O que fazer para se preparar para a aposentadoria

20 atitudes para adotar, fortalecer e se beneficiar

Aposentadoria
Imagem: pixabay

Observe atentamente. Não julgue, somente considere. Aprenda com o que puder enxergar. Procure olhar, portanto, para além de si próprio. Pelo que são, os outros nos ensinam. Mas desconfie daqueles que teimam em dar conselhos ou que prometem por prometer. Falar é fácil. Fazer é que são elas. Não procure por um emprego. Busque oportunidades. Se atualize e se prepare para elas.

Continue lendo

A fase da aposentadoria

A vida não lhe trará o sucesso de bandeja. Velho ou novo vá buscar. Este é a grande mudança da aposentadoria: comece de novo.

Aposentado Marionete

“Eu já estava convencido que, dali para frente, a minha vida não seria mais do que uma sucessão de dias que eu tentaria preencher de alguma forma útil, tal qual uma To Do List diária, a qual eu fazia todas as noites, antes de dormir e cumpria no dia seguinte ou poucos dias depois: ir ao banco pagar o INSS da nossa empregada; passar no sacolão e comprar as frutas que estavam faltando; levar meus tênis para reparo; lavar o carro na esquina, enquanto usufruísse alguma cortesia do posto; comparecer ao dentista e, tantas coisas mais, que faz com que o dia a dia de um aposentado se preencha.

Continue lendo

Aposentar-se

Aposentar-se não é fácil.

Você precisa conviver com esta ideia desde quando começar a trabalhar.

Aposentar-se
Imagem: Pixabay

"Primeiro vou pagar minhas dívidas e ajudar meu filho a terminar a casa dele. Depois, com os dois mil, dois e quinhentos que sobrarem, vou comprar um freezer, desses deitados e vender sorvete. De porta em porta? Não. Vou abrir a frente da minha casa, que nem a minha cunhada fez e vender de lá mesmo. Ela está tirando um bom dinheiro e eu acho que também vou tirar, porque lá no meu bairro não tem sorveteria, não. Daí vai ter e eu vou ganhar."

Continue lendo

Aposentado Superbonder

As esposas dizem preferir que seus maridos passem ‘‘um tempo em casa e um tempo fora de casa”. Grande parte delas, senão a maioria, acredita que assim o casamento adquire um bom equilíbrio, cada qual desenvolvendo sua vida própria. A fórmula para uma convivência mais acolhedora e flexível é: “cada um no seu quadrado” e, em algumas circunstâncias, estar e decidir alguma coisa junto.  

Aposentado Superbonder
Imagem: Pixabay (Editado)

Afirmam, inclusive, que um homem se torna muito mais atraente “quando não está lá, o tempo todo”. Com certeza, reclamam e, até mesmo afirmam passar a desrespeitar, aquele que adere total e incondicionalmente à esposa, a ponto de “não deixa-la respirar”.

Continue lendo

Sobrenome Corporativo após a Aposentadoria

A temporada após a aposentadoria e, mais, com o seu desligamento da empresa, vai ser um tempo em que você vai se decepcionar bastante. Acredite.

Sobrenome corporativo
Imagem: Pexels

José Carlos, 68 anos, até então diretor de marketing de uma empresa de publicidade que tem contas milionárias, vivia uma vida glamorosa, excitante, cheia de emoções. Gozava de vários poderes: tomava decisões importantes, estratégicas, estava por detrás da negociação de contas vultuosas, influía nas campanhas e se dava com clientes e fornecedores que o assediavam, diariamente, com prêmios, presentes, ofertas quase irrecusáveis, como viagens internacionais “para estar presente aos sets de filmagem, para pesquisar novos mercados, prospectar clientes, fazer benchmarketing”. Mesmo que declinasse deles, em quase que sua totalidade, recebendo-os somente em nome da empresa e quando fosse de total conveniência para a mesma, em inúmeras oportunidades foi o centro das atenções, usufruindo de todo o prestígio que o cargo lhe emprestava. Mesmo dizendo saber tudo isso não se dirigia a sua pessoa, mas a seu cargo, à hora em que se afastou, viu-se sofrendo pela falta do assédio e das oportunidades de aproveitar do bom e do melhor, compatível com seu alto cargo e com o volume de negócios que trazia para a empresa.

Continue lendo

SAÚDE ECONÔMICA, LIBERDADE FINANCEIRA E PREVIDÊNCIA.

