"Meu filho de 5 anos sabe que meu pai vai morrer porque tem câncer. Agora, eles brincam de morrer a toda a hora. Devo fazer de conta que não vejo nada?"

Fátima Guedes, Atibaia (SP)

Ana Fraiman

Fátima, é o adulto que tem escrúpulos e receios de falar abertamente sobre a morte. Crianças e velhos conseguem mais desenvoltura e espontaneidade para romper o incômodo do silêncio sobre a questão vida-morte. Repare como eles ficam “cheios de vida”, brincam, riem, se comovem, se aproximam e são íntimos. 

Essa perda deve ser muito mais difícil para você do que para seu filho é óbvio! Eles estão soltos e livres entre si, e isso é invejável. O que não quer dizer que não sintam pesar; o que eles fazem é não se deixar abater por esse pesar. É a maneira que encontraram para se despedir. Observo-os, comova-se e aprenda com eles a dizer adeus.

Fonte: Coluna VELHICE da revista CLAUDIA (publicados entre as décadas de 80 e 90) - Por Ana Fraiman

VELHICE - Como conviver com essa realidade
Ana Perwin Fraiman - psicóloga, com curso de aperfeiçoamento em Gerontologia Social pelo Instituto Sedes Sapientiae, SP. e pós-graduada em Psicologia Social pela USP.

 

  • Psicóloga formada pela UNIP, Mestre em Psicologia Social pela USP e doutora em Ciências Sociais pela PUC-SP.
  • Pesquisadora pelo NEF - Núcleo de Estudos do Futuro, com foco no Ecossociodesenvolvimento | Cátedra Ignacy Sachs, alinhada ao United Nations Millennium Project.
  • Coaching de Carreira e Preparo para uma Aposentadoria Sustentável.

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