Filhos e drogas

Quando a verdade vem à tona. Ao ter qualquer indício de que um filho anda envolvido com drogas, duas reações podem ocorrer:

“É um consumo esporádico, eventual, nada para se preocupar”; ou: “Meu filho está perdido”.

Filhos e drogas

Anos-luz separam uma atitude da outra, além de uma série de fatos e mitos, conceitos e preconceitos a enfrentar. A pior decisão, porém, é a do deixar-estar-para-ver-como-é-que-fica: todo fato grave do qual nos escondemos se transforma num fantasma psicológico que nos atormenta, seja através de dúvidas e culpas cruéis, seja através de pesadelos ou ataques de angústia aparentemente sem explicação.

Seja qual for a reação, porém, sempre explodem as perguntas: “Que drogas ele anda consumindo? Quando? Onde? Como? Quem fornece? Onde arranja dinheiro? Quem mais sabe? QUEM MAIS SABE?”.

Cada um tenta interpretar a realidade como quer, e não como ela realmente é.

Aí está o ponto principal da questão. A honra posta em jogo, o bom nome da família, a credibilidade dos pais enquanto pais e até mesmo cidadão – como um homem pode ser responsável por toda uma empresa se nem consegue controlar os próprios filhos?! -: tudo vem à tona.

As mães questionam sua dedicação e zelo enquanto mães (“Onde você estava enquanto as crianças se desencaminhavam?”). Surge um sentimento de fracasso pessoal (“Onde eu errei?”) e é inevitável que se instale a desconfiança (“Se ele mentiu nisso, no que mais andou mentindo?”). Ninguém escapa de sentir um desejo de sumir e voltar para o passado, sem ter que enfrentar o problema, ou de ter alguém mais forte e mais sábio ao lado, para tomar decisões.

Ninguém escapa, também, da vontade de culpar o mundo ou de agredir o filho em crise (“Você não tinha o direito de fazer isso conosco!”).São todas vivências intensas, doídas. Parece que o céu desabou sobre nossas cabeças e nada mais será como antes.Para nos defender, num primeiro momento, fazemos de conta que o problema não existe.

Essa atitude pode ser parcialmente consciente, além de profundamente leviana, e costuma se resumir em frases como: “Isso é bobagem, eu também já fiz isso, todo jovem experimenta, se ninguém reprimir, logo passa a curiosidade”. Pode, também , ser inconsciente, negando a situação. Alguns pais encontram papeizinhos nas gavetas e pensam tratar-se de invólucros de balas, não sentem odores diferentes e acreditam que uma rinite alérgica é a responsável pelo ar de eterna gripe que o filho ostenta.

Objetos que somem de casa passam como furtos de empregadas, e ninguém se lembra de que pode ser o próprio filho o autor dos roubas, em busca de dinheiro para comprar as drogas de que precisa.

Nessa hora, ou o casal se une para enfrentar a situação ou a relação dos dois desanda de vez em acusações mútuas ou em jogos de força, competindo para ver quem é que fica mais desesperado ou deprimido com a situação. De fato, uma notícia dessas agride a moral e o psiquismo e provoca uma desarmonia interior que chega até ao stress.

Personalidades mais forte e flexíveis podem, em pouco tempo, depois de assimilada a descoberta, partir para a recuperação e começar a tentar a solução do problema. Passado o impacto inicial, há pais que já estão à procura de pessoas que possam ajudar, além de estarem abertos para conversar e conhecer melhor o filho, que precisa de cuidados.

Quem é mais fraco, ou flexível, como que estaciona diante da situação. Pai e mãe permanecem abalados, arrasados, identificados com os traços mais angustiantes do problema, insistindo em agravar a questão. Daí além de haver um jovem precisando de apoio e orientação, haverá também um par e uma mãe competindo, inconscientemente, por cuidados e atenção.

Qualquer um de nós pode se tornar um jogador e iniciar um jogo neurótico.

