Dicas Para Maiores de 60 Anos (e para quem vai chegar lá)

Apresentamos a seguir uma seleção de dicas e sugestões para aqueles que passaram das suas bem-vividas 60 primaveras. Aplicam-se, também, àqueles quem ainda não chegaram lá e pensam no futuro, em querer vivê-lo o mais plenamente possível. Algumas você já sabe, outras podem lhe surpreender. Enfim, leia, reflita, coloque em prática o que lhe convém!

Maiores de 60 Anos

1. É hora de usar o dinheiro (pouco ou muito) que você conseguiu economizar. Use-o para você, não para guardá-lo. Não o desfrute com aqueles que não têm a menor noção do sacrifício que você fez para consegui-lo. Geralmente alguns parentes, mesmo que distantes, têm ótimas ideias sobre como aplicar o seu suado dinheiro. Lembre-se que não há nada mais perigoso do que ‘um parente com ideias’. Atenção: não é época de fazer investimentos grandiosos. Eles acabam trazendo problemas e agora é hora de focar na sua paz e tranquilidade.

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2. Pare de se preocupar com a situação financeira dos seus filhos e netos. Não se sinta culpado por gastar o dinheiro consigo mesmo. Você provavelmente já ofereceu o que foi possível na infância e juventude, como uma boa educação. Agora a responsabilidade é deles.

3. Não é mais época de sustentar pessoas de sua família. Estamos nos referindo aos "folgados", evidentemente. Seja um pouco egoísta, mas não avarento. Tenha uma vida saudável, sem grande esforço físico. Faça ginástica moderada (como caminhar ou nadar, regularmente) e se alimente bem e corretamente.

4. Compre sempre o melhor e mais bonito. Lembre-se de que, neste momento, um objetivo fundamental é o de gastar dinheiro com você mesmo, com seus gostos e caprichos, bem como os do seu parceiro ou parceira. Após a morte, o dinheiro só gera ódio e ressentimento. Na verdade, traz à tona rivalidades e ressentimentos de muito tempo atrás, que não foram superados.

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Psicoterapia para quem e quando?

PSICOLOGIA – Admirável presença e existência, enquanto ciência, prática e arte, a história da psicologia tal como hoje a conhecemos, remonta a pouco mais de 130 anos.

E o que é psicologia? Segundo o médico psiquiatra e psicólogo Myra y Lopes1, a “Psicologia é o conjunto de conhecimentos que serve para nos conhecermos a nós mesmos, e compreender os modos de ser (pensar, sentir e fazer) de nossos semelhantes, ou seja, é o estudo das funções mentais e das atividades pessoais”.

Vamos, então, procurar situar o leitor, ainda que brevemente, sobre a psicologia e, mais adiante, sobre o que é a psicoterapia. Tudo nasceu, de maneira formal, em fins do século xix. Os meios científicos, de orientação positivista e empírica, procuravam organizar os saberes e o universo do trabalho. Indústrias, cidades e universidades, juntamente com os liceus, fervilhavam em torno das possibilidades de exercer previsão e controle sobre fatos e… Pessoas. Então, a psicologia ganha contornos.Continue lendo

Aquela feiosa

Viveu a vida ouvindo ser feiosa. Visitas, em sua casa, representavam o vexame de ser apresentada “está é aquela minha filha de que lhe falei…” Nem precisava mais do olhar enviesado para baixo, da boca torta ao sussurrar “a feiosa”, muitas vezes captada, pelos seus argutos ouvidos!

Gravado a ferro e fogo em seu espírito, o cognome saltava-lhe à mente, sem nem ser pronunciado, sempre e sempre que alguém a ela se referia. E mesmo quando não o faziam, não precisava, ela sabia. Ela se enxergava. Sabia ser feiosa, a mais feiosa dentre as demais meninas, as dentuças e banguelas, quatrolhos ou narigudas, gorduchas ou magrelas, sardentas ou branquelas. Altas baixas, negras, japas, barrigudas ou sem-bunda, nada, nenhum nome pelo qual qualquer delas fosse distinguida, lhe parecia mais vergonhoso que o dela.

Chegava a sentir-se culpada pelo acontecido. À noite rezava para que Deus tirasse de seus ombros tal castigo e vivia seu minuto de esperança. Rapidamente, adormecia para não perder o doce embalo que tal alento lhe trazia. Nutria-se das pequenas esperanças que todas as noites lhe nasciam.

Isso, até adolescer, quando tudo que as manhãs mostravam era uma nova espinha em seu rosto já tão transtornado e os peitinhos que já brotavam, marcando suas blusinhas de cambraia, que não mais fechavam direitinho. Peitinhos ainda pequeninos, não de mulher, mas já longe de serem de menina, que a envergonhavam mais ainda.

Ah, e a tristeza, que despertava, também, junto com as dores suas conhecidas… Dor nas juntas, dor de dente. Às vezes ocorria, de repente, dor mensal e, principalmente, a de cotovelo, que mais a incomodava. Esta era diária. Chá disso, chá daquilo, todas as dores passavam, menos aquela que a marcava como diferente. A dor de ser feiosa, feiosa externamente. Que era o que importava.

Suas esperanças noturnas foram sendo minadas. Deus não ligava a seus rogos e já tinha esgotado tudo que sabia sobre

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