 

Congresso-da-Cohros
Foto tirada durante palestra proferida em Congresso de RH realizado pela Cohros, em Ribeirão Preto, São Paulo, 2013, ocasião em que foi levado à público um instrumento para mapear a prontidão pessoal para se aposentar e, com isso, ter mais claro, as áreas em que cada pessoa poderá ser mais cautelosa e se preparar com antecedência suficiente.

Chegada à idade da razão é que o STS – Supremo Teste de Sabedoria se impõe! É hora de colocar em prática, uma vez por todas, aquilo em que se acredita. E conferir: você tem ou não tem combustível para continuar viagem? E de que jeito vai?

Você haverá de fazer, ou já está fazendo, a travessia para uma etapa muito diferente de sua vida. Vai precisar ‘preparar as malas’ e contabilizar seus recursos: vai poder usufruir de uma longevidade sustentável e saborear as delícias de uma vida organizada e próspera? Ou vai amargar o que deveria ter feito e descuidou?

A boa notícia: ainda dá tempo de você embarcar nesta aventura de viver feliz com o que tem e ainda conseguir mais! Vamos ao caminho das pedras, então. Você sabe o que é economia e o que é saúde econômica?

Economia na prática é cuidar bem cuidado daquilo que a gente produz, distribui, acumula e consome. Isso quer dizer que precisamos ter, manter e ainda aumentar a vida útil dos nossos bens e pertences. Inclua-se aí o respeito para com o meio ambiente. Traduzindo em atitudes:Nada prospera quando o nosso ambiente não é bem cuidado. Paredes sujas ou até mesmo rachadas, portas que rangem, pratos e vidros quebrados, panelas sem tampa e torneiras pingando só deprimem. Roupas manchadas, mofadas, desbeiçadas e dependuradas por anos a fio nos armários e, por aí afora, precisam ganhar um destino mais nobre. O desleixo tem um preço alto. As pessoas pensam que fazem economia por não trocar o estofado da sala ou repor algo danificado e, na verdade conviver com tralhas e, coisas que desagradam, roubam a nossa energia e disposição.Nada se constrói de sólido e confiável sem que haja algum investimento na sua conservação. Uma senhora de muito bom gosto, cujo marido botara tudo a perder num negócio desastroso, tomou as rédeas em suas mãos e bolou algo inédito. Usou de todo o seu carisma e experiência de dona de casa para se oferecer como decoradora de ambientes singelos, quase tudo comprado nas lojas de 1,99! Mesmo flores e toalhinhas de plástico, num arranjo gracioso podem ter a sua vez.Continue lendo

Ana Fraiman em entrevista dada ao “Correio Braziliense”

Em matéria publicada no Correio Braziliense em 23 de Julho de 2013, Ana Fraiman trata da importância do planejamento da aposentadoria.

Veja abaixo a matéria na íntegra:

Aposentadoria qualificada

Segundo especialistas, planejar o fim da carreira é tão importante quanto os primeiros passos de uma escolha profissional. Entre os cuidados sugeridos para facilitar a mudança, estão a busca por atividades alternativas e a avaliação cuidadosa das finanças

Publicação: 23/07/2013 18:00 Atualização: 23/07/2013 11:29

Aposentadoria qualificada
Da primeira vez que se aposentou, Eurides precisou voltar ao trabalho a fim de se preparar melhor para a nova fase da vida: “Percebi que o meu bem-estar estava acima de tudo”

“A aposentadoria, em si, não faz mal ou bem à saúde. As condições dela é que determinam isso. A falta de atividades significativas pode levar a graves problemas, e não é de uma hora para outra que elas são encontradas. É preciso preparação”, alerta Ana Fraiman, especialista em gerontologia social. Além das questões financeiras, a falta de uma atividade fixa é um dos motivos de preocupação para quem para de trabalhar. Muitas vezes, a pessoa sente falta dos compromissos e da ocupação de antes da aposentaria, sentimento que pode dificultar a adaptação e a descoberta de novas formas de se manter ativo.Depois de décadas de dedicação ao trabalho, chega a hora de se aposentar. Tempo de descanso, de encontrar novas atividades e de reinventar a rotina. Para quem se preparou para a essa passagem, ela pode ser o momento de realizar projetos, aproveitar a convivência com a família ou viajar. Os que seguiram a vida sem pensar nessa mudança, no entanto, costumam vivê-la de uma forma mais traumática. Por falta de planejamento, acabam se sentido despreparados justamente no fim da carreira, mesmo quando ela foi muito bem trilhada.