A essa altura estão alteradas todas as relações familiares – entre os pais entre pais e filhos e até entre irmãos, porque aquele ou aqueles que não consomem drogas podem acabar “ofuscados” pela pessoa-problema da casa. Mas, mesmo assim, muita gente prefere continuar fazendo de conta que o problema não existe. É hora então de acionar os jogos neuróticos de destrutivos, que se compõem de um série de acusações:

 A culpa é sua, que deu dinheiro de mais na mão dele!
 A culpa é sua, que não for ver de perto com quele ele estava andando!
 A culpa é sua, que só vice fora de casa e não conversa com os filhos!
 A culpa é sua, que mima demais!
 A culpa é dos nossos pais, que nos criaram inocentes, sem preparo para encarar certas verdades…

Esse jogo pode chamar-se “O tribunal” ou “De quem é a culpa?”: queremos um bode expiatório, mas ão queremos mudar nossas condutas. E pode entrar em cena um segundo jogo neurótico, o “Coitadinhos de nós”, em que os pais, em lugar de se ocuparem do filho que precisa de socorro, preocupam-se consigo mesmo:

 Como vamos enfrentar os vizinhos?
 E o que dirão nossos pais?
 Que exemplo para os irmãos!
 Sempre soube que um dia nossa família iria acabar assim…
 Não tenho cara para sair de casa.
 Nunca pensei que isso pudesse acontecer um dia…

Inúmeros jogos neuróticos pode ser acionados e jogados à perfeição e qualquer de nós pode acabar jogando, até sem perceber. Na verdade, a questão é que as pessoas implicadas, os “jogadores”, quase sempre mal percebem que estão jogando. Por isso é que se aconselha, em momentos como esse, a providência de trocar idéias com alguém “de fora”, alguém mais esclarecido e ponderado, que temporariamente possa funcionar como o bom senso da família.

É tempo de amar aqueles e aquilo que nos ofendeu.

Nós intuímos e temos medo, por isso fazemos de conta que o problema não existe. É preciso, de fato, tentar olhar a situação por todos os seus ângulos. “Por que o irmão mais novo não disse nada, se ele sabia de tudo? Será que ele não confia nos pais? Por que o vizinho proibiu o filho de andar com o nosso? Para defendê-lo ou para evitar que ele acabe sendo uma espécie de testemunha de acusação? Por que temos medo de polícia? Por que fomos ter filhos? Por que não sinto mais fé em Deus?”

Questões profundas, de vida e de morte, assomam à nossa consciência. A clareza de uma nova percepção nos joga de encontro a todo um mundo de sombras, submerso “Nossos filhos não são nossos, são do mundo!”, disse o sábio… e nós não acreditamos.

Conversando com jovens, falando com eles sobre os motivos que os levam às drogas, fica claro que eles não consideram seus pais os culpados por sua atual situação. Muitas de drogam porque não aguentam viver, não aguentam a hipocrisia ou simplesmente não aguentam competir no seu dia-a-dia com a própria vida, não aguentam perder, não aguentam vencer, sonham com um mundo melhor, mas não sabem como agir para ajudar nessa tarefa.

A maioria começa cedo demais a consumir drogas, quando ainda nem sabe direito quem é e o que quer da vida. Porém quase todos são capazes de afirmar: “Meus pais trabalham, comem e dormem – eles estão mortos e não sabem!”

A grande dor de descobrir que nosso filho não nos pertence, não é posse nossa, não é perfeita nem ideal, assim como o aturdimento de perceber que não temos sido o melhor exemplo em sua vida, acabam sendo experiências vitais. É difícil reconhecer que, embora pensássemos ter controle sobre tudo, na verdade de pouco ou nada sabíamos. Precisamos, então, de muita coragem, do melhor que temos em matéria de amor e compreensão.

Quando a gente se depara com a questão das dragas na nossa família e com tudo o que elas têm de devastador, devemos fazer, junto com nosso filho, um longo e doloroso exame de consciência, que pode resultar – e quase sempre resulta, quando bem-feito – em mais liberdade.

Confie nos jovens e fale tudo com eles

Um dos lamentos mais comuns que ouço de pais e mães é: “Não consigo falar de sexo com meus filhos”.

