“A medida que envelheço, diminui a minha necessidade de dormir. Isso não me deixa cansada, mas desejaria saber se isso é normal.”

Dúvida de Dalva Passarinho, Curitiba (PR)

Idosos e a falta de sono

Ana Fraiman

Há uma mudança nos ritmos biológicos decorrentes do próprio envelhecimento, o que é diferente de perder o sono por motivos de agitação, preocupação ou excitação de várias ordens. Muitos idosos, que se queixam de dormir pouco à noite, cochilam várias vezes ao longo do dia, em intervalos mais ou menos regulares (no meio da manhã, depois do almoço ou do jantar). É um sono de curta duração, mas profundo e suficiente. Se computarmos todas as sonecas tiradas durante o dia, somadas às dormidas à noite, verificaremos um total de 6 a 8 horas de sono por dia, semelhante ao do adulto jovem. O velho apenas necessita aprender a conviver com esse novo padrão, aproveitar as suas horas de vigília (lendo, ouvindo música, pintando, escrevendo cartas, costurando), ao invés de investir em voltar a dormir como antigamente. O relógio biológico marca um tempo diferente daquele do despertador.

O balanço agitado, porém, longe de aliviar as tensões, expressa angústia e solidão. Quando ansiosos, balançamos as pernas, a cabeça, os braços, ficamos jogando o corpo de cá para lá. O balanço calmo convida à contemplação e ao sonho.

Fonte: Coluna VELHICE da revista CLAUDIA - Por Ana Fraiman | Jan/1985

VELHICE - Como conviver com essa realidade
Ana Perwin Fraiman - psicóloga, com curso de aperfeiçoamento em Gerontologia Social pelo Instituto Sedes Sapientiae, SP. e pós-graduada em Psicologia Social pela USP.

 

  • Psicóloga formada pela UNIP, Mestre em Psicologia Social pela USP e doutora em Ciências Sociais pela PUC-SP.
  • Pesquisadora pelo NEF - Núcleo de Estudos do Futuro, com foco no Ecossociodesenvolvimento | Cátedra Ignacy Sachs, alinhada ao United Nations Millennium Project.
  • Coaching de Carreira e Preparo para uma Aposentadoria Sustentável.

Deixe uma resposta