Tenha mais no amor cuidando

Você fica inibida quando seu marido chega perto e você não está tão cheirosa quanto gostaria? Como se sente quando ele se aproxima cheirando a cigarro ou bebida?

O cheiro pode se altamente excitante, mas também pode acabar com qualquer desejo de aproximação. Mas você não precisa deixar que este detalhe atrapalhe a sua vida sexual e o seu prazer.

Parece mesquinho e cruel falar disso, tão claro para casais que convivem há muito tempo e tão nebuloso, já que nunca é conversado e, portanto, não solucionado. Convive-se, bem ou mal, com tudo isso que arranha e sangra o amor-próprio e faz-se de conta que não acontece. Mas acontece, e ninguém é obrigado a tolerar em silêncio, por medo de magoar o outro e se envenenado de ressentimentos.

O fato é que se rompermos a barreira do silêncio talvez a coisa mude para melhor, desde que, ao abordarmos o assunto, a nossa intenção genuína seja a de ajudar o outro e a nós mesmos. E que essa intenção venha revestida de gentileza e firmeza, na certeza de estarmos batalhando por um relacionamento muito melhor. Quer ver o que frequentemente vai afastando casais e gerando desconforto nas relações? O sexo muitas vezes fica travado quando esbarra na área de higiene.

Mau hálito

Ninguém gosta de beijar o outro quando este tem mau hálito. Ou o problema está nos dentes, gengivas, ou é digestivo. Estados de depressão também o acentuam. Em vez de virar a cara, rejeitar, é melhor ser honesta: diga claramente por que o beijo está sendo evitado. Mas não fique apenas na recusa e na denúncia do mal. Tome a iniciativa de marcar a hora no dentista, acompanha-o na primeira vez e demonstre assim seu interesse pela solução do problema.

E assim deve ser feito com tudo o mais. Nada mais desagradável, por exemplo, d o que pés que cheiram mal. Com toda certeza eles acabam com qualquer momento erótico que você vá armando em sua vida. Ficar quieta, simplesmente fazendo cara de nojo, não vai adiantar nada. Ou melhor, vai complicar tudo, pois ele há de perceber sua má vontade e, sem saber a causa, acabará se aborrecendo também.

Cuidados simples

Um cheiro forte e desagradável sob as axilas espanta o rosto que se encosta no ombro amado, em busca de aconchego e proteção. O abraço não é dado, o carinho fica tolhido e lá se vai mais uma oportunidade. Melhor do que se furta ao abraço, ou abraçar com a respiração suspensa, o que tira toda a graça e a espontaneidade do gesto, peça a ele que se cuide.

Providências muito simples, como o uso de desodorantes adequados, banhos e trocas de roupas mais constantes, podem ter efeitos milagrosos. Não se recuse a dar conselhos; tome a iniciativa, vença a barreira do seu próprio constrangimento e vá em frente.

Não rejeite, não se submeta

O que se deve ter em mente é que como mães nós temos roda a liberdade de protestar e obrigar nossos filhos a se manterem limpos e cheirosos. Eles aprendem de forma bem clara e direta que, se desejam carinho, têm de se apresentar em condições. E até apelamos para a impressão que vão causar na namorada se aparecerem no encontro de unhas sujas, cabelos desgrenhados e cheios de gordura, sujos.

Mas e o marido, que já foi nosso namorado e certamente te ouviu broncas desse tipo de sua mãe, naqueles tempos que já vão tão longe? Se ele continua, ou voltou a ser desleixado, por que devemos ficar caladas? Disfarçamos, nos omitimos, mas não batalhamos pelo que julgamos ser certo e direito em relação ao que cobramos e exigimos dos filhos. Fazemos isso para não feri-lo, não magoá-lo, sem perceber que vamos feri-lo e magoá-lo muito mais com o nosso desinteresse sexual.

Estamos falando de problemas sérios, que requerem alguns cuidados médicos e muitos cuidados na higiene. Com tato e firmeza podemos muito bem mostrar que não estamos querendo ofender, mas declarar amor e defender nossa relação de um desgaste facilmente evitável. Não adianta apelar para os mais sofisticados manuais de orientação sexual se não pisarmos o primeiro degrau, cuidando da saúde e da higiene pessoais.

Confie nos jovens e fale tudo com eles

Um dos lamentos mais comuns que ouço de pais e mães é: “Não consigo falar de sexo com meus filhos”.

