É bom amar. Mesmo sem retribuição.

Naquele quarto de hospital, onde mais uma vida se despedia em agonia, quando se espera que as verdades compareçam, sim, é isso mesmo que acontece. A verdade se pronuncia.

\"Amor

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p align=\"justify\">Ao pé da cama de sua irmã, Clara timidamente perguntou, você gosta quando eu venho aqui? Num fio de voz, a irmã afirmou sim, gosto. Do que você gosta em mim? Clara insistiu e a resposta, você é divertida veio sem hesitação. A gente dá risada. Gilda se divertia com as histórias de Clara. Simples assim.

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p align=\"justify\">Puxa, ao menos ela enxerga em mim uma qualidade, pensou. É, tenho feito bem em vir, concluiu. Alguns meses já se passavam desde que Gilda fora internada. Ali aguardava sua partida. Consciente e revoltada. Dizia não sentir medo da morte. Também não sentia dor. Queria somente ir até sua casa botar ordem nalgumas coisas e os médicos não deixavam sair do hospital. Nem do quarto. Defesas arrasadas, a doença caminhava célere ocupando um corpo que mal conseguia vencer a distância entre o leito e o banheiro.

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