Aposentado Superbonder

As esposas dizem preferir que seus maridos passem ‘‘um tempo em casa e um tempo fora de casa”. Grande parte delas, senão a maioria, acredita que assim o casamento adquire um bom equilíbrio, cada qual desenvolvendo sua vida própria. A fórmula para uma convivência mais acolhedora e flexível é: “cada um no seu quadrado” e, em algumas circunstâncias, estar e decidir alguma coisa junto.  

Aposentado Superbonder
Imagem: Pixabay (Editado)

Afirmam, inclusive, que um homem se torna muito mais atraente “quando não está lá, o tempo todo”. Com certeza, reclamam e, até mesmo afirmam passar a desrespeitar, aquele que adere total e incondicionalmente à esposa, a ponto de “não deixa-la respirar”.

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Casais idosos – brigas sem desamor

"Meus pais nunca se entenderam muito bem, mas foram levando... Já fizeram bodas de ouro, o que ninguém entende, porque mais parece que eles se odeiam! Um só reclama do outro e, quando vamos lá, dá vontade de ir embora em seguida. É só briga. Com isso eles afastam todo mundo e depois reclamam do abandono. O que fazer? Não é melhor separá-los? Pensamos em levar cada um para casa de um dos filhos. Falamos com eles sobre isso e disseram que nós estamos doidos. E agora?"

Maria José Vieira, Campinas (SP)

Briga entre idosos
Imagem: bestofweb.com.br

 

Todos os casais têm uma dinâmica própria no seu relacionamento. Por vezes é um quadro patológico, pelo desgaste e insatisfação que gera para o próprio casal e para os que com ele convivem. Muito difícil alterar isso depois de tanto tempo. Veja que, para eles essa foi a acomodação encontrada e, quando vocês interferem, eles se unem.

Embora seja desesperador estar junto de seus pais, devem acontecer momentos mais amenos e até de entendimento entre os dois, que ninguém tem direito de podar.

Para você os outros filhos e netos fica a angústia de ter de abrir mão das imagens ideais sobre família e aceitara realidade dos fatos ou, quanto muito, sugerir alternativas, atividades, programas etc.

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Relações sufocadas entre casais e seus pais idosos

Sou casada, tenho três filhos e minha mãe mora em minha casa há cinco anos. Nosso relacionamento é ótimo e, por isso mesmo, não temos coragem de excluí-la de nenhum programa. As vezes sinto que ela está se afastando de suas amigas de sua idade (ela tem 58 anos) para ficar com os netos. Como encaminhar este assunto sem magoá-la?

Lúcia Matos Siqueira, Jundiaí (SP)

Falta de dinheiro mantém jovens na casa dos pais
Imagem: Gazeta do Povo - Falta de dinheiro mantém jovens na casa dos pais

Ana Fraiman

Uma pessoa como sua mãe não há de querer sentir-se um estorvo, um peso, na vida de ninguém. Pela própria experiência, deverá apoiar você na preservação da autonomia do casal, satisfeita em respeitar a privacidade de vocês. 

Afastamento não quer dizer, necessariamente, separação ou abandono. Se demasiado apegadas, ao invés de proteger, as relações acabam por sufocar a todos. Afastar-se dá margem ao desejo de reencontro. Ficar “grudado” dá margem ao desejo de ir embora, largar tudo. Exponha-lhe seus sentimentos e ouça os dela. E cuidado para não atribuir a ela possíveis fontes de conflito e dependência. E se fosse justamente o contrário?

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Se fosse fácil não precisaria ser um Pronunciamento. Bastaria ser uma lei.

Por Ana Fraiman, abril de 2016.

Última parte do Artigo Idosos Órfãos de Filhos Vivos – Os novos desvalidos.

A vida é de mão única e flui num único sentido: primeiro os avós, depois os filhos e depois os netos. A inversão dessa ordem é impraticável, por isso sentimos tanto pesar quando ela se inverte. Os privilégios devem, portanto, ser conferidos aos que aqui primeiro chegaram.

Família
Imagem: Pixabay

Não há soluções fáceis para todos os conflitos familiares. Nem sabemos como realizar mudanças imprevistas e indesejadas sem sofrer, sem reclamar, sem querer desistir. Algumas soluções, porém, não devem ser descartadas. Especialmente as soluções ditadas pelo amor incondicional. E, não havendo amor, buscar as soluções possíveis em nome da honra a que pais e filhos se obrigam e por onde todos desenvolvem seus mais elevados valores de caráter. Se fosse fácil honrar pai, não haveria de ser um Pronunciamento. Bastaria promulgar uma lei dos homens. Mas, não. É uma lei imposta pelo Criador, uma autoridade maior do que qualquer um de nós, mais gigante que todos nós que habitamos e, convivemos em várias dimensões, neste nosso multiverso.

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Como resolver problemas cabeludos segundo Einstein

No colégio, quando entrei em contato com a questão dos Teoremas, o professor Laureano, que nos ensinava matemática, insistia: - A solução do problema se encontra no seu enunciado. Ou seja, formulem bem o problema, que as respostas estão todas lá. E, se não estiverem, é porque vocês ainda não têm todos os dados de que precisam. Então, primeiro procurem os dados.

Como resolver problemas cabeludos

Nós, seus alunos, assustados com a complexidade das coisas, de início nos desesperávamos, porque não conseguíamos ‘pensar diferente’ daquilo que vinha a nossa mente, logo na primeira lida. Ele passou um semestre inteiro, nos ensinando a raciocinar. E, depois, outro semestre, nos ensinando a formular!