Eles se justificam: “Eu não aprendi com meus pais a falar disso”. Mas será que nos só fazemos o que nossos pais nos ensinaram?

Falar sobre sexo

Minha filha ainda era bem criança e eu já via aquelas meninas saidinhas, que nos seus 12 ou 13 anos já se pintavam todas, cigarro nos lábios, cerveja à frente, decotes provocantes, e entrava em pânico. Ao mesmo tempo em que me preocupava em educar bem a minha menina, ensiná-la a ser feminina, porém recatava, eu me questionava sobre a minha capacidade de fazê-lo. E não sabia bem o que deveria traduzir a ela por feminino e recatado.

Por certo, feminino não seria falar mole e fino como gato miando, nem apenas usar saias e babados. Também não queria dizer que é feio brigar, que mulher tem que ser boazinha ou que tem idade certa para começar a namorar. O que seria, então, ser feminina? Eu sabia definir o que é ser mãe, mas mulher… Sugeria uns brincos, uma roupinha confortável mas bordadinha, ensinava a dizer “por favor” e “muito obrigado” e ficava alucinada quando a via, agora nos seus 10 anos, peitinhos florescentes, continuando a sentar-se estabanada, agachar-se mostrando as calcinhas ou a brigar de tapa com um moleque.

Daí eu achava que ela tinha em quê de machona e entrava em pânico: melhor uma perdida ou homossexual? Eu pensava que lésbica era toda mulher masculinizada, vozeirona grossa, cara lavada e brava. E os pés da minha filha cresciam. Aos 11 anos ela calçava 38! Eu já a via, moçona, vestida para um baile, calçados sapatos de homem. Era um tormento interior, porque eu também não conseguia exprimir o tal do recado. Era dizer não para o segundo docinho que lhe fosse oferecido? Era não beijar em público? Eu achava tão lindo dois adolescentes se namorando, isolados do mundo. Na deles em plena Avenida Paulista…

Eu tive que guardar minha virgindade para o meu marido, porque senão estaria estragada. E quando eu chorei, arrependida, por não ter desobedecido e seguido os destinos do meu amor? Devo dizer que nessa época estava em terapia e tinha com quem discutir e me esclarecer. Os medos, que eram meus, sobre minha sexualidade reprimida, puderam ganhar imagens, movimentos, palavras. Com o tempo fui descobrindo o que é isso de ser mulher.

Naquele dia decidi conhecer minha filha

Tive uma boa prova quando, um dia, a mãe de uma coleguinha da minha filha me telefonou e, com mil cuidados, me falou: “Estão dizendo na escola que sua filha não é mais virgem. E que foi ela mesmo quem contou”. Parecia que o chão se abria sob meus pés! Era de manhã e eu passei o dia em transe, aguardando a menina voltar. Tive febre, calafrios, mas fiquei pronta para enfrentar tudo. Eu queria, sobretudo, ajudar. E consegui.

Ela entrou toda alegrinha, 12 anos, aquela carinha limpa, inocente, iluminada. Entrou fricoteira no meu quarto, me beijou, se tocou: “Uai, você em casa a essa hora?” (Eu trabalhava.) Tive em resto de dúvida: será que estou vendo coisas que não existem? Quem é essa menina, minha filha? Eu a conheço? Ela me conhece?

Foi a chave. Resolvi conhece-la. “Filha, estou com um problema e você pode me ajudar a resolver.” (Jamais jogaria na cara dela que ela era o problema, mesmo porque não era. O que eu menos queria era assustá-la, afastá-la de mim, perder sua confiança.) “Sabe… (hesitei) é que eu soube uma coisa que eu queria que você confirmasse, se é que você sabe… (a questão era ainda uma fofoca, não um fato) É verdade que seus colegas estão dizendo que você não é mais virgem? Você sabe alguma coisa sobre isso?”

Ela caiu numa solene gargalhada. “Ah, mãe, besteira, deixa isso pra lá…”

A verdadeira honra é ter palavra firme

Eu não entendi. “Como, besteira? Como é que se começou a falar?” – “Besteira, mãe! Outro dia, os meninos estavam se bacaneando, que conhecem mulher, que foram em casa de massagem… E daí eu falei que também conhecia homem. Não esquenta, eu falei por falar. Pensei que fosse uma coisa mais séria. Você estava com um cara…

Minha cabeça rodou. Então ela estava medindo forças? E, descuidada, não tinha a mínima ideia de que fora mexer em um vespeiro.

