Pergunte aos profissionais que orientam os jovens para a realização pessoal e profissional em suas carreiras, que lhes dão apoio nesta próxima etapa de suas vidas.

A finalização de um curso superior é um momento único. Últimos trabalhos a entregar, TCC a depositar, banca a enfrentar e, muitas festas a comparecer!
Uma discreta sensação de perda, porém, ofusca o alívio e a alegria. E meus amigos, não estarão mais comigo?! Trocam-se juras de amizades para sempre e promessas de não perder contato, seja lá o que acontecer.

Uns haverão de se casar. Outros retornarão para suas cidades de origem. Outros, ainda, estarão torcendo para serem efetivados. A maioria cairá num vácuo assustador: sem emprego, sem dinheiro, sem pai-trocínio, sem um namoro de verdade, sem saber por onde se mexer para colocar em prática o que se levou anos para aprender.

Os primeiros passos são incertos.

Ao menos, até a data da colação, os jovens ainda mantêm um vínculo com a sua faculdade. Depois do Natal, da festa de réveillon, churrasco na praia, pequenas férias ou grandes viagens, a crise da identidade. Já formados, sim, mas aptos a trabalhar?
Providências de ordem prática são difíceis de tomar. O orçamento foi estreitamente calculado para cobrir as despesas de até o último mês da faculdade. E as despesas necessárias do depois? De onde virão as receitas?
Meses buscando uma colocação. Montam-se currículos. O que deve constar para tornar o seu, exatamente o seu, atraente aos olhos mais ou menos experientes dos recrutadores? Roupas novas precisam ser compradas. E mandar fazer cartões de visita. Quantos? O que colocar? Treinamento para fazer face a uma entrevista. Muita novidade de ordem prática, para o que pouco ou nada se foi preparado para enfrentar.

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O que trajar, o que dizer, como se comportar. Um novo universo se descortina e são muitos os concorrentes. Como se destacar? As notas da faculdade não serão examinadas mas, o seu posicionamento no ranking das melhores, conta ponto na primeira peneirada?

Não dá mais para ser estagiário, por que já se está diplomado. E de onde extrair recursos, quando já se estava habituado a ganhar aquele dinheiro? Pouco, mas importante em direção à independência financeira. Como se tornar independente quando já se é um profissional, mas ainda não se tem experiência? Como se divulgar, no que focar?
Não são poucas as exigências do mundo ‘lá fora’. A maioria das empresas busca por profissionais com alguns anos de experiência. Mas recém formados não a tem! E o maior sonho daqueles que se formam é trabalhar na área em que se formaram.

Esta é a âncora de carreira que mais mobiliza os jovens profissionais: tornar-se bom naquilo para o que estudaram. Mais tarde haverão de valorizar outros aspectos do trabalho: autonomia, liderança, benefícios, liberdade e ousadia, mas num primeiro momento, não conseguir trabalho na área em que concentraram seus primeiros esforços, será vivido como um grande fracasso pessoal.

Adeus prisão, adeus desencanto, o futuro dirá!

Alguns universitários, que desde logo vislumbram que suas escolhas não condizem com suas afinidades, interesses e com sua personalidade, conseguem largar o curso atual, para tentar outra área, o que quase sempre causa muito conflito com os pais que, primeiro querem ver o filho, a filha formada ‘ao menos nalguma faculdade’. Depois, então, teriam liberdade para fazerem o que gostam. É um posicionamento muito ligado a valores tradicionais e que leva em conta tudo que os pais já dispenderam para que o filho, a filha, entrasse nalgum curso superior.
Não é raro que, então, esse jovem vá até o fim, só para entregar o diploma para seus pais e daí, o céu é o limite! Adeus prisão, adeus desencanto, o futuro dirá! O jovem seguirá seu sonho, naquilo que faz seus olhos brilharem e seus corações baterem forte de entusiasmo e encantamento.

Por que, então, aguardar até o fim do curso escolhido numa primeira oportunidade? E, se necessário for, uma vez formado, como transformar aquilo que foi um tormento, numa oportunidade de ouro, sem precisar começar tudo de novo? Que caminhos trilhar depois que se está com o canudo nas mãos?

O pulo do gato é sair da faculdade e procurar se encaminhar direito, a partir do autoconhecimento. Focar com disposição o que de fato a pessoa deseja realizar, com o que haverá de contribuir de seu, de autêntico, no mundo do trabalho e, por onde haverá de começar.

Para isso, bem vindos os orientadores de carreira, que sabem como apoiar os jovens nesta próxima etapa de suas vidas como profissionais realizados.

Ana Fraiman

Ana Fraiman - CRP-06/8429

Psicóloga, psicoterapeuta formada pela Unip, mestre em Psicologia Social pela USP, Doutora em Antropologia pela PUC/SP. Atende adultos, idosos e familiares em sua clínica particular. Pesquisadora do NEF-Núcleo de Estudos do Futuro, PUC-SP

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