Alguns medos dos idosos são reais: eles têm medo de ficar presos em elevadores, de dormir sozinhos (o que é natural porque podem passar mal e não ter ninguém para atender), medo de atravessar a rua (sua locomoção é mais lenta e eles sabem disso), medo de sereno, de sair à noite (além de enxergar mal eles perdem a orientação espacial), medo de trombadinhas (sabem que não têm força para reagir), medo de chuva (podem pegar uma infecção pulmonar).

Medos dos Idosos
Imagem: GraphicStock

Na realidade, são medos saudáveis, de preservação da vida, e do reconhecimento das limitações. Outros medos são de caráter emocional: do barulho (geralmente é associado a algum fato desagradável), de multidões, espaços amplos, situações que são estimulantes.

Normalmente, os velhos não suportam mais um bombardeamento de situações porque sentem “medo de ter medos”. Um medo comum é o da própria morte, medo de paisagens e até de uma árvore que pode, num certo momento, ser um sinal de potência e estabelece um confronto com a sua que está próxima do fim.

Como a família pode ajudar

Em todos estes casos a família pode ajudar procurando meios que mantenham a segurança do velho. Exemplo: se ele tem medo de atravessar uma rua, restaurar nele a confiança de que pode atravessar uma rua com menos movimento. Não superprotegê-lo, mas continuar solicitando a sua capacidade. Deixe que ele continue atravessando a rua para ir buscar pão. Sobre a morte, o importante é trocar ideias. A família pode se informar a respeito até com o padre ou em livros, mas, de qualquer forma, conversar sobre o assunto.

  • Psicóloga formada pela UNIP, Mestre em Psicologia Social pela USP e doutora em Ciências Sociais pela PUC-SP.
  • Pesquisadora pelo NEF - Núcleo de Estudos do Futuro, com foco no Ecossociodesenvolvimento | Cátedra Ignacy Sachs, alinhada ao United Nations Millennium Project.
  • Coaching de Carreira e Preparo para uma Aposentadoria Sustentável.

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