As que merecem os filhos que têm e as que não merecem. Tem mãe que nutre seus filhos com seu leite morno, sentindo o maior prazer com isso. E tem mãe que é sugada até a medula óssea, sem qualquer prazer nem retorno.

Mães. Tem de tudo quanto é tipo.

Há mães que são gratas a seus filhos e filhas que correspondem com seu amor sem fim. Isso não tem nada a ver com o modo pelo qual foram educados. É do sentimento de cada qual, honrar sua própria mãe.

Tem filhos que sentem inveja da mãe que seus irmãos têm. E tem mulher que sente inveja dos filhos que não nasceram de seus ventres. Que gostariam de ser mãe de seus sobrinhos amados. Ou dos filhos dos vizinhos.

Sabem de uma coisa? Cansei dessa amorização insossa, estupidamente imposta, de termos que nos encaixar no modo correto de ser mãe. De ouvir de especialistas que a culpa é delas, as mães. Mais chato ainda, é que os pais de hoje estão sendo adestrados, compelidos a adotar o modelo feminino de educar filho. Cansei de ter dia certo para celebrar uma relação que merece ser espontânea. E, assim sendo, quem sabe mais verdadeira e feliz. Mas isso pode acontecer em qualquer dia!

Nem todos têm um bom caráter. Nem todos filhos e filhas amam suas mães. Nem todas as mães amam seus filhos e nem os amam por igual. Neste ano de 2016 quero cumprimentar a todos que se entendem bem, que têm uma convivência boa e decente entre si. A tal ponto de não precisar nem visitar neste exato dia, nem dar presente só porque faz parte, especialmente quando não se está a fim. Chega de alegrias forjadas e de tristezas e culpas acumuladas, porque vieram ou porque não vieram. Chega de barbarizar nossas famílias.

Que se encontrem os que se amam mesmo. Sem presente comprado, que presente não é prova de amor algum! Que se amem e se detestem a qualquer hora e dia e, que se reencontrem quando for uma nova hora. Hora de amor gostoso e sincero, cheio de vontade de estar junto e de conversar! Ou se jogar no sofá da sala, simplesmente deixando-se estar. À vontade, sem forçar barra. Não mais se preocupem as mães, nem seus filhos. Quem ama, ama.

Estejamos presentes em vez de darmos presentes. Com liberdade e graça. Sejamos felizes, não necessariamente neste exato dia, mas quando der, puder e… Pintar!

Por Ana Fraiman

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