A hora CERTA de casar ERRADO

Quando no sentimos frágeis e carentes, o casamento pode parecer a solução mágica para os nossos problemas. Saiba identificar esses momentos.

Casamento triste
Casamento (Pixabay)

Casar para dividir a vida com alguém que se ama é uma experiência fascinante. Mas casar (mesmo que não seja de véu e grinalda) pode ser desastroso se a decisão for tomada precipitadamente, num momento de carência afetiva, como se fosse a solução mágica para os problemas. Portanto, é melhor ficar de antenas ligadas e perceber quando o perigo está rondando.

Sua irmã ou melhor amiga acabou de se casar: Nas duas situações você se sente rejeitada, excluída. O casamento da irmã pode despertar inveja, ciúme e mágoa porque ela vira o centro das atenções da família com os preparativos — festa, apartamento, enxoval —, e você fica com medo de que não sobre nada para você. Isso pode suscitar o desejo de casar logo para ter os mesmos privilégios.

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3 gerações

Sem saber o que dizer

O texto retrata um encontro memorável: três gerações de uma mesma família, convivendo entre si por algumas semanas, com seus interesses, seus dilemas e seus diferentes modos de ser, cada um no seu quadrado.

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Você já reparou que não precisa mais de tanto espaço para morar? Que suas roupas não são as mais modernas, mas que você ainda gosta pra caramba de quase todas elas e que, na verdade, a maior parte nem sequer é tão aproveitada, assim?

Seus casacos pesados enfrentam temperaturas que, no eixo São Paulo-Rio, nenhuma delas alcança. Aquele, de quando foi esquiar em Aspen. Outro, quando esteve num fim de ano em Nova York. E um terceiro, que foi de sua tia avó, uma capa preta de lã, do Canadá, que nem o Batman quereria herdar.

E tem aquele outro, dourado, de shantung de seda, para usar em festa a rigor, sobre qualquer roupa, só para dar um tchan a mais. Era de sua tia madrinha, não era? Só que, ela era bem gorda e, você é magrinha, magrinha. Então. Vai pagar mais para reformar do que custaria um novo. Além disso, amiga, você já não tem mais idade de se vestir de dourado, não é mesmo?

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Envelhecer em convívio com os mais jovens

"Minha mãe reclama que a gente não conta nada para ela. Mas para que preocupá-la? Vale a pena dizer a ela que um neto está envolvido em drogas? Ela não vai ficar chocada?"

Aneris Lima, Salvador (BA)

Convivência com os mais jovens
Imagem: Pixabay

Ana Fraiman

Algumas universidades começam a abrir suas portas para pessoas de mais idade, com núcleos especiais, assim como em Santa Catarina, por exemplo. Pessoas com mais de 70 anos têm voltado aos bancos escolares e se revelado muito inteligentes e criativas. Onde está o ridículo?

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Dinheiro e respeito nem sempre andam juntos

De repente, trabalhar fora, ganhar o próprio dinheiro, se tornou uma verdadeira obsessão para muitas mulheres casadas.

Briga de casal por dinheiro
Imagem: Thinkstock

Elas acreditam que todos os problemas do seu relacionamento se solucionariam, como num passe de mágica, pelo simples fato de ganharem um salário. Verdade ou engano? Será que trabalhar, ter um salário, é o remédio que algumas pessoas precisam?

O meu dinheiro é meu. O dele é nosso. Quantas vezes a gente ouve essa frase dita por mulheres que trabalham, têm um bom salário e que poderiam, em caso de necessidade. dar conta da família toda? O meu e o dele apenas definem uma situarão muito comum: a de não termos a tradição de ganhar o nosso sustento e brigar para que uma carreira nos leve à independência total. Talvez por culpa da educação (nós somos preparadas para ser dependentes, eles, para nos manter), acabamos achando normal que o homem assuma o seu papel e nos dê o padrão de vida que “merecemos”. Mas, se o dinheiro falta, se ele ousa cobrar a nossa parte, se a gente suspeita de que está pagando mais do que devia, aí a situação se complica. A ilusão de que ter uma renda própria resolve todos os problemas termina em dúvida: de que adianta eu trabalhar, se nem assim ele me respeita? Mas será possível conciliar, numa boa mesmo, essas três coisinhas fundamentais que são o amor, o respeito e o dinheiro?

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Ciúmes de avó

"Toda vez que precisa sair, minha nora deixa meus netos com a mãe dela. Eu fico ressentida com isso, porque afinal de contas nós duas somos avós. Como resolver esse problema?"

Carmem Lúcia Barbosa, São Paulo (SP)

Avó com ciúmes
Imagem: Pinteret

Ana Fraiman

Será que você não está com um pouquinho de ciúmes, Carmem? Isso pode estar fazendo você se sentir ressentida, o que é dolorido em qualquer situação. Mas queixar-se só vai agravar a situação e deixá-la ainda mais ressentida como você conta. Esteja disponível, mostrando à sua nora boa vontade e afeto no momento de estar com os netos.

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Casais idosos – brigas sem desamor

"Meus pais nunca se entenderam muito bem, mas foram levando... Já fizeram bodas de ouro, o que ninguém entende, porque mais parece que eles se odeiam! Um só reclama do outro e, quando vamos lá, dá vontade de ir embora em seguida. É só briga. Com isso eles afastam todo mundo e depois reclamam do abandono. O que fazer? Não é melhor separá-los? Pensamos em levar cada um para casa de um dos filhos. Falamos com eles sobre isso e disseram que nós estamos doidos. E agora?"

Maria José Vieira, Campinas (SP)

Briga entre idosos
Imagem: bestofweb.com.br

 

Todos os casais têm uma dinâmica própria no seu relacionamento. Por vezes é um quadro patológico, pelo desgaste e insatisfação que gera para o próprio casal e para os que com ele convivem. Muito difícil alterar isso depois de tanto tempo. Veja que, para eles essa foi a acomodação encontrada e, quando vocês interferem, eles se unem.

Embora seja desesperador estar junto de seus pais, devem acontecer momentos mais amenos e até de entendimento entre os dois, que ninguém tem direito de podar.

Para você os outros filhos e netos fica a angústia de ter de abrir mão das imagens ideais sobre família e aceitara realidade dos fatos ou, quanto muito, sugerir alternativas, atividades, programas etc.

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Aproximação dos netos

Minha mãe, de 72 anos, mora só. Somos três irmãos e ela tem seis netos. De todos, só meus filhos (de 15 e 13 anos) não a visitam. Sei que tenho culpa por não ter feito com que convivessem mais com ela, quando eram menores. Mas como posso aproximá-los da avó, sem que haja o inevitável confronto entre eles?

Guiomar Pereira, Porto Alegre (RS)

Aproximação dos netos
Imagem: Pixabay

Ana Fraiman

Quando se procura entendimento, diálogo, circula-se por um caminho de mão dupla. A tarefa aqui é tanto revelar aos filhos a outra face da avó, como revelar a ela a outra face dos netos. E isso não depende só de você. O confronto é inevitável, para que se dê o entrosamento. Você precisará aprender a ouvir menos as queixas, a ser menos “Almofada-de-choque” entre eles; seus filhos precisarão sentir-se estimados e reconquistar a confiança da avó. Todos terão que assumir sua parcela de responsabilidade, nesta relação, e aguentar as consequências das atitudes que tomarem. 

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