Dali a puco ela voltou para o meu quarto, furiosa: “E quem é a fofoqueira que te telefonou? O que é que ela tem com a minha vida?

Fez um esparramo. Mas aí eu pude explicar que ela havia se exposto demais, dado margem a falatórios, e que a pessoa queria é protege-la. Foi duro fazê-la entender. Ela insistiu que ninguém tinha nada a ver com isso. Mas fomos falando, um pouco num dia, mais um pouco no outro, até que ela me perguntou: “Mas por que é que os meninos podem falar e as meninas não?
Concordei com ela que é um sistema injusto. Mostrei-lhe as opções e dei-lhe até exemplos do que seria a verdadeira honra: ter palavra.

Ela entendeu muito bem. E eu me senti muito mulher. Um dos lamentos mais comuns que ouço de pais e mães é: “Não consigo falar de sexo com meus filhos”. Eles se justificam: “Eu não aprendi com meus pais a falar disso”. Mas será que nos só fazemos o que nossos pais nos ensinaram? Será que, na idade madura, já não estamos em condições de deixar isso para lá? Uma boa ideia é aprender junto com os adolescentes a quem devemos orientar. Se nos abrirmos, como desejamos que eles se abram, tudo vai ficar mais fácil.

Quando chega a hora de Recasar

Para ser como ele gosta, você se sufoca, murcha, se apaga. É um erro grave. Seja você mesma e viva muito feliz.

Você não é mais a menina com quem ele casou. Nem ele é o menino que casou com você. Ambos mudaram, mas não mudaram a forma com que se tratam. Mudaram, e pensam que o outro não sabe. Ele não se mostra como é, mas da forma como pensa que você gosta. E você também.

Você parece duas pessoas, uma longe dele, outra perto. Quase sempre a que está longe é mil vezes mais interessante, desinibida, espirituosa, inteligente. Perto, você murcha, se apaga, submete-se ao medão de mostrar-se na sua complexidade, nas suas incoerências, na sua imaturidade. Isso gera infelicidade e impotência. Vocês não estão mais dialogando, se arriscando. Apenas mantêm fachadas.

Quando você está irritada com os filhos e ele a procura para sexo, você se sente desrespeitada. Não imagina que sua explosão de raiva a torna uma mulher vibrante e muito desejável e que o desejo dele, longe de ser agressão a seus sentimentos maternais, é um caminho para você resgatar a fêmea cheia de vida, sem grilos, que deveria ser.

Interprete certo os gestos dele.

Quando você está enlevada com as novidades de seus filhos, se divertindo com as estórias deles, e ele se mantém à parte, o que você pensa é que ele é um chato, omisso, alheado. Jamais acredita que ele morre de inveja da sua capacidade de se comunicar com os jovens.

E em relação a você? Ele sabe que você também fala palavão, conta piadas picantes, dá gargalhadas e sonha com um amante tipo apache, desinibido, de uma sexualidade animal? Ou só vê a sua timidez envolvida em pijamas de flanela e luz apagada quando vocês vão transar à noite? Ele sabe o quanto você fica ressentida porque ele se veste melhor para ir trabalhar do que para estar com você à noite? Ou que você detesta sua dependência econômica e o fato de ele cuidar sozinho dos investimentos familiares?

No amor, quem dá também recebe.

Vencer o tédio da rotina desagradável/confortável é trabalhoso e heroico. Alguém tem de começar. Em primeiro lugar, você tem de se ver agindo diferente. A imaginação serve de treino, mas não fique só no pensamento. Você precisa concretizar esse eu que está embutido em seus rancores e receios.

Preste atenção no seu corpo quando ele se aproxima. Você muda de postura? Se encolhe ou se apruma? Altera a conversa? Fica calma ou inquieta? Pergunte a ele se já reparou nisso. Preste atenção nele também. O corpo fala. Revela o que a boca silencia.

Crie a sua sorte, não espere que ele simplesmente aconteça. Pare de se expressar no condicional: eu gostaria, eu queria... Respeite os seus desejos, comece a falar afirmativamente: eu quero, eu gosto. Dê o primeiro passo, o primeiro beijo, o primeiro sorriso. Em matéria de amor, é dando que se recebe.