Segundo Fraiman, os anos anteriores à chegada da aposentadoria, na maioria das vezes, determinam o sucesso que a nova etapa da vida pode trazer. Pessoas que se aposentaram sem preparação, que deixaram o trabalho sem ir, aos poucos, pensando na saída reagem de forma pior. Algumas delas pensam nos benefícios que perderão ao se aposentar, como o plano de saúde mantido pela empresa, e acreditam que o futuro que as espera será pior. “Nesses casos, a aposentadoria quase sempre acontece de maneira complicada. Se a pessoa já vive, enquanto trabalha, com a ideia de que terá um futuro ruim, ela sai mal, cabisbaixa, sem forças para fazer novos planos ou se programar”, afirma a também doutora pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

É importante pensar a própria saída, ajudar a preparar o sucessor, se for o caso, e começar a se dedicar a novos projetos que contribuem para que a passagem aconteça da melhor forma possível. “Quem faz isso se aposenta em condições favoráveis. O ânimo para superar as possíveis perdas que podem vir é muito maior”, explica Fraiman.

Eurides Ribeiro, 60 anos, foi servidora pública e se aposentou pela primeira vez aos 45 anos. Mas, seis meses depois de deixar o trabalho, ela começou a se sentir deprimida e resolveu que precisava voltar. “Não estava preparada para a aposentadoria, me senti acomodada, apática. Decidi que precisava trabalhar de novo”, conta. Eurides voltou em um cargo comissionado. Ficou até janeiro de 2012, quando deixou pela segunda vez o trabalho.

Entre a primeira e a segunda aposentadoria, ela decidiu se preparar para a parada final, evitando, assim, que o desânimo voltasse a acontecer. “Na segunda vez, eu estava bem preparada, pronta para deixar o trabalho e me dedicar a outras atividades. Sempre digo que é fundamental que aconteça uma preparação antes de deixar de trabalhar para evitar esses problemas”, diz. Assim que saiu do emprego pela segunda vez, Eurides decidiu viajar e refletir sobre a decisão. “Quando voltei, me sentia muito melhor e percebi que o meu bem-estar estava acima de tudo, de qualquer ganho financeiro maior que eu pudesse ter.”

Eurides também aproveitou o tempo para cuidar melhor da saúde e dar mais dedicação à família. “A diferença é que, agora, não tenho compromissos fora e posso cuidar de mim e da minha família com muito mais tempo”, diz. A filha da servidora pública aposentada acabou de ser aprovada no vestibular da medicina, uma conquista que também ajudará Eurides a seguir os novos planos de vida com mais tranquilidade. “Depois desse momento de apoio à minha filha, quero poder contribuir com trabalhos voluntários, buscar outras atividades”, conta.

Além do escritório
Psicóloga e autora dos livros Orientação para aposentadoria nas organizações de trabalho e Aposentação: Aposentadoria para ação, Dulce Helena Penna Soares acredita que o modo como esse processo de passagem acontece depende de como se deu a trajetória profissional. Quem não mantém muitas atividades fora do ambiente de trabalho e vê a carreira como única ocupação enfrentará mais dificuldades. “Para essas pessoas, aposentar sempre é mais difícil. Sentem um vazio, podem ter problemas de saúde, depressão”, explica a especialista.

Quem, no entanto, manteve outras atividades e projetos enquanto trabalhava tem mais facilidade para se adaptar. “A pessoa que se dedicou ao trabalho, mas tem outros projetos, uma relação forte com a família, vontade de se dedicar à arte ou à música consegue se sentir melhor. Assim, é muito mais fácil se manter bem”, explica Soares.

Foi o que aconteceu com Milton Sebastião Barbosa, 59 anos. Engenheiro e funcionário do Banco Central, Milton só decidiu se aposentar quando definiu o que faria depois. “Resolvi estudar música na UnB (Universidade de Brasília)”, diz. Antes mesmo de deixar o trabalho, Milton prestou o vestibular do segundo semestre de 2011 para bacharelado em composição. Ele conta que se preparou para a prova específica de conhecimentos musicais e para o teste geral. Foi aprovado e começou a cursar antes mesmo de deixar o trabalho.