Jovens adolescentes, achávamos que Teorema ‘não servia para nada!’. Então, porque aprender a resolvê-los? Aos poucos, de tanto treinar o raciocínio lógico, a maioria de nós aprendeu a gostar de resolver teoremas! Mal sabíamos nós que este é “o” método, que nos ajudaria – lá na frente – a resolver problemas de vida!

Será que o professor Laureano, do Colégio Salete, tinha noção do quanto seus ensinamentos nos preparavam para tomar boas decisões em momentos difíceis?!

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Dicas Para Maiores de 60 Anos (e para quem vai chegar lá)

Apresentamos a seguir uma seleção de dicas e sugestões para aqueles que passaram das suas bem-vividas 60 primaveras. Aplicam-se, também, àqueles quem ainda não chegaram lá e pensam no futuro, em querer vivê-lo o mais plenamente possível. Algumas você já sabe, outras podem lhe surpreender. Enfim, leia, reflita, coloque em prática o que lhe convém!

Maiores de 60 Anos

1. É hora de usar o dinheiro (pouco ou muito) que você conseguiu economizar. Use-o para você, não para guardá-lo. Não o desfrute com aqueles que não têm a menor noção do sacrifício que você fez para consegui-lo. Geralmente alguns parentes, mesmo que distantes, têm ótimas ideias sobre como aplicar o seu suado dinheiro. Lembre-se que não há nada mais perigoso do que ‘um parente com ideias’. Atenção: não é época de fazer investimentos grandiosos. Eles acabam trazendo problemas e agora é hora de focar na sua paz e tranquilidade.

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Psicologia do Envelhecimento com foco na Doença de Alzheimer - Curso Online Gratuito.

2. Pare de se preocupar com a situação financeira dos seus filhos e netos. Não se sinta culpado por gastar o dinheiro consigo mesmo. Você provavelmente já ofereceu o que foi possível na infância e juventude, como uma boa educação. Agora a responsabilidade é deles.

3. Não é mais época de sustentar pessoas de sua família. Estamos nos referindo aos "folgados", evidentemente. Seja um pouco egoísta, mas não avarento. Tenha uma vida saudável, sem grande esforço físico. Faça ginástica moderada (como caminhar ou nadar, regularmente) e se alimente bem e corretamente.

4. Compre sempre o melhor e mais bonito. Lembre-se de que, neste momento, um objetivo fundamental é o de gastar dinheiro com você mesmo, com seus gostos e caprichos, bem como os do seu parceiro ou parceira. Após a morte, o dinheiro só gera ódio e ressentimento. Na verdade, traz à tona rivalidades e ressentimentos de muito tempo atrás, que não foram superados.

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Psicoterapia para quem e quando?

PSICOLOGIA – Admirável presença e existência, enquanto ciência, prática e arte, a história da psicologia tal como hoje a conhecemos, remonta a pouco mais de 130 anos.

E o que é psicologia? Segundo o médico psiquiatra e psicólogo Myra y Lopes1, a “Psicologia é o conjunto de conhecimentos que serve para nos conhecermos a nós mesmos, e compreender os modos de ser (pensar, sentir e fazer) de nossos semelhantes, ou seja, é o estudo das funções mentais e das atividades pessoais”.

Vamos, então, procurar situar o leitor, ainda que brevemente, sobre a psicologia e, mais adiante, sobre o que é a psicoterapia. Tudo nasceu, de maneira formal, em fins do século xix. Os meios científicos, de orientação positivista e empírica, procuravam organizar os saberes e o universo do trabalho. Indústrias, cidades e universidades, juntamente com os liceus, fervilhavam em torno das possibilidades de exercer previsão e controle sobre fatos e… Pessoas. Então, a psicologia ganha contornos.Continue lendo

Aquela feiosa

Viveu a vida ouvindo ser feiosa. Visitas, em sua casa, representavam o vexame de ser apresentada “está é aquela minha filha de que lhe falei…” Nem precisava mais do olhar enviesado para baixo, da boca torta ao sussurrar “a feiosa”, muitas vezes captada, pelos seus argutos ouvidos!

Gravado a ferro e fogo em seu espírito, o cognome saltava-lhe à mente, sem nem ser pronunciado, sempre e sempre que alguém a ela se referia. E mesmo quando não o faziam, não precisava, ela sabia. Ela se enxergava. Sabia ser feiosa, a mais feiosa dentre as demais meninas, as dentuças e banguelas, quatrolhos ou narigudas, gorduchas ou magrelas, sardentas ou branquelas. Altas baixas, negras, japas, barrigudas ou sem-bunda, nada, nenhum nome pelo qual qualquer delas fosse distinguida, lhe parecia mais vergonhoso que o dela.

Chegava a sentir-se culpada pelo acontecido. À noite rezava para que Deus tirasse de seus ombros tal castigo e vivia seu minuto de esperança. Rapidamente, adormecia para não perder o doce embalo que tal alento lhe trazia. Nutria-se das pequenas esperanças que todas as noites lhe nasciam.

Isso, até adolescer, quando tudo que as manhãs mostravam era uma nova espinha em seu rosto já tão transtornado e os peitinhos que já brotavam, marcando suas blusinhas de cambraia, que não mais fechavam direitinho. Peitinhos ainda pequeninos, não de mulher, mas já longe de serem de menina, que a envergonhavam mais ainda.

Ah, e a tristeza, que despertava, também, junto com as dores suas conhecidas… Dor nas juntas, dor de dente. Às vezes ocorria, de repente, dor mensal e, principalmente, a de cotovelo, que mais a incomodava. Esta era diária. Chá disso, chá daquilo, todas as dores passavam, menos aquela que a marcava como diferente. A dor de ser feiosa, feiosa externamente. Que era o que importava.

Suas esperanças noturnas foram sendo minadas. Deus não ligava a seus rogos e já tinha esgotado tudo que sabia sobre

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