Agora, se você ainda não se sente bem na sua pele de mulher, se não confia em si própria e não vê o seu valor, procure ajuda, porque não há homem (e muito marido) que respeite uma mulher que não se respeita. E os homens adoram mulheres que solicitam com interesse, bom humor e até mesmo uma pitada de filosofia. Por que continuar com esse pudor de revelar o quanto você precisa dele?

  • Psicóloga formada pela UNIP, Mestre em Psicologia Social pela USP e doutora em Ciências Sociais pela PUC-SP.
  • Pesquisadora pelo NEF - Núcleo de Estudos do Futuro, com foco no Ecossociodesenvolvimento | Cátedra Ignacy Sachs, alinhada ao United Nations Millennium Project.
  • Coaching de Carreira e Preparo para uma Aposentadoria Sustentável.
Mulher bem sucedida

Competente no trabalho e… na cama.

Você conhece uma profissional que é um sucesso na carreira e tem uma vida afetiva e sexual feliz?

Se a resposta é sim, pode ter certeza de uma coisa: ela conseguiu escapar das armadilhas que nós mesmas armamos. Veja quais são... e fuja delas.

Sucesso Profissional
Imagem: Pixabey

Regina é uma jovem desquitada, bonita, um sucesso na carreira, mas vice só. Quando as amigas perguntam por que, ela poderá dar mil explicações do tipo “o trabalho não me deixa tempo para o amor”, “os homens não têm coragem de se relacionar com uma mulher bem-sucedida” ou “não encontro um homem mais inteligente do que eu”. Mas, se Regina fosse fundo nas coisas, teria de confessar que ela é a causa de tudo. Porque Regina tem um problema comum à maioria de nós: construiu uma personalidade dividida em três partes – cabeça, tronco e membros. E estas partes não se encaixam, gerando angústia e insegurança, impedindo se realização total.

Regina (38 anos) conheceu sexo como a maioria das mulheres de sua geração: meio roubado, às escondidas, um olho fechado pelo prazer da entrega, o outro aberto pelo medo de ser flagrada. E mesmo agora, que não teme uma gravidez indesejada, ainda tem medos, como o de escolher a pessoa errada. Esse medo paralisa e desespera, pois somos prontamente vistas como mulher, mas não nos sentimos como tal.
Quando alguém pergunta a Regina se ela é feliz no amor ou se conhece sexo desvairado, ela responde “não”. E não há susto. Afinal, “não se pode ter tudo na vida”.

Quando uma mulher de sucesso como Regina conta que é infeliz na cama, dizemos logo “pelo menos você tem sua carreira. Isso compensa”. É como se ela estivesse apenas seguindo o rumo natural das coisas. Surpreende mesmo é quando uma mulher comum, sempre às voltas com a rotina da casa, garante que sua vida sexual é um verdadeiro sucesso. Aí, perplexas, vamos querer saber “o que ela tem que eu não tenho?” É como se condenássemos a nós mesmas – e às outras mulheres – à categoria dos seres que não podem ter tudo. Ou bem temos o sucesso, ou bem o prazer. Como se fosse impossível conciliar competência com prazer, transpondo a ponte entre o mundo do poder e o mágico terreno do prazer.

Afinal, o que nos falta para conseguir a harmonia entre estes dois universos? Basicamente, entender os processos que levam à divisão e identificar as armadilhas. As mais perigosas são as que decorrem da relação que mantemos com nosso próprio corpo e suas peculiaridades.

Menstruação não é doença

Esta é uma das primeiras coisas que devemos ter em mente para desenvolver integralmente nossa sexualidade. Quando menstrua, a maior parte das mulheres fica inchada, dolorida, mais sensível. Enfim, o corpo fica alterado, pede repouso. Mas a gente não pode parar o trabalho. Então, em vez da irritação por ter de fazer coisas que o corpo não quer, ficamos com raiva da menstruação. Se entendermos que a mudança – no corpo e no nosso estado emocional – é um fato natural, um sintoma de fertilidade, estaremos a caminho da integração entre nosso corpo, a cabeça e a sexualidade.