Milton se aposentou no início de 2012 e trocou a rotina profissional pela dos estudos. “Antes, eu tinha as responsabilidades e obrigações do emprego. Hoje, tenho as da faculdade”, explica. Estudar música era um desejo antigo do engenheiro durante a vida, mas ele se preocupava com os possíveis riscos da carreira  Agora, o que agita a rotina do ex-funcionário público são as ocupações do fim do semestre. Milton conta que voltou a ter a mesma rotina da época em que estudou na universidade pela primeira vez. “Tenho o mesmo ritmo, a mesma dedicação que tive quando fiz engenharia na UnB há muitos anos. Trabalhos, provas finais, tudo isso”, conta.

Otimismo e bem-estar

Existem dois aspectos fundamentais que influenciam o processo de decisão pela aposentadoria e que devem ser levados em conta para entendê-lo. Segundo a psicóloga especialista em envelhecimento e aposentadoria Lucia França, o primeiro é composto por atitudes anteriores, pensamentos sobre o período que virá. Esse modo de enxergar a mudança não necessariamente se reflete em comportamentos, mas são importantes para compreender o processo pois, certamente, interferem nas ações posteriores.

Além disso, existem os aspectos de risco e de bem-estar. Um dos fatores de risco é a condição econômica que se terá depois da aposentadoria. França afirma que é fundamental, no momento de encerrar a carreira, fazer as contas e se assegurar de que a renda será suficiente. Já os fatores de bem-estar estão relacionados a novas condições que podem dar melhor qualidade de vida para quem deixa de trabalhar. “Manter atividades diversificadas (culturais, voluntárias), novos relacionamentos, envolver-se com questões políticas locais são fatores que podem garantir o bem-estar na aposentadoria”, exemplifica.

O mecânico Eroídes Alves, 59 anos, começou a trabalhar aos 13. Em setembro de 2012, decidiu que era o momento de parar. “Vinha me programando há um tempo e me preparei muito para o momento. Algumas pessoas se aposentam e acabam ficando paradas, eu não deixei isso acontecer comigo.”

Depois de deixar o trabalho, ele passou a ajudar nas atividades de casa e a dedicar mais tempo aos familiares. O próximo projeto de Eroídes é comprar uma chácara. “Sempre gostei de trabalhar com a terra. Agora, com o tempo que tenho, vou plantar, cuidar de galinhas”, empolga-se. “Como trabalhei a vida toda, não consigo pensar em ficar parado. Parie de trabalhar, mas minha cabeça continua a mil.”

Para tornar o processo de aposentadoria mais tranquilo, a especialista em gerontologia social Ana Fraiman defende que as empresas contratem profissionais que auxiliem os funcionários que estão prestes a sair, tornando o processo de desligamento menos doloroso. “Infelizmente, não é o que acontece em geral. Algumas empresas até investem em pessoal para isso, mas, em pouco tempo, a ideia é descontinuada”, critica.

Para saber mais

Estimular o cérebro
protege contra o Alzheimer

Quem demora mais tempo para se aposentar pode ter menos chances de sofrer com problemas de memória e raciocínio durante a terceira idade. Uma pesquisa realizada na França pelo Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica traz evidências de que adiar o tempo da aposentadoria diminui os riscos de desenvolver a doença de Alzheimer e outros tipo de demência na velhice. O envolvimento em atividades que estimulam o cérebro colaboram para evitar a chegada desses problemas e, por isso, manter-se ativo profissionalmente por mais tempo pode ser um fator importante para a saúde mental.

O estudo chegou à conclusão de que cada ano a mais no trabalho reduz o risco de sofrer com demência em aproximadamente 3%. O que significa, na prática, que uma pessoa que se aposenta aos 65 anos apresenta 15% a menos de chance de desenvolver Alzheimer ou outra demência do que alguém que deixe de trabalhar aos 60 anos.

Para chegar a esses resultados, os pesquisadores analisaram dados de 429 mil trabalhadores com idade média de 74 anos e que haviam se aposentado em geral 12 anos antes. De acordo com os pesquisadores, trabalhar faz com que as pessoas tenham menos propensão a se tornarem sedentárias, além de desafiar de maneira constante a mente e mantê-las socialmente mais conectadas, fatores que já são conhecidos por prevenir problemas e doenças cognitivas.”