Chego a pensar que o fim da ditadura foi todo esquematizado, preparando-se então, as bases sobre as quais se instalaria a República da Corrupção.

Corrupção
Imagem: Pixabay

Jamais vi nem li a respeito de uma ditadura cujo fim não fosse regado por derramamento de sangue. Só nós mesmos, brasileiros, para engolir este conto de fadas.

Chego a duvidar, também - como sempre duvidei - que a morte do Tancredo tenha sido perpetrada por ele não ter feito adesão ao grave plano de Governo-assaltante à toda a população.

Lá em cima disse conto de fadas? Melhor dizendo agora, conto do vigário, uma vez que o Lula foi forjado nos tempos da ditadura e já hipnotizava as massas...

Quero saber quanto teriam levado os generais et all que entregaram o nosso país às mãos destes facínoras. Mas este será um capítulo da nossa história que jamais será escrito.

Falecido concunhado meu, que à época ocupava o distinto e honroso cargo de diretor geral da Secretaria de Obras, daqui de São Paulo, já dizia desgostoso: o nosso país está nas mãos das empreiteiras. Eu não fazia a menor ideia de a que se referia ele.

Teve sua vida abreviada por profundo desgosto ao testemunhar, sem nada poder fazer para impedir, o que já então se passava nas obras públicas, vindo a falecer prematuramente. Que de desgosto também se morre.

Uma amiga muito querida postou no FB que sua filha foi assaltada a menos de 200 metros da faculdade que cursa, acho que no Vale do Itajaí. Assaltada e machucada. Respirei fundo. Lamentei pela moça, pela minha amiga e por todos nós. Não viemos sendo assaltados todos os dias dos últimos 30 anos?

Sinto gosto amargo de profunda decepção e desesperança... Por mais que me soe música a estratégia adotada pelo Moro e equipe, o cheiro fétido e o som das borbulhas que espocam da podridão que é celebrada pelo riso de escárnio e diversão do pai-odebrecht, haverão de macular as minhas noites de insônia e fazer pesar os meus dias de inquietação.

A ditadura que veio a ser implantada foi a mais nojenta que se poderia conceber. Silente, sorrateira, artimanhosa, sem fardas nem desfiles portentosos como atração ou para causar forte impressão. Ditadura branca, sequestradora das vontades e dos anseios de toda uma nação que afunda na ausência de educação e na presença de um sistema de saúde pública totalmente deteriorado.

Ô, desespero meu...

Ao menos e por ter ouvido pela tevê, as medidas da Ministra Carmen Lúcia e do Ministro Facchin me parecem acertadas e corretas...

A esperança é a última que morre, pois não?

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  • Psicóloga formada pela UNIP, Mestre em Psicologia Social pela USP e doutora em Ciências Sociais pela PUC-SP.
  • Pesquisadora pelo NEF - Núcleo de Estudos do Futuro, com foco no Ecossociodesenvolvimento | Cátedra Ignacy Sachs, alinhada ao United Nations Millennium Project.
  • Coaching de Carreira e Preparo para uma Aposentadoria Sustentável.

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