Eles se justificam: “Eu não aprendi com meus pais a falar disso”. Mas será que nos só fazemos o que nossos pais nos ensinaram?

Falar sobre sexo

Minha filha ainda era bem criança e eu já via aquelas meninas saidinhas, que nos seus 12 ou 13 anos já se pintavam todas, cigarro nos lábios, cerveja à frente, decotes provocantes, e entrava em pânico. Ao mesmo tempo em que me preocupava em educar bem a minha menina, ensiná-la a ser feminina, porém recatava, eu me questionava sobre a minha capacidade de fazê-lo. E não sabia bem o que deveria traduzir a ela por feminino e recatado.

Por certo, feminino não seria falar mole e fino como gato miando, nem apenas usar saias e babados. Também não queria dizer que é feio brigar, que mulher tem que ser boazinha ou que tem idade certa para começar a namorar. O que seria, então, ser feminina? Eu sabia definir o que é ser mãe, mas mulher… Sugeria uns brincos, uma roupinha confortável mas bordadinha, ensinava a dizer “por favor” e “muito obrigado” e ficava alucinada quando a via, agora nos seus 10 anos, peitinhos florescentes, continuando a sentar-se estabanada, agachar-se mostrando as calcinhas ou a brigar de tapa com um moleque.

Daí eu achava que ela tinha em quê de machona e entrava em pânico: melhor uma perdida ou homossexual? Eu pensava que lésbica era toda mulher masculinizada, vozeirona grossa, cara lavada e brava. E os pés da minha filha cresciam. Aos 11 anos ela calçava 38! Eu já a via, moçona, vestida para um baile, calçados sapatos de homem. Era um tormento interior, porque eu também não conseguia exprimir o tal do recado. Era dizer não para o segundo docinho que lhe fosse oferecido? Era não beijar em público? Eu achava tão lindo dois adolescentes se namorando, isolados do mundo. Na deles em plena Avenida Paulista…

Eu tive que guardar minha virgindade para o meu marido, porque senão estaria estragada. E quando eu chorei, arrependida, por não ter desobedecido e seguido os destinos do meu amor? Devo dizer que nessa época estava em terapia e tinha com quem discutir e me esclarecer. Os medos, que eram meus, sobre minha sexualidade reprimida, puderam ganhar imagens, movimentos, palavras. Com o tempo fui descobrindo o que é isso de ser mulher.

Naquele dia decidi conhecer minha filha

Tive uma boa prova quando, um dia, a mãe de uma coleguinha da minha filha me telefonou e, com mil cuidados, me falou: “Estão dizendo na escola que sua filha não é mais virgem. E que foi ela mesmo quem contou”. Parecia que o chão se abria sob meus pés! Era de manhã e eu passei o dia em transe, aguardando a menina voltar. Tive febre, calafrios, mas fiquei pronta para enfrentar tudo. Eu queria, sobretudo, ajudar. E consegui.

Ela entrou toda alegrinha, 12 anos, aquela carinha limpa, inocente, iluminada. Entrou fricoteira no meu quarto, me beijou, se tocou: “Uai, você em casa a essa hora?” (Eu trabalhava.) Tive em resto de dúvida: será que estou vendo coisas que não existem? Quem é essa menina, minha filha? Eu a conheço? Ela me conhece?

Foi a chave. Resolvi conhece-la. “Filha, estou com um problema e você pode me ajudar a resolver.” (Jamais jogaria na cara dela que ela era o problema, mesmo porque não era. O que eu menos queria era assustá-la, afastá-la de mim, perder sua confiança.) “Sabe… (hesitei) é que eu soube uma coisa que eu queria que você confirmasse, se é que você sabe… (a questão era ainda uma fofoca, não um fato) É verdade que seus colegas estão dizendo que você não é mais virgem? Você sabe alguma coisa sobre isso?”

