É verdade que com a idade a memória enfraquece?

Ana Fraiman

A memória pode sofrer um pequeno decréscimo quanto à retenção de fatos recentes. Mas isso pode ser contornado através de recursos que facilitam a apreensão e retenção de acontecimentos: usar agenda, fazer anotações e prestar mais atenção ao que se quer lembrar, por exemplo. Aquilo que é mesmo importante é mais fácil de ser lembrado.

Outros fatores, porém, que influem na perda de memória, quando não há lesões orgânicas, são: carências nutritivas, pouca saúde geral, irregularidades do sono, supersolicitação do ambiente e consequente stress, ou ainda ausência de treino como leitura, escrita, jogos, bate-papo, estudos e hobbies, e mesmo o trabalho cotidiano. Quando a vida se torna desinteressante, a memória também pode começar a falhar. Há porém serviços especializados (terapia ocupacional, por exemplo), que trabalham a preservação, e mesmo a recuperação da memória ainda que haja comprometimento orgânico e/ou falta de motivação.

Fonte: Coluna VELHICE da revista CLAUDIA – Por Ana Fraiman | junho/1984

VELHICE - Como conviver com essa realidade
Ana Perwin Fraiman – psicóloga, com curso de aperfeiçoamento em Gerontologia Social pelo Instituto Sedes Sapientiae, SP. e pós-graduada em Psicologia Social pela USP.

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