Pode se dar por vários motivos: às vezes é uma agressão à família. No papel do velho o homem está tão sufocado que adota uma posição machista de comportamento para se impor.

Texto retirado do artigo original (Velhice - Da emoção das telas às lições que nós ensinamos a você) publicado originalmente na revista Claudia, edição de  Julho/82. Reportagem de Neide Martins.

Sexo na 3ª Idade
Imagem: Pixabay

Algumas doenças também provocam esse comportamento ou algumas drogas que compõem a medicação do idoso. Em todo caso, é um comportamento frequente principalmente nas pessoas idosas que vivem em casas de repouso, asilos etc. O homem costuma molestar enfermeiras e companheiras de quarto. É preciso compreender que certos sentimentos de solidão despertam a necessidade de um contato sexual. Se o velho não tem companheira ou não está satisfeito com suas relações familiares e não recebe carinho físico, procura, caminhos fortuitos até com pessoas mais jovens para obter carinho.

O mesmo se dá com a mulher. Ela fica agitada, não sabe bem do que se trata e costuma reprimir mais do que o homem. Mas, assim como o homem, se masturba, embora não aceite isso conscientemente. Esse comportamento se revela na maneira de sentar, na forma de se vestir, na higiene. A mulher idosa em isolamento também apela para os jogos sexuais com suas companheiras para obter carinho, embora muitas vezes não chegue ao orgasmo.

O que a família pode fazer: entender que o contato físico é necessidade básica (também) do velho. Que se não for ocasionada por doença sexualidade no velho é sinal de saúde. Esse comportamento não deve ser censurado ou reprimido, mas a família deve conversar com os velhos a respeito, proporcionar oportunidade para que eles tenham amigos e uma vida social normal. Na idade mais avançada o sexo não comporta precisamente o ato sexual, mas a necessidade de contato de pele, um envolvimento emocional profundo pela troca afetiva.

Trecho anterior: Lições para um envelhecimento feliz – Parte 2 (Tremores da idade)

Continua em breve... (Lições para um envelhecimento feliz – Parte 4)

  • Psicóloga formada pela UNIP, Mestre em Psicologia Social pela USP e doutora em Ciências Sociais pela PUC-SP.
  • Pesquisadora pelo NEF - Núcleo de Estudos do Futuro, com foco no Ecossociodesenvolvimento | Cátedra Ignacy Sachs, alinhada ao United Nations Millennium Project.
  • Coaching de Carreira e Preparo para uma Aposentadoria Sustentável.

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