Tenha mais no amor cuidando

Você fica inibida quando seu marido chega perto e você não está tão cheirosa quanto gostaria? Como se sente quando ele se aproxima cheirando a cigarro ou bebida?

O cheiro pode se altamente excitante, mas também pode acabar com qualquer desejo de aproximação. Mas você não precisa deixar que este detalhe atrapalhe a sua vida sexual e o seu prazer.

Parece mesquinho e cruel falar disso, tão claro para casais que convivem há muito tempo e tão nebuloso, já que nunca é conversado e, portanto, não solucionado. Convive-se, bem ou mal, com tudo isso que arranha e sangra o amor-próprio e faz-se de conta que não acontece. Mas acontece, e ninguém é obrigado a tolerar em silêncio, por medo de magoar o outro e se envenenado de ressentimentos.

O fato é que se rompermos a barreira do silêncio talvez a coisa mude para melhor, desde que, ao abordarmos o assunto, a nossa intenção genuína seja a de ajudar o outro e a nós mesmos. E que essa intenção venha revestida de gentileza e firmeza, na certeza de estarmos batalhando por um relacionamento muito melhor. Quer ver o que frequentemente vai afastando casais e gerando desconforto nas relações? O sexo muitas vezes fica travado quando esbarra na área de higiene.

Mau hálito

Ninguém gosta de beijar o outro quando este tem mau hálito. Ou o problema está nos dentes, gengivas, ou é digestivo. Estados de depressão também o acentuam. Em vez de virar a cara, rejeitar, é melhor ser honesta: diga claramente por que o beijo está sendo evitado. Mas não fique apenas na recusa e na denúncia do mal. Tome a iniciativa de marcar a hora no dentista, acompanha-o na primeira vez e demonstre assim seu interesse pela solução do problema.

E assim deve ser feito com tudo o mais. Nada mais desagradável, por exemplo, d o que pés que cheiram mal. Com toda certeza eles acabam com qualquer momento erótico que você vá armando em sua vida. Ficar quieta, simplesmente fazendo cara de nojo, não vai adiantar nada. Ou melhor, vai complicar tudo, pois ele há de perceber sua má vontade e, sem saber a causa, acabará se aborrecendo também.

Cuidados simples

Um cheiro forte e desagradável sob as axilas espanta o rosto que se encosta no ombro amado, em busca de aconchego e proteção. O abraço não é dado, o carinho fica tolhido e lá se vai mais uma oportunidade. Melhor do que se furta ao abraço, ou abraçar com a respiração suspensa, o que tira toda a graça e a espontaneidade do gesto, peça a ele que se cuide.

Providências muito simples, como o uso de desodorantes adequados, banhos e trocas de roupas mais constantes, podem ter efeitos milagrosos. Não se recuse a dar conselhos; tome a iniciativa, vença a barreira do seu próprio constrangimento e vá em frente.

Não rejeite, não se submeta

O que se deve ter em mente é que como mães nós temos roda a liberdade de protestar e obrigar nossos filhos a se manterem limpos e cheirosos. Eles aprendem de forma bem clara e direta que, se desejam carinho, têm de se apresentar em condições. E até apelamos para a impressão que vão causar na namorada se aparecerem no encontro de unhas sujas, cabelos desgrenhados e cheios de gordura, sujos.

Mas e o marido, que já foi nosso namorado e certamente te ouviu broncas desse tipo de sua mãe, naqueles tempos que já vão tão longe? Se ele continua, ou voltou a ser desleixado, por que devemos ficar caladas? Disfarçamos, nos omitimos, mas não batalhamos pelo que julgamos ser certo e direito em relação ao que cobramos e exigimos dos filhos. Fazemos isso para não feri-lo, não magoá-lo, sem perceber que vamos feri-lo e magoá-lo muito mais com o nosso desinteresse sexual.

Estamos falando de problemas sérios, que requerem alguns cuidados médicos e muitos cuidados na higiene. Com tato e firmeza podemos muito bem mostrar que não estamos querendo ofender, mas declarar amor e defender nossa relação de um desgaste facilmente evitável. Não adianta apelar para os mais sofisticados manuais de orientação sexual se não pisarmos o primeiro degrau, cuidando da saúde e da higiene pessoais.

Medo do Câncer: quanto o check-up é necessário.

"Tanto eu quanto meu marido temos casos de câncer na família. Estamos na faixa dos 50. É necessário que façamos um check-up? Isso nos assusta e muito."

