Feliz dia das Mães

Feliz dia das Mães

Já vencemos o tempo de discutir se o amor materno é inato ou aprendido.

Feliz dia das Mães

E, já penetramos o espaço-tempo de considerar que há mulheres que simplesmente dão à luz por puro instinto e outras que os trazem ao mundo para entregá-los à Luz que eleva suas consciências. Filhos do próprio ventre e filhos de puro amor.

Uma aloja em seu ventre um filho de outra mulher e crianças falam com naturalidade sobre suas muitas mães. Há filhos que dizem ter tido por mãe sua irmã mais velha ou sua avó e, quando o fazem, mesmo que 50 anos depois, seus olhos brilham de gratidão, porque se referem àquela que cumpriu fielmente com o que significa ser Mãe.

Alcançar o status de Mãe nos remete ao que essa palavra contém em si na sua origem: ser forte e paciente como a água, ter um fluxo permanente e renovador, buscar naturalmente outros caminhos nas grandes dificuldades, porém jamais desistir, seja o tamanho do obstáculo a superar.

Ser Mãe também significa aquecer o corpo e o coração daqueles que dela se aproximam.

Não sossegar, enquanto seus queridos não estão bem. É cuidar do próximo com doçura e com austeridade. Dizer sim e não com convicção, porque se investe de real autoridade, cujo propósito é a união.

Doces e preciosos momentos em que, apesar das grandes diferenças e divergências entre cada filho e cada neto, sentam-se todos ao redor de uma mesa, se não farta de boa comida, farta de amor e de fé. As Mães insistem em ter seus filhos reunidos, porque ela cumpre com uma função fundamental: é o traço de união, o agente organizador da unidade familiar. É a ‘cola’ que mantém todos em contato, mesmo quando as relações estão estremecidas.

Nem todas conseguem se sair bem ao longo do caminho.

Há mulheres más e negligentes. Há quem seja egoísta e se mostre ausente. Há mães que espancam e mães que matam. São pessoas infelizes e atormentadas. Nem todas conseguem unir a família, muito pelo contrário. Pode-se, no entanto, educá-las e tentar orientá-las ao que lhes compete realizar. A educação é primordial e traz resultados muito melhores do que a prisão.

Há, porém, uma espécie de mãe extremamente egoísta e possessiva, à qual não confiro um M maiúsculo, porque esse tipo de mulher age com pobreza de espírito, sem ética e, emocionalmente, assume atitudes pequenas. É aquela que toma posse de seus filhos e lhes nega um Pai. Essa mulher distorce os fatos, não permite que as crianças se aproximem dele, usa-as como moedas de troca, por meio de manobras que plantam na cabeça dos menores toda a sua própria raiva e negatividade.

Mulheres que agem assim ainda não cresceram e, portanto, não sabem exercer com critério sua autoridade, nem sua responsabilidade. Afetam, negativamente, a autoestima das crianças que, inocentes, se submetem ao rancor e à destrutividade de suas mães, que sentem prazer em atacar o Pai. Isso tem um nome na esfera da Lei: alienação parental.

Neste Dia das Mães eu gostaria de dizer palavras de amor, tão somente. De reconhecer em público o valor e o amor de minha própria Mãe. E aqui o faço. Quereria poder deixar de mencionar as injustiças e os ataques que muitas mães fazem contra seus filhos, mas não consigo. Não quero me limitar, na verdade.

Por isso peço, encarecidamente, a todas as mulheres que façam um exame de consciência: não falem mal do Pai deles para seus filhos. Não os tornem seus confidentes. Não os puxem para o seu lado por medo de perdê-los. Isso só vai ferir a vocês ainda mais, agora e mais tarde. E, também, não falem mal de um irmão para o outro, não os comparem, quando lhes convém.

Agindo assim, você não vai motivá-los a obedecer mais, a estudar mais, a se comportar melhor. Esse tipo de atitude é altamente destrutiva e leva, crianças, jovens, adolescentes, homens e mulheres feitos, a perderem a confiança no Amor. Comparar uma criança a outra, ainda que não seja essa a sua intenção, só tem por efeito humilhá-la. Dizem os sábios que humilhar uma pessoa adulta equivale a ferir de morte a sua alma.

Imaginem, então, como se sentem as crianças quando são humilhadas por suas próprias Mães e Pais, ao usarem de ironia e desdém para consigo, afirmando que a criança, tal como tem sido, não merecem seu apreço. Crianças que não são aceitas por aqueles de que tanto dependem, sentem-se ameaçadas de perderem sua segurança. Não confundam quem as crianças são com aquilo que elas fazem.

Deixe as desavenças, as decepções, a braveza de lado. Não faça manha, Mamãe. Cumprimente a sua própria Mãe, a sua sogra, as vovós. Seja um traço de União Familiar. E, viva seu Dia das Mães com amor e gratidão no seu coração: ao unir sua família e, unir-se a todos eles, também, você estará exercendo a sua função primordial!

  • Psicóloga formada pela UNIP, Mestre em Psicologia Social pela USP e doutora em Ciências Sociais pela PUC-SP.
  • Pesquisadora pelo NEF - Núcleo de Estudos do Futuro, com foco no Ecossociodesenvolvimento | Cátedra Ignacy Sachs, alinhada ao United Nations Millennium Project.
  • Coaching de Carreira e Preparo para uma Aposentadoria Sustentável.