Gravidez não é pecado

Mas muitas agem como se fosse. Tratam de “esconder” a gravidez, com medo de perder pontos na carreira, de ficarem fora do planejamento da empresa – a longo prazo – já que se sabe que terão de interromper o trabalho pelo menos para dar à luz. Se isto é errado, também não se pode aceitar a atitude contrária: a da mulher que procura usar a gravidez como desculpa para suas falhas no trabalho. Usar a gravidez como desculpa para não produzir, ou evita-la – alegando que prejudica a carreira – são atitudes igualmente ruins. Nos dois casos, estamos negando nossa condição de mulher, ou seja, reprimindo nossos sentimentos e a nossa sexualidade.

É normal ter desejos

Vestir uma capa de frieza para mascarar sua condição de mulher e ser encarada como “igual” pelos colegas de trabalho é uma coisa muito comum. E muito errada. Se você agir naturalmente, se aceitando como mulher que tem uma vida sexual ativa, poderá até superar a ênfase que os homens fazem questão de dar à sua feminilidade, e ao fato de você ser desejável. Quantas vezes, no meio de uma reunião, você já não ouviu “passamos a palavra à bela doutora fulana?” Eles querem agradar, mas você se sente ofendida, fica com raiva por ser “bela”, “desejável”. Já que não pode revidar, passando a palavra ao “gatão do dr. sicrano”, fique fria. Ser mulher, ser bela, ser uma fêmea desejável não é defeito, nem diminui seus méritos profissionais. Não tente negar sua natureza ou sua sexualidade, pois, de tanto disfarçar, a frieza pode acabar incorporada à sua personalidade. E aí, adeus ao prazer na cama.

É preciso inverter a ordem das coisas: seja fria no trabalho, mas muito quente na cama. O primeiro passo para esta fórmula você terá dado se conseguir enfrentar com naturalidade – e orgulho – sua condição de mulher. Mas isto não basta. Não se pode esquecer que, passando boa parte do tempo no trabalho, ficamos sujeitas às influências do meio na nossa vida pessoal. Não vamos repetir o erro dos homens, que – em alguns casos – tentam pautar sua vida pelo modelo de eficiência gerado no mundo do trabalho. Aí as armadilhas também são muitas. Mas podem ser identificadas. E superadas.

É preciso confiar

Confiança é o que mais falta no mundo dos negócios. Hoje em dia quem confia é xingado de bobo. Para ser bem-sucedida neste mundo, a mulher aprende – tanto ou mais que os homens – a viver de pé atrás e puxar tapetes. Ninguém se entrega. O que interessa é tapear, blefar, ter lucro: vale tudo para vencer. E os sentimentos vão ficando massacrados e mascarados: é preciso ser durona (quando se quer colo), fingir simpatias que estamos longe de ter, tratar o outro como um inimigo. E a experiência da entrega, da confiança, do aconchego, vai ficando para trás, relegada à condição de “coisa de criança”, ou pior, “imaturidade”. O prazer sensual de perder o controle e viajar nas sensações é vista como uma ameaça ao ego.

Não queira lucrar sozinha

No mundo dos negócios, só é um sucesso quem consegue lucro. O erro é que às vezes levamos esse imediatismo para as relações afetivas. Aí nunca vai haver prazer. Não fique pensando no seu lucro. Trate de relaxar, soltar as amarras e partilhar os lucros (ou perdas). Só assim sexo e amor são bons: quando os dois envolvidos lucram igualmente, saem mais ricos daquele momento.

Prazer só vem com calma

Vivemos a era do pré-fabricado, do descartável, do lucro rápido. Mas, se isso funciona no mundo dos negócios, um grande erro é tentar levar essa eficiência toda para a cama. Quando a pressa chega ao sexo, o que vemos são duas pessoas preocupadas em obter “mais prazer um menos tempo”. É chegar já “fervendo”, usar e jogar fora, embora a embalagem ainda possa ser atraente e conservada. Assim feito, não há tempo para deixar rolar, aquecer devagar, ir e vir nos toques discretos e ligeiros, até chegar o momento da decisão. É uma simples repetição do que se vê no mercado: viu, gostou, levou.

Nem vencida nem vencedora

Se o poder, no mundo dos negócios, dá status e provoca muita bajulação, levar essa filosofia “do mais forte” para a cama é desastre na certa. O que vamos encontrar é o homem preocupado em levar a mulher à exaustão, ou ela tentando “enlouquecer” o parceiro.