Ela caiu numa solene gargalhada. “Ah, mãe, besteira, deixa isso pra lá…”

A verdadeira honra é ter palavra firme

Eu não entendi. “Como, besteira? Como é que se começou a falar?” – “Besteira, mãe! Outro dia, os meninos estavam se bacaneando, que conhecem mulher, que foram em casa de massagem… E daí eu falei que também conhecia homem. Não esquenta, eu falei por falar. Pensei que fosse uma coisa mais séria. Você estava com um cara…

Minha cabeça rodou. Então ela estava medindo forças? E, descuidada, não tinha a mínima ideia de que fora mexer em um vespeiro.

Dali a puco ela voltou para o meu quarto, furiosa: “E quem é a fofoqueira que te telefonou? O que é que ela tem com a minha vida?

Fez um esparramo. Mas aí eu pude explicar que ela havia se exposto demais, dado margem a falatórios, e que a pessoa queria é protege-la. Foi duro fazê-la entender. Ela insistiu que ninguém tinha nada a ver com isso. Mas fomos falando, um pouco num dia, mais um pouco no outro, até que ela me perguntou: “Mas por que é que os meninos podem falar e as meninas não?
Concordei com ela que é um sistema injusto. Mostrei-lhe as opções e dei-lhe até exemplos do que seria a verdadeira honra: ter palavra.

Ela entendeu muito bem. E eu me senti muito mulher. Um dos lamentos mais comuns que ouço de pais e mães é: “Não consigo falar de sexo com meus filhos”. Eles se justificam: “Eu não aprendi com meus pais a falar disso”. Mas será que nos só fazemos o que nossos pais nos ensinaram? Será que, na idade madura, já não estamos em condições de deixar isso para lá? Uma boa ideia é aprender junto com os adolescentes a quem devemos orientar. Se nos abrirmos, como desejamos que eles se abram, tudo vai ficar mais fácil.

Feliz dia das Mães

Feliz dia das Mães

Já vencemos o tempo de discutir se o amor materno é inato ou aprendido.

Feliz dia das Mães

E, já penetramos o espaço-tempo de considerar que há mulheres que simplesmente dão à luz por puro instinto e outras que os trazem ao mundo para entregá-los à Luz que eleva suas consciências. Filhos do próprio ventre e filhos de puro amor.

Uma aloja em seu ventre um filho de outra mulher e crianças falam com naturalidade sobre suas muitas mães. Há filhos que dizem ter tido por mãe sua irmã mais velha ou sua avó e, quando o fazem, mesmo que 50 anos depois, seus olhos brilham de gratidão, porque se referem àquela que cumpriu fielmente com o que significa ser Mãe.

Alcançar o status de Mãe nos remete ao que essa palavra contém em si na sua origem: ser forte e paciente como a água, ter um fluxo permanente e renovador, buscar naturalmente outros caminhos nas grandes dificuldades, porém jamais desistir, seja o tamanho do obstáculo a superar.

Ser Mãe também significa aquecer o corpo e o coração daqueles que dela se aproximam.

Não sossegar, enquanto seus queridos não estão bem. É cuidar do próximo com doçura e com austeridade. Dizer sim e não com convicção, porque se investe de real autoridade, cujo propósito é a união.

Doces e preciosos momentos em que, apesar das grandes diferenças e divergências entre cada filho e cada neto, sentam-se todos ao redor de uma mesa, se não farta de boa comida, farta de amor e de fé. As Mães insistem em ter seus filhos reunidos, porque ela cumpre com uma função fundamental: é o traço de união, o agente organizador da unidade familiar. É a ‘cola’ que mantém todos em contato, mesmo quando as relações estão estremecidas.

Nem todas conseguem se sair bem ao longo do caminho.

Há mulheres más e negligentes. Há quem seja egoísta e se mostre ausente. Há mães que espancam e mães que matam. São pessoas infelizes e atormentadas. Nem todas conseguem unir a família, muito pelo contrário. Pode-se, no entanto, educá-las e tentar orientá-las ao que lhes compete realizar. A educação é primordial e traz resultados muito melhores do que a prisão.