Inge Gôrgens, Curitiba (PR)

Medo do Câncer
Imagem: Pixabay

 

Ana Fraiman

Infelizmente, Inge, vocês se enquadram na população de risco. Está na hora, sim, de fazer um check-up. Quanto mais cedo for detectado, que espero não seja o caso, mais fácil será a cura, com muito menos sofrimento físico e mental.

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Mazelas, deles e delas.

A sinceridade torna cada biografia um verdadeiro tratado de humanidades.

Mazelas
Imagem: Pixabay

Estou com 83 anos. Não sei se chegarei aos 84 e isso, de certo modo não é problema de meu interesse. Os médicos é que ficam procurando. Eles adoram encontrar doença. Querem logo tratar. Eles que tratem, então. Eu gosto é de viver a minha vida. Eles que fiquem preocupados. Eu fico com a saúde.

Não tem como. Quando chegar a minha hora, chegou. Meu compadre saiu do cardiologista feliz com o seu coração de jovem. Bateu com as botas às dez no dia seguinte. Infarto. A mulher acordou com ele lá, durinho na mesma cama. Esse daí é que soube morrer a Boa Morte. Eu não sei se vou saber.

Meu passado, com certeza foi muito mais emocionante que aquilo que antevejo para o meu futuro. Não que eu seja ou esteja deprimido. Minha vida é que está muito chata. Os dias passam sem maiores expectativas, não faço planos. Tudo muito uniforme. Nada de novo altera minha rotina. Três horas de novela todos os dias. Aquela gritaria. Só patifaria. Quem aguenta isso?!

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Lidando com a morte

"Meu filho de 5 anos sabe que meu pai vai morrer porque tem câncer. Agora, eles brincam de morrer a toda a hora. Devo fazer de conta que não vejo nada?"

Fátima Guedes, Atibaia (SP)

Ana Fraiman

Fátima, é o adulto que tem escrúpulos e receios de falar abertamente sobre a morte. Crianças e velhos conseguem mais desenvoltura e espontaneidade para romper o incômodo do silêncio sobre a questão vida-morte. Repare como eles ficam “cheios de vida”, brincam, riem, se comovem, se aproximam e são íntimos. 

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Para se comunicar bem com a pessoa que tem Alzheimer

Ana Fraiman, psicóloga. SP, 2017.

Alzheimer
Alzheimer | Imagem: Pixabay

  1. Fazer perguntas simples e, uma de cada vez.

O pensamento comum é muito veloz. Especialmente para quem está habituado a resolver muitas coisas num pequeno espaço de treino. Para quem tem alzheimer, o pensamento se processa de forma muito mais lenta e, por vezes se interrompe a meio caminho.

Para quem já pensou nalguma coisa que precisa ser feita ou resolvida, a resposta aparece de imediato ou demora muito pouco para se revelar a nossa mente.

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Envelhecer

Maturidade: O tempo é agora

Com certeza um dos indicativos da crise da maturescência e a sensação de premência com relação ao Tempo. Num dado momento o horizonte temporal se estreita, gerando um sentimento de “não dá mais”, “passou da hora” ou “não é mais para mim”; noutro momento, o horizonte temporal se alarga: “E agora ou nunca mais!”

Envelhecer
Imagem: Pixabay

Já suficientemente experiente para saber de seu próprio valor, mas não tão vivida, a pessoa começa a se embaralhar em seus planos e expectativas, sem saber direito o que quer da vida. Tudo e questionável. As relações familiares ficam tensas. É muita transformação. Filhos crescidos e pais envelhecidos. Não raro passam a conviver, sob o mesmo teto, quatro gerações. Nesse momento específico da vida, na passagem da maturidade para a meia idade, as perguntas mudam, face as respostas que já foram dadas.

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Mau cheiro frustra a boa sexualidade

Parece ser mesquinho e cruel falar disso, tão claro para casais que convivem há tanto tempo, e tão nebuloso já que nunca é conversado e, portanto, não solucionado.

Sexualidade

Convive-se, bem ou mal, com tudo isso que arranha e sangra o amor-próprio e faz-se de conta que a coisa não acontece.

Mas acontece, e ninguém é obrigado a tolerar em silêncio, por medo de magoar o outro, mas se envenenando de ressentimentos. O fato é que, se rompermos a barreira do silêncio, talvez a coisa mude para melhor, desde que ao abordarmos o assunto a nossa intenção genuína seja a de ajudar o outro e a nós mesmos. E que essa intensão venha revertida de gentileza e firmeza, na certeza de estarmos batalhando por um relacionamento muito melhor.

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