"Minha sogra (79 anos) agora anda distribuindo seus bens. Ela, que nunca foi de dar nada, mesmo quando a gente precisou, virou generosa de repente. Isto é esclerose?"

Pergunta de M.C.P. Guimarães. São Paulo (SP)

Todos podem, a qualquer momento, mudar de ideia e fazerem coisas que nunca fizeram antes. Por que pensar em esclerose? Pode ser, sim, uma tentativa de reparação, não do tempo perdido, mas para tornar mais agradável o tempo que está por vir. Muitas pessoas, por outro lado, quando se sentem próximas do fim, começam a distribuir os seus pertences, num desejo intimo de se perpetuarem, de continuarem participando, de alguma maneira, da vida dos que lhes são caros e íntimos, quando já não estiverem mais aqui. Aliás, este é um dos sentidos de se fazer testamento. Só conversando é que você pode esclarecer as intenções da sua sogra.

Fonte: Coluna VELHICE da revista CLAUDIA - Por Ana Fraiman | Novembro/1984

VELHICE - Como conviver com essa realidade
Ana Perwin Fraiman - psicóloga, com curso de aperfeiçoamento em Gerontologia Social pelo Instituto Sedes Sapientiae, SP. e pós-graduada em Psicologia Social pela USP.

 

  • Psicóloga formada pela UNIP, Mestre em Psicologia Social pela USP e doutora em Ciências Sociais pela PUC-SP.
  • Pesquisadora pelo NEF - Núcleo de Estudos do Futuro, com foco no Ecossociodesenvolvimento | Cátedra Ignacy Sachs, alinhada ao United Nations Millennium Project.
  • Coaching de Carreira e Preparo para uma Aposentadoria Sustentável.

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