Filhos da violência

A violência existe desde que o mundo é mundo. Não há quem a desconheça numa ou noutra de suas muitas formas. E algumas delas são perfeitas em seus disfarces.

Filhos da violência
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Fácil é reconhecê-la em sua feição escancarada. Um bando de jovens perturbados que incendeiam o mendigo adormecido. Uma mulher que espanca sua enteada. Um adolescente que estrangula o gato. Uma menina que encomenda a morte de seus pais e foi beber com amigos, enquanto bandidos simulam invadir a casa. Torcidas revoltadas que barbarizam o time rival.

Por mais chocantes, são casos com que convivemos no cotidiano, que nos contam histórias sobre o que os homens podem fazer de mal a outros homens. E mulheres, claro. Pais e filhos se matam entre si. Irmãos, desde tempos bíblicos, são inimigos mortais. Traições e enganos vis. Heranças disputadas centavo a centavo. Amantes que jogam ácido. Bebês largados nas lixeiras.

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Medos dos Idosos

Alguns medos dos idosos são reais: eles têm medo de ficar presos em elevadores, de dormir sozinhos (o que é natural porque podem passar mal e não ter ninguém para atender), medo de atravessar a rua (sua locomoção é mais lenta e eles sabem disso), medo de sereno, de sair à noite (além de enxergar mal eles perdem a orientação espacial), medo de trombadinhas (sabem que não têm força para reagir), medo de chuva (podem pegar uma infecção pulmonar).

Medos dos Idosos
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Na realidade, são medos saudáveis, de preservação da vida, e do reconhecimento das limitações. Outros medos são de caráter emocional: do barulho (geralmente é associado a algum fato desagradável), de multidões, espaços amplos, situações que são estimulantes.

Normalmente, os velhos não suportam mais um bombardeamento de situações porque sentem “medo de ter medos”. Um medo comum é o da própria morte, medo de paisagens e até de uma árvore que pode, num certo momento, ser um sinal de potência e estabelece um confronto com a sua que está próxima do fim.

Como a família pode ajudar

Em todos estes casos a família pode ajudar procurando meios que mantenham a segurança do velho. Exemplo: se ele tem medo de atravessar uma rua, restaurar nele a confiança de que pode atravessar uma rua com menos movimento. Não superprotegê-lo, mas continuar solicitando a sua capacidade. Deixe que ele continue atravessando a rua para ir buscar pão. Sobre a morte, o importante é trocar ideias. A família pode se informar a respeito até com o padre ou em livros, mas, de qualquer forma, conversar sobre o assunto.

  • Psicóloga formada pela UNIP, Mestre em Psicologia Social pela USP e doutora em Ciências Sociais pela PUC-SP.
  • Pesquisadora pelo NEF - Núcleo de Estudos do Futuro, com foco no Ecossociodesenvolvimento | Cátedra Ignacy Sachs, alinhada ao United Nations Millennium Project.
  • Coaching de Carreira e Preparo para uma Aposentadoria Sustentável.

Eu abraço esta causa: IDENTIDADE DE GÊNERO.

Identidade de Gênero

  • Você tem certeza de que não carrega em seu peito nenhum preconceito contra aqueles que são diferentes de você? Ou você se orgulha de ser preconceituoso?
  • Você realmente acredita que um casal e uma família unissexual podem ser extremamente felizes? E que uma criança não fica traumatizada quando é criada com amor por seus dois pais ou duas mães? Ou você acha que sabe tudo sobre felicidade em família?
  • Você acolheria com amor, respeito e alegria o casamento, o relacionamento profundo de seus filhos com pessoas do mesmo sexo? Ou o que importa é o que você quer para eles?
  • Você sabe que AMOR não tem sexo? E que a diversidade é a riqueza de uma nação?

Você tem ideia do que significa CORAGEM DE SER DIFERENTE?
E a GRANDEZA de ser quem se é?

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Bolsa de Mulher

Bolsa é algo que nos fascina. Sair de casa sem, parece sair despida.

Ana Fraiman

Fico aqui me perguntando de onde vem esse fetiche. Se nato ou adquirido, de qualquer modo, robusto e bem desenvolvido. Bolsas guardam segredos, mas também são indiscretas. Revelam a idade que temos.

Bolsa de Mulher
Imagem: pixabay

Antes de nascer, vivemos todos dentro de uma bolsa. Ela se chama útero. Confortável – até certo ponto – e quentinho. Tudo de que precisamos está lá. Até que um dia, arriscamo-nos a vir ao mundo: sem nada nas mãos! Caso sério.

A mamãe, porém, logo dará um jeitinho. Não sairá de casa sem levar uma bolsa junto com os nossos pertences. Seus próprios pertences, talvez, os enfie em meio aos nossos, talvez os leve pendurados num dos ombros. Mas a nossa bolsa não vai faltar. Talvez nos carregue a tiracolo, numa cestinha ou nos coloque num de seus bolsos? Duvido, mas há mamães muito práticas, enquanto outras, nossa, não sei nem o que dizer.

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