Joguei fora a mulher amada

Eu sou um asno. Joguei fora, não uma mulher amada, mas a mulher amada.

Mulher Amada
Imagem: visualhunt

A que incendiou meus anos de envelhecimento, fazendo-me crer que nascera, mesmo, privilegiado. Sempre me senti assim. Diferente. Bafejado pela sorte. Eu, simples funcionário público, sempre me senti um rei.

Enquanto meus amigos, em almoços e jantares de alegria temperada à melancolia, comemorando cinquenta anos disso ou sessenta daquilo, gabavam-se de sua macheza dos tempos idos, calado eu sorria para preservar meu bem, meu segredo mais precioso. Em mim, tudo funcionava.

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