Medo de ficar sozinha

Medo de ficar sozinho

"Por que será que a partir de uma certa idade mesmo as pessoas que tiveram vidas independentes e solitárias sentem medo de ficarem sozinhas?"

Cleide de Souza, Paraná(PR)

Medo de ficar sozinha
Pixabay

Ana Fraiman

Em primeiro lugar acho importante dizer que esse medo está ligado muito mais ao lado emocional de cada um de nós do que relacionado com a idade. Claro que quem já traz esse medo tende a vê-lo crescer com o passar dos anos. Trata-se da percepção aguda de que se está frágil, vulnerável a tal ponto que a pessoa acredita que a dependência do outro irá protegê-la. Ela busca proteção contra algum mal eventual (morte, acidente, algum tipo de separação) ou que já sente (sentimentos de abandono, solidão, menos-valia, etc.). essa dependência pode ser assumida de uma forma passiva (requerendo cuidados adicionais) ou ativa (protegendo outras pessoas e, com isso, tornando-se imprescindível). Esse quadro de fragilidade emocional, que pode acontecer em qualquer idade, não significa que não possa ser revertido, superada a ameaça.

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Velhice sem afeto

Velhice sem afeto

"Sofro de culpas e remorsos. Creio que errei em tudo. Magoei minhas filhas quando elas mais precisavam de mim. Hoje elas me acusam e se afastam. Tenho 63 anos e vivo sozinha como uma velha de 80 anos. Fiz o que achava correto na época. Será que mereço a indiferença delas?"

Suzana Rodrigues. São Paulo (SP)

Velhice sem afeto
Imagem: Pixabay

 

Ana Fraiman

Se na meia-idade não acordamos para a grande importância que é fazer novos amigos, circular em vários ambientes, despertar interesses diferentes, se nessa ocasião adotarmos uma posição de procurar somente nos filhos e netos nossa fonte contínua de afeto e bem-estar interior, estaremos criando as bases de uma velhice afetivamente precária.

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A boa-fé dos idosos

"Minha mãe não sai de cartomantes e centros que exploram sua ingenuidade. Tento explicar que ela está gastando dinheiro e esperanças fora, sem resultado. O que posso fazer?"

Berenice Andrade, Guarulhos (SP)

Cartomante
Cartomante, Vidente, boa-fé (Imagem: Pixabay)

Ana Fraiman

As pessoas precisam acreditar em alguma coisa, se não a vida fica sem sentido, umas creem em Deus, outras na ciência outras, ainda, fazem da arte sua religião ou têm um trabalho a que se dedicam com devoção. Em qualquer desses campos também podem ser exploradas.

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Medo do Câncer: quanto o check-up é necessário.

"Tanto eu quanto meu marido temos casos de câncer na família. Estamos na faixa dos 50. É necessário que façamos um check-up? Isso nos assusta e muito."

Inge Gôrgens, Curitiba (PR)

Medo do Câncer
Imagem: Pixabay

 

Ana Fraiman

Infelizmente, Inge, vocês se enquadram na população de risco. Está na hora, sim, de fazer um check-up. Quanto mais cedo for detectado, que espero não seja o caso, mais fácil será a cura, com muito menos sofrimento físico e mental.

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Envelhecer em convívio com os mais jovens

"Minha mãe reclama que a gente não conta nada para ela. Mas para que preocupá-la? Vale a pena dizer a ela que um neto está envolvido em drogas? Ela não vai ficar chocada?"

Aneris Lima, Salvador (BA)

Convivência com os mais jovens
Imagem: Pixabay

Ana Fraiman

Algumas universidades começam a abrir suas portas para pessoas de mais idade, com núcleos especiais, assim como em Santa Catarina, por exemplo. Pessoas com mais de 70 anos têm voltado aos bancos escolares e se revelado muito inteligentes e criativas. Onde está o ridículo?

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Lidando com a morte

"Meu filho de 5 anos sabe que meu pai vai morrer porque tem câncer. Agora, eles brincam de morrer a toda a hora. Devo fazer de conta que não vejo nada?"

Fátima Guedes, Atibaia (SP)

Ana Fraiman

Fátima, é o adulto que tem escrúpulos e receios de falar abertamente sobre a morte. Crianças e velhos conseguem mais desenvoltura e espontaneidade para romper o incômodo do silêncio sobre a questão vida-morte. Repare como eles ficam “cheios de vida”, brincam, riem, se comovem, se aproximam e são íntimos. 

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Para se comunicar bem com a pessoa que tem Alzheimer

Ana Fraiman, psicóloga. SP, 2017.

Alzheimer
Alzheimer | Imagem: Pixabay

  1. Fazer perguntas simples e, uma de cada vez.

O pensamento comum é muito veloz. Especialmente para quem está habituado a resolver muitas coisas num pequeno espaço de treino. Para quem tem alzheimer, o pensamento se processa de forma muito mais lenta e, por vezes se interrompe a meio caminho.

Para quem já pensou nalguma coisa que precisa ser feita ou resolvida, a resposta aparece de imediato ou demora muito pouco para se revelar a nossa mente.

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