Ninguém relaxa. Não há prazer. O resultado é que tem muita cama por aí servindo de palco para jogos de poder, onde sempre um sai derrotado. Nada a ver com amor e sexo sadios, onde não há competição. Aí sim estaremos vivendo uma relação onde há integridade, inteireza, amor, em vez da competição e desprazer. Nessa explosão de vida não há espaço para poder, nem medo de parecer ridículo porque um se entrega, geme, faz caretas, mostra seu corpo como ele é, desnuda emoções. Na hora em que comportamentos que funcionam no trabalho vão junto para a cama, só pode haver frustração. Cada coisa tem sua hora e seu lugar: tentar misturar é o primeiro passo para o fracasso.

  • Psicóloga formada pela UNIP, Mestre em Psicologia Social pela USP e doutora em Ciências Sociais pela PUC-SP.
  • Pesquisadora pelo NEF - Núcleo de Estudos do Futuro, com foco no Ecossociodesenvolvimento | Cátedra Ignacy Sachs, alinhada ao United Nations Millennium Project.
  • Coaching de Carreira e Preparo para uma Aposentadoria Sustentável.

A hora CERTA de casar ERRADO

Quando no sentimos frágeis e carentes, o casamento pode parecer a solução mágica para os nossos problemas. Saiba identificar esses momentos.

Casamento triste
Casamento (Pixabay)

Casar para dividir a vida com alguém que se ama é uma experiência fascinante. Mas casar (mesmo que não seja de véu e grinalda) pode ser desastroso se a decisão for tomada precipitadamente, num momento de carência afetiva, como se fosse a solução mágica para os problemas. Portanto, é melhor ficar de antenas ligadas e perceber quando o perigo está rondando.

Sua irmã ou melhor amiga acabou de se casar: Nas duas situações você se sente rejeitada, excluída. O casamento da irmã pode despertar inveja, ciúme e mágoa porque ela vira o centro das atenções da família com os preparativos — festa, apartamento, enxoval —, e você fica com medo de que não sobre nada para você. Isso pode suscitar o desejo de casar logo para ter os mesmos privilégios.

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sexo na menopausa

Sexo na Menopausa

"Sempre ouvi dizer que à medida que a mulher envelhece diminui seu apetite sexual. Mas comigo tem sido bem diferente: desde a menopausa sinto uma vontade e um desejo maior. Isso é normal?"

Maria Cristina, Rio Branco (AC)

sexo na menopausa

Ana Fraiman

As mulheres de mais idade foram educadas para acreditarem que sexo é feio e pecaminoso, sujo e indesejável. Especialmente depois de certa idade. Some-se a isso o fato de que também os homens tiveram a cabeça feita para acreditarem que certas práticas não deveriam ser feitas com a santa-mãe-esposa, mas só com as “outras”, as que não prestavam. Na cabeça deles, havia as moças para casar e as moças para aproveitar, outro fator gerador de insatisfação e desencontros.

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Romance à meia idade

"Voltei a namorar com um jovenzinho: às escondidas. Se meus filhos souberem vai ser um Deus nos acuda. São moralistas e idolatram o falecido pai. Continuo ou desmancho o namoro?."

Selma Antares, Gramado (RS)

Idosa Romântica
Imagem: Shutterstock

Ana Fraiman

Mas é tão simples assim: continuo ou desmancho? E onde ficam seus sentimentos? E seu namorado, não tem voz ativa nisso tudo? Pondere junto com ele se já não é tempo de revelarem o romance ou se por enquanto vocês vão mantê-lo às escondidas. Mas enquanto houver dúvidas da sua parte e da dele, sobre a vontade de cada um conquistar essa vida em comum, a opinião dos seus filhos vai ter muita força de argumento.

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Muito a conversar

Muito a conversar. Sem sogra, sem filhos, sem nada!

Um dia você acorda e se encara: “Quem é esse velho que me olha no espelho?” Seu nariz e suas orelhas cresceram. Há um a luminosidade clara em torno de sua cabeça.

Muito a conversar. Sem sogra, sem filhos, sem nada!
Imagem: Pixabay

Não, não se trata da aura, mas dos seus — remanescentes? — cabelos. Até seus dentes parecem maiores! E por mais que você “chupe” a barriga, ela não encolhe mais do que um tantinho. E, ainda, as custas de você perder o fôlego.

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