"Embora tente me controlar, não deixo de sentir que cobro muito meus filhos. Sinto que estou agindo mal, me tornando chata. O que fazer?"

Pergunta de Rosa Duarte, Rio de Janeiro (RJ)

Ana Fraiman

Todos esperam que haja reciprocidade numa relação, uma troca de atenção, cuidados, favores, carinhos, críticas, opiniões, onde todos lucrem e sintam-se emocionalmente amparados. Já a cobrança reflete uma relação de desigualdade, onde alguém deve ao outro, e daí as trocas deixam de ser doação natural para se tornarem obrigações desagradáveis. Aquilo que os pais dão aos filhos é, muitas vezes, diferentemente do que recebem destes: essa qualidade diferente não significa, porém, melhor ou pior.

Os filhos não podem ser pais dos seus próprios pais, a não ser à custa de muito sofrimento para todos, pois quando isto acontece sempre se verifica algum tipo de patologia: da relação ou da saúde.

Fonte: Coluna VELHICE da revista CLAUDIA - Por Ana Fraiman | Dez/1984

VELHICE - Como conviver com essa realidade
Ana Perwin Fraiman - psicóloga, com curso de aperfeiçoamento em Gerontologia Social pelo Instituto Sedes Sapientiae, SP. e pós-graduada em Psicologia Social pela USP.

 

  • Psicóloga formada pela UNIP, Mestre em Psicologia Social pela USP e doutora em Ciências Sociais pela PUC-SP.
  • Pesquisadora pelo NEF - Núcleo de Estudos do Futuro, com foco no Ecossociodesenvolvimento | Cátedra Ignacy Sachs, alinhada ao United Nations Millennium Project.
  • Coaching de Carreira e Preparo para uma Aposentadoria Sustentável.

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