Há, porém, uma espécie de mãe extremamente egoísta e possessiva, à qual não confiro um M maiúsculo, porque esse tipo de mulher age com pobreza de espírito, sem ética e, emocionalmente, assume atitudes pequenas. É aquela que toma posse de seus filhos e lhes nega um Pai. Essa mulher distorce os fatos, não permite que as crianças se aproximem dele, usa-as como moedas de troca, por meio de manobras que plantam na cabeça dos menores toda a sua própria raiva e negatividade.

Mulheres que agem assim ainda não cresceram e, portanto, não sabem exercer com critério sua autoridade, nem sua responsabilidade. Afetam, negativamente, a autoestima das crianças que, inocentes, se submetem ao rancor e à destrutividade de suas mães, que sentem prazer em atacar o Pai. Isso tem um nome na esfera da Lei: alienação parental.

Neste Dia das Mães eu gostaria de dizer palavras de amor, tão somente. De reconhecer em público o valor e o amor de minha própria Mãe. E aqui o faço. Quereria poder deixar de mencionar as injustiças e os ataques que muitas mães fazem contra seus filhos, mas não consigo. Não quero me limitar, na verdade.

Por isso peço, encarecidamente, a todas as mulheres que façam um exame de consciência: não falem mal do Pai deles para seus filhos. Não os tornem seus confidentes. Não os puxem para o seu lado por medo de perdê-los. Isso só vai ferir a vocês ainda mais, agora e mais tarde. E, também, não falem mal de um irmão para o outro, não os comparem, quando lhes convém.

Agindo assim, você não vai motivá-los a obedecer mais, a estudar mais, a se comportar melhor. Esse tipo de atitude é altamente destrutiva e leva, crianças, jovens, adolescentes, homens e mulheres feitos, a perderem a confiança no Amor. Comparar uma criança a outra, ainda que não seja essa a sua intenção, só tem por efeito humilhá-la. Dizem os sábios que humilhar uma pessoa adulta equivale a ferir de morte a sua alma.

Imaginem, então, como se sentem as crianças quando são humilhadas por suas próprias Mães e Pais, ao usarem de ironia e desdém para consigo, afirmando que a criança, tal como tem sido, não merecem seu apreço. Crianças que não são aceitas por aqueles de que tanto dependem, sentem-se ameaçadas de perderem sua segurança. Não confundam quem as crianças são com aquilo que elas fazem.

Deixe as desavenças, as decepções, a braveza de lado. Não faça manha, Mamãe. Cumprimente a sua própria Mãe, a sua sogra, as vovós. Seja um traço de União Familiar. E, viva seu Dia das Mães com amor e gratidão no seu coração: ao unir sua família e, unir-se a todos eles, também, você estará exercendo a sua função primordial!

  • Psicóloga formada pela UNIP, Mestre em Psicologia Social pela USP e doutora em Ciências Sociais pela PUC-SP.
  • Pesquisadora pelo NEF - Núcleo de Estudos do Futuro, com foco no Ecossociodesenvolvimento | Cátedra Ignacy Sachs, alinhada ao United Nations Millennium Project.
  • Coaching de Carreira e Preparo para uma Aposentadoria Sustentável.

A hora CERTA de casar ERRADO

Quando no sentimos frágeis e carentes, o casamento pode parecer a solução mágica para os nossos problemas. Saiba identificar esses momentos.

Casamento triste
Casamento (Pixabay)

Casar para dividir a vida com alguém que se ama é uma experiência fascinante. Mas casar (mesmo que não seja de véu e grinalda) pode ser desastroso se a decisão for tomada precipitadamente, num momento de carência afetiva, como se fosse a solução mágica para os problemas. Portanto, é melhor ficar de antenas ligadas e perceber quando o perigo está rondando.

Sua irmã ou melhor amiga acabou de se casar: Nas duas situações você se sente rejeitada, excluída. O casamento da irmã pode despertar inveja, ciúme e mágoa porque ela vira o centro das atenções da família com os preparativos — festa, apartamento, enxoval —, e você fica com medo de que não sobre nada para você. Isso pode suscitar o desejo de casar logo para ter os mesmos privilégios.

