A dor da perda

Temos sido assolados por imagens de guerras e de foragidos. Crianças desterradas, sem pais nem irmãos. Favelas construídas sobre aterros. Tiros disparados a toa, balas perdidas estraçalhando famílias. Parece nada importar.

Carro de Boi

Alguns de nós clamamos por justiça. Outros oram e se penitenciam. Outros meditam e outros se alienam em vícios e desgraças mil. Famílias se esgarçam, enquanto a sensação é de piora crescente, que desperta consciências. Ou então, nada.

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O que significa ser a última geração que viveu o mundo analógico

Ana Freitas 05 Set 2016 (atualizado 05/Set 12h55)

Você se lembra de quando se via sem nada para fazer e contemplava o ócio, sem sacar o celular do bolso? Essa é uma reflexão que tende a acabar junto com aqueles que vivenciaram o mundo off-line.

AQUELES NASCIDOS ANTES DE 1985 FAZEM PARTE DA ÚLTIMA GERAÇÃO "BILINGUE", CAPAZ DE VER O MUNDO PELA PERSPECTIVA DIGITAL E ANALÓGICA.

Digital x Analógico

Quando foi a última vez que você se viu sem absolutamente nada para fazer e contemplou o ócio? Momentos como esse têm se tornado cada vez mais raros no cotidiano. O motivo é que, mesmo naqueles minutos de espera do ônibus ou da chegada de um amigo no bar, sua atenção é desviada para o celular.

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Conselhos sábios de um ancião muito rico

Warren Buffett, aos 85 anos de idade, figura entre as cinco pessoas mais ricas do mundo. Sua fortuna é estimada em cerca de 50 bilhões de dólares, 99% dos quais ele pretende deixar para instituições de caridade após sua morte.

Warren Buffett

Ele próprio construiu sua imensa fortuna e, frequentemente o velho magnata faz sugestões a líderes mundiais, sobre:

Reputação - Leva-se 20 anos construindo uma reputação e 5 minutos para destruí-la. Se você pensar nisso agirá de maneira diferente.

Regra Básica:

  • Regra No.1: Nunca perca dinheiro.

  • Regra No.2: Nunca se esqueça da regra No.1.

Fontes de renda - Nunca conte apenas com um rendimento. Faça investimentos para criar fontes adicionais de renda.

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Abandono Afetivo Inverso

Abandonei meus pais idosos. Motivo? Eles me abandonaram primeiro.

O Abandono Afetivo Inverso vem se tornando cada vez mais conhecido e, não somente, no mundo jurídico. A mídia mostra de forma direta toda uma sorte de abusos que idosos vêm sofrendo diariamente no âmbito familiar e, muitas vezes dentro de suas próprias casas.

Abandono Afetivo Inverso
pixabay

O que é o abandono afetivo inverso? Quando se fala de 'abandono afetivo' entendemos tratar-se de 'pais que não estão nem aí' com os seus filhos. São pais ausentes, hiper concentrados em seus trabalhos e em seus próprios interesses. Pais que tomam o café da manhã com a cara enfiada no jornal ou já bem cedo, assistindo os noticiários pela televisão.

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O que faz com que você pareça mais velho do que realmente é

Envelhecer é inevitável e natural, porém o modo como envelhecemos depende dos nossos bons, ou maus hábitos.

Você já se perguntou porque algumas pessoas têm uma aparência bem mais jovem do que outras? É natural, também, que se deseje prolongar máximo o tempo da juventude. E sem recorrer a cirurgias plásticas!
Será que isso é possível? Claro que é: o segredo está nos hábitos que desenvolvemos. Além do que, hábitos que não nos favorecem podem e devem ser mudados.
A seguir, meia dúzia deles, para você verificar o que pode levá-lo a ter uma aparência bem mais envelhecida do que seus anos de idade. Evite os erros.

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Agradecimentos de uma Mãe

SER MÃE É TER UM SÉQUITO DE PESSOAS DE BEM QUE NOS AJUDAM ESPONTANEAMENTE E, SEM QUE O SAIBAMOS, NOS CUIDADOS PARA COM OS NOSSOS FILHOS. ESTE, É UM BOM DIA PARA AGRADECER, A TODOS ELES, POR NOSSOS FILHOS ESTAREM CONOSCO.

Ser mãe

Não batam as mães no próprio peito, afirmando com grande vaidade, cuidar dos filhos sozinhas! Nem que o pai seja falecido ou totalmente ausente. Esta crença não se sustenta nas vivências do cotidiano, nem traduzem as realidades.

Como mães, jamais saberemos quantas outras pessoas, homens e mulheres, ajudam e já ajudaram nossos filhos a estarem vivos e inteiros para nos cumprimentar, agradecer e alegrar.

