geniosos e apresentam sinais de confusão mental. A família fica abalada e o internamento é, aparentemente, a solução mais fácil. Existem asilos que aceitam pessoas sadias que, quando adoecem, são removidas de lá. Quando um velho é internado à sua revelia, frequentemente o seu tempo de vida é abreviado. Internar, ou não, uma pessoa de idade avançada, requer um estudo cuidadoso de cada caso, tanto em relação a preservar a saúde e sanidade mental do velho, como também da família.

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A memória e a idade

É verdade que com a idade a memória enfraquece?

Ana Fraiman

A memória pode sofrer um pequeno decréscimo quanto à retenção de fatos recentes. Mas isso pode ser contornado através de recursos que facilitam a apreensão e retenção de acontecimentos: usar agenda, fazer anotações e prestar mais atenção ao que se quer lembrar, por exemplo. Aquilo que é mesmo importante é mais fácil de ser lembrado.

Outros fatores, porém, que influem na perda de memória, quando não há lesões orgânicas, são: carências nutritivas, pouca saúde geral, irregularidades do sono, supersolicitação do ambiente e consequente stress, ou ainda ausência de treino como leitura, escrita, jogos, bate-papo, estudos e hobbies, e mesmo o trabalho cotidiano. Quando a vida se torna desinteressante, a memória também pode começar a falhar. Há porém serviços especializados (terapia ocupacional, por exemplo), que trabalham a preservação, e mesmo a recuperação da memória ainda que haja comprometimento orgânico e/ou falta de motivação.

Fonte: Coluna VELHICE da revista CLAUDIA – Por Ana Fraiman | junho/1984

VELHICE - Como conviver com essa realidade
Ana Perwin Fraiman – psicóloga, com curso de aperfeiçoamento em Gerontologia Social pelo Instituto Sedes Sapientiae, SP. e pós-graduada em Psicologia Social pela USP.