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3 gerações

Sem saber o que dizer

O texto retrata um encontro memorável: três gerações de uma mesma família, convivendo entre si por algumas semanas, com seus interesses, seus dilemas e seus diferentes modos de ser, cada um no seu quadrado.

Você já reparou que não precisa mais de tanto espaço para morar? Que suas roupas não são as mais modernas, mas que você ainda gosta pra caramba de quase todas elas e que, na verdade, a maior parte nem sequer é tão aproveitada, assim?

Seus casacos pesados enfrentam temperaturas que, no eixo São Paulo-Rio, nenhuma delas alcança. Aquele, de quando foi esquiar em Aspen. Outro, quando esteve num fim de ano em Nova York. E um terceiro, que foi de sua tia avó, uma capa preta de lã, do Canadá, que nem o Batman quereria herdar.

E tem aquele outro, dourado, de shantung de seda, para usar em festa a rigor, sobre qualquer roupa, só para dar um tchan a mais. Era de sua tia madrinha, não era? Só que, ela era bem gorda e, você é magrinha, magrinha. Então. Vai pagar mais para reformar do que custaria um novo. Além disso, amiga, você já não tem mais idade de se vestir de dourado, não é mesmo?

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Envelhecer em convívio com os mais jovens

"Minha mãe reclama que a gente não conta nada para ela. Mas para que preocupá-la? Vale a pena dizer a ela que um neto está envolvido em drogas? Ela não vai ficar chocada?"

Aneris Lima, Salvador (BA)

Convivência com os mais jovens
Imagem: Pixabay

Ana Fraiman

Algumas universidades começam a abrir suas portas para pessoas de mais idade, com núcleos especiais, assim como em Santa Catarina, por exemplo. Pessoas com mais de 70 anos têm voltado aos bancos escolares e se revelado muito inteligentes e criativas. Onde está o ridículo?

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Dinheiro e respeito nem sempre andam juntos

De repente, trabalhar fora, ganhar o próprio dinheiro, se tornou uma verdadeira obsessão para muitas mulheres casadas.

Briga de casal por dinheiro
Imagem: Thinkstock

Elas acreditam que todos os problemas do seu relacionamento se solucionariam, como num passe de mágica, pelo simples fato de ganharem um salário. Verdade ou engano? Será que trabalhar, ter um salário, é o remédio que algumas pessoas precisam?

O meu dinheiro é meu. O dele é nosso. Quantas vezes a gente ouve essa frase dita por mulheres que trabalham, têm um bom salário e que poderiam, em caso de necessidade. dar conta da família toda? O meu e o dele apenas definem uma situarão muito comum: a de não termos a tradição de ganhar o nosso sustento e brigar para que uma carreira nos leve à independência total. Talvez por culpa da educação (nós somos preparadas para ser dependentes, eles, para nos manter), acabamos achando normal que o homem assuma o seu papel e nos dê o padrão de vida que “merecemos”. Mas, se o dinheiro falta, se ele ousa cobrar a nossa parte, se a gente suspeita de que está pagando mais do que devia, aí a situação se complica. A ilusão de que ter uma renda própria resolve todos os problemas termina em dúvida: de que adianta eu trabalhar, se nem assim ele me respeita? Mas será possível conciliar, numa boa mesmo, essas três coisinhas fundamentais que são o amor, o respeito e o dinheiro?

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Ciúmes de avó

"Toda vez que precisa sair, minha nora deixa meus netos com a mãe dela. Eu fico ressentida com isso, porque afinal de contas nós duas somos avós. Como resolver esse problema?"

Carmem Lúcia Barbosa, São Paulo (SP)

Avó com ciúmes
Imagem: Pinteret

Ana Fraiman

Será que você não está com um pouquinho de ciúmes, Carmem? Isso pode estar fazendo você se sentir ressentida, o que é dolorido em qualquer situação. Mas queixar-se só vai agravar a situação e deixá-la ainda mais ressentida como você conta. Esteja disponível, mostrando à sua nora boa vontade e afeto no momento de estar com os netos.

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