Pessoas anônimas que impediram uma criança nossa de sofrer um atropelamento, quando sem se dar conta, atravessaram uma rua sem olhar para os lados. Que lhes enxugaram as lágrimas, secando seus chorinhos sentidos, fazendo-lhes um simples agrado, um curativo, prestando-lhes companhia. Pessoas que lhes sorriram e deram algo de comer e de beber, quando nossos filhos e filhas se sentiram abandonados pelo pequeno ou grande atraso à hora de pegá-los nas escolas. Que os levaram e trouxeram de volta, sãos e salvos, contando-lhes casos e histórias fantásticas, que lhes atiçaram a curiosidade e abriram suas cabecinhas, conferindo-lhes o direito sagrado de pensar diferente.

Pessoas, homens e mulheres generosos o suficiente para convidá-los a um passeio que, conosco, jamais teriam feito. Que lhes apresentaram visões e soluções que jamais teríamos pensado. Que partilharam de momentos importantes de suas vidas, de modos e com capacidades que jamais teríamos alcançado cultivar. Que se postaram firmes a seu lado, quando nem nós mesmas havíamos atentado para a importância de terem alguém mais velho, mais experiente, algum adulto consigo, até mesmo um desconhecido, que pudesse ajudá-los a superar uma situação-problema.

Agradeçamos aos nossos amigos e vizinhos, aos irmãos mais velhos de nossos filhos e, mesmo aos mais novos que lhes garantiram um afeto constante e, docemente correspondido, mesmo sem lhes ter sido explicitamente pedido. Nós trabalhamos. Saímos de casa. Não estivemos, não estamos, nem estaremos em todos os lugares e em todas as horas para atender, cuidar, vestir, alimentar, acompanhar, estimular, apoiar, encaminhar, ensinar e educar os nossos filhos. Aos avós e avôs, se não os próprios, os dos coleguinhas. As mães e pais dos namorados. E aos tios, todos. Aos amigos de nossos filhos, aos professores atentos, dedicados e, também, agradecer aos nossos empregados.

Ana FraimanA TODOS, AO MEU MARIDO PRINCIPALMENTE, NA QUALIDADE DE MÃE, AGRADEÇO HUMILDE E PROFUNDAMENTE.

Ana Fraiman

A Cultura da Prosperidade

Prosperar é se realizar. Não há realização maior para o ser humano, pessoal e profissionalmente, do que ensinar a trabalhar. Para isso, buscar compreender a si e ao outro.

Compreender significa enxergar claro, ponto a partir do qual as atitudes e as coisas passam a fazer sentido. Nada faz sentido se não for bem compreendido.

Do ponto de vista psicológico, ficamos inquietos quando algo – que consideramos importante – não faz sentido em nossa mente. Daí que, entender e compreender, sejam processos nucleares em relação ao modo como nos conduzimos no mundo: das coisas, das tarefas e das relações humanas. Enquanto a cognição ‘entende’ – estabelece relações, calcula, compara, analisa, decompões, enfim, se utiliza de vários processos para dar conta de um enigma – o que nos faz compreender é a profunda assimilação psico-afetiva do que o plano cognitivo apenas perscrutou. Em outras palavras: a cognição capta e entende. A sensibilidade emocional assimila, retém e nos leva a agir.

Ainda que as relações contenham muitos fatores racionais, o que comanda e imprime valor a elas é a função emocional. Nesse sentido, podemos nos entender perfeitamente bem com ‘o estrangeiro’: o desconhecido com quem dançamos a mesma música e partilhamos a mesma canção. Ou um sorriso. Ou, então, nada, contudo sem antagonismos.

A necessidade de compreender é inata.

Quando fizemos ‘cara de bravo’ com um bebê ele chora sentido. Assim que desfazemos a feia armadura do rosto e voltamos a falar com doçura, o bebê se aquieta e sorri. Sente-se aliviado porque se compreende amado e não se sente mais ameaçado. Isso vale para pessoas, para animais, plantas, para todo o universo.

Sendo uma guestalt, uma configuração compreensível, a profunda compreensão tem por efeito uma rápida harmonização dos relacionamentos. As energias passam a fluir livremente e as pessoas perdem o medo de se aproximarem umas das outras. Compreender, ainda que seja um processo basicamente regido pelo plano afetivo, pode ser treinado por uma decisão racional. As pessoas precisam ‘sentir-se sossegar’ nas relações. Por causa disso é que nos empenhamos a desfazer os mal-entendidos.

Por onde começar? O primeiro passo é nutrir respeito. A começar pelo auto respeito. Respeitar tem a mesma raiz etimológica de espiar. Olhar pelas frestas. Não para bisbilhotar, mas para ‘estar a par’. Saber o que está acontecendo. Não se limitar às barreiras que sempre se impõem entre nós e o saber, mas procurar olhar por entre as barreiras. Não se contentar de ouvir falar, mas procurar ver com os próprios olhos.

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