Lidando com a morte

"Meu filho de 5 anos sabe que meu pai vai morrer porque tem câncer. Agora, eles brincam de morrer a toda a hora. Devo fazer de conta que não vejo nada?"

Fátima Guedes, Atibaia (SP)

Ana Fraiman

Fátima, é o adulto que tem escrúpulos e receios de falar abertamente sobre a morte. Crianças e velhos conseguem mais desenvoltura e espontaneidade para romper o incômodo do silêncio sobre a questão vida-morte. Repare como eles ficam “cheios de vida”, brincam, riem, se comovem, se aproximam e são íntimos. 

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Para se comunicar bem com a pessoa que tem Alzheimer

Ana Fraiman, psicóloga. SP, 2017.

Alzheimer
Alzheimer | Imagem: Pixabay

  1. Fazer perguntas simples e, uma de cada vez.

O pensamento comum é muito veloz. Especialmente para quem está habituado a resolver muitas coisas num pequeno espaço de treino. Para quem tem alzheimer, o pensamento se processa de forma muito mais lenta e, por vezes se interrompe a meio caminho.

Para quem já pensou nalguma coisa que precisa ser feita ou resolvida, a resposta aparece de imediato ou demora muito pouco para se revelar a nossa mente.

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Envelhecer

Maturidade: O tempo é agora

Com certeza um dos indicativos da crise da maturescência e a sensação de premência com relação ao Tempo. Num dado momento o horizonte temporal se estreita, gerando um sentimento de “não dá mais”, “passou da hora” ou “não é mais para mim”; noutro momento, o horizonte temporal se alarga: “E agora ou nunca mais!”

Envelhecer
Imagem: Pixabay

Já suficientemente experiente para saber de seu próprio valor, mas não tão vivida, a pessoa começa a se embaralhar em seus planos e expectativas, sem saber direito o que quer da vida. Tudo e questionável. As relações familiares ficam tensas. É muita transformação. Filhos crescidos e pais envelhecidos. Não raro passam a conviver, sob o mesmo teto, quatro gerações. Nesse momento específico da vida, na passagem da maturidade para a meia idade, as perguntas mudam, face as respostas que já foram dadas.

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Mau cheiro frustra a boa sexualidade

Parece ser mesquinho e cruel falar disso, tão claro para casais que convivem há tanto tempo, e tão nebuloso já que nunca é conversado e, portanto, não solucionado.

Sexualidade

Convive-se, bem ou mal, com tudo isso que arranha e sangra o amor-próprio e faz-se de conta que a coisa não acontece.

Mas acontece, e ninguém é obrigado a tolerar em silêncio, por medo de magoar o outro, mas se envenenando de ressentimentos. O fato é que, se rompermos a barreira do silêncio, talvez a coisa mude para melhor, desde que ao abordarmos o assunto a nossa intenção genuína seja a de ajudar o outro e a nós mesmos. E que essa intensão venha revertida de gentileza e firmeza, na certeza de estarmos batalhando por um relacionamento muito melhor.

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Surf na Terceira Idade

Em primeiro lugar devo deixar claro que não tenho a menor familiaridade com mulheres surfistas. Nem na primeira, nem na segunda e, portanto, não na terceira idade.

Surf na Terceira Idade
Imagem: 50emais.com.br (Idosos que não têm medo dos esportes ousados)

Não tenho, sequer, familiaridade com o mundo do Surf. Uma ou outra matéria, que me remetem - por tabela - a sensações de júbilo e de liberdade, em meio às ondas, aos impactos iluminados por um sol resplandecente ou a um céu cinzento, que se prepara para despejar seu temporal.

Aprecio a determinação e o preparo daqueles que se arriscam em mares tormentosos e quando sabem se precaver em relação a ondas potencialmente assassinas.

Minha visão é romântica, ingênua e, provavelmente construída pela minha própria vontade, jamais satisfeita de conseguir ficar de pé numa prancha, sobre a qual os surfistas bailam e tecem suas peripécias acrobáticas. Meu bailar, conquanto muito hábil, belo e comovente, sempre se deu em solo.

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Não confunda “Esclerose” com outras patologias

"Aos 68 anos, minha mãe tem momentos de total lucidez e horas em que se esquece de tudo, confundindo os fatos. Às vezes acho que ela está fazendo chantagem. Será que é esclerose?"

Stela Campos, Rio de Janeiro (RJ)

Esclerose
Imagem: Pixabay

Ana Fraiman

O diagnóstico de esclerose tem sido muito mal utilizado, levando a família a uma atitude de descaso em relação ao velho. Nem todos os sintomas que sua mãe apresenta são decorrentes da idade, já que várias patologias apresentam tais sintomas.

Por isso, é importante fazer uma avaliação médica e deixar claro que os casos de esclerose são menos frequentes do que se pensa, sendo o médico especialista o único capaz de detectar a doença.

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