Trabalho na Adolescência

Falar sobre trabalho e emprego em plana adolescência não é cedo demais?

Os jovens não estão tendo sua juventude roubada pela pressa dos pais? Quando se deveria iniciar esse processo?

*Por Leo Fraiman

Trabalho na Adolescência

Os jovens se sentem muito agradecidos quando têm alguém que fale a eles sobre como conseguir seu espaço no mundo. Muitos já começam a trabalhar durante a faculdade ou mesmo durante o ensino médio, seja em um trabalho voluntário, na animação de festas infantis ou como vendedores de fim de ano em uma loja de roupas.

Se a preparação para a entrada no mercado de trabalho for feita aos poucos, com cursos de capacitação condizentes com a idade escolar e com as possibilidades de cada aluno, a passagem da adolescência para a vida adulta pode ser feita de modo mais seguro e suave.

Em muitas empresas, no processo de seleção para um estágio, a primeira linha que se olha no currículo é a de cursos extracurriculares.

Os pais e os educadores devem ajudar os jovens a refletirem como um todo: nos aspectos cognitivos, sociais, comportamentais e emocionais. Tudo conta.

Quando se concorre a um estágio, diversos aspectos são relevantes e muitos deles não se formam de um dia para o outro, ao contrário, se a formação for feita ao longo de anos, pode ser muito melhor implantada. A partir do 9º ano do ensino fundamental, muitos jovens já conseguem perceber a importância de se preparem para o futuro, com trabalhos temporários, cursos de formação diversos, línguas e outras atividades. Em outros países, o trabalho nas férias também já é bastante comum.

*Referência: FRAIMAN, Leo. Projeto de Vida: 100 dúvidas. 1ª edição. São Paulo: Editora Esfera, 2013. [saiba+]

 

  • Psicóloga formada pela UNIP, Mestre em Psicologia Social pela USP e doutora em Ciências Sociais pela PUC-SP.
  • Pesquisadora pelo NEF - Núcleo de Estudos do Futuro, com foco no Ecossociodesenvolvimento | Cátedra Ignacy Sachs, alinhada ao United Nations Millennium Project.
  • Coaching de Carreira e Preparo para uma Aposentadoria Sustentável.
Dar lugar para os mais jovehs

Realização e Satisfação. Dar lugar para os mais jovens?

Há pessoas que confundem satisfação com realização pessoal. Relutam em se dizer realizadas porque sempre há algo por fazer.

Dar lugar para os mais jovehs

E, de fato, nos sentimos mais animados quando há um projeto pela frente. Por melhor que tenha sido nosso desempenho e até porque somos capazes e inteligentes, logo queremos mais.

A realização é a concretização de sonhos e a satisfação é o preenchimento da necessidade de auto-reconhecimento. Se não ocorre uma ou outra, a pessoa não se apropria de seus feitos, fica vazia, como que desprovida de seus méritos e valores. Só vê o que ainda não conseguiu. Não percebe riqueza nas experiências das quais participa, das oportunidades que a sua busca desencadeia. A chave para sair desse poço fundo e escuro é um processo de longo termo, que não diz respeito somente à própria pessoa, mas aos esforços que ela faz para ajudar os outros. É por isso que nos sentimos realizado quado nossos filhos se formam, se casam… Porque nosso sonho era o de fazer alguém feliz, vencer na vida! O mesmo quando olhamos em torno, em nossa empresa, quanto trabalho geramos a tanta gente. É nossa contribuição ao bem-estar coletivo.

A grande diferença entre realização profissional e satisfação é que a realização diz respeito ao cumprimento de propósitos e a satisfação à conquista de metas e objetivos.

A grande diferença entre realização e satisfação é que a realização diz respeito ao cumprimento de propósitos e a satisfação à conquista de metas e objetivos. Os propósitos se expressam melhor na atitude de servir, de ajudar o outro a conseguir sucesso. As metas e objetivos se expressam na atitude de buscar algo para si. Não devemos, porém, imaginar que uma atitude é melhor que outra. Há contextos onde se deseja, ou se aplica, uma coisa ou outra. Até porque não se chega à realização sem provar da satisfação. Quando fracassamos num objetivo é frustrante. Mas quando perdemos a noção da finalidade começamos a achar que viver é muito difícil! Facilita quando, além de nós mesmos, encontramos razões excelentes para prosseguir. Por exemplo, pelos outros!

Na maturidade, quando os filhos crescem, a família se transforma, os pais vão embora, o corpo reclama por mais cuidados e o trabalho… Ah! Quando o trabalho muitas vezes nos é arrancado das mãos, ou temos que começar tudo de novo, a revisão das metas e dos propósitos de vida é essencial.

Como meta, pensar na aposentadoria. Seguro-saúde, equilíbrio financeiro, ocupação pessoal através de um novo trabalho, ou de lazer, buscar meios de obter mais satisfação. Como finalidade ou propósito, preparar-se para crescer. Uma jornada diferenciada, menos afoita, mais justa e cooperativa, menos rígida ou exclusivista, sem tanto estresse.

É aqui que aprendemos que “dar espaço aos mais jovens” não é perder terreno, sair da linha, mas assumir a atitude desprendida de ajudá-lo a seguir carreira, a alçar voo. Instruí-los na arte de uma profissão, confiar neles. Repassar o conhecimento adquirido, treiná-los e apoiá-los em suas próprias experiências, na constituição de suas novas famílias.

Isso é realização, grandeza de caráter. É não parar, mas ajudar a prosseguir. Não simplesmente ceder, mas tratar de continuar, buscar se realizar. Agora de maneira diferente, mais experiência.
“A realização é um processo de longo termo, que não diz respeito somente à própria pessoa, mas aos esforços que ela faz para ajudar os outros.”

Drª Ana Fraiman
Revista PHARMACIA – Maio 1996

Contatos: 11 3813-5311 | 9.9391-3236 | ana@fraiman.com.br

Mundo em transformação

No século 20, o mundo tinha suas bases em ordem, no emprego, em planos definidos. Havia idade certa para casar, para ser promovido, para ter filhos.

Mundo em transformação

A vida era toda planejada, tinha estabilidade. As pessoas tinham um casamento só, uma profissão para o resto da vida. Os papéis do homem e da mulher eram bem definidos. Tudo isso proporcionava segurança.

Conforme Richard Sennett, no livro A cultura do novo capitalismo, essa ordem se desfez no ar, dando lugar ao mundo da mudança e da autogestão. Hoje, temos diretores de 30 anos de idade e profissionais de 60 anos voltando ao mercado de trabalho. Há um apelo para a troca, para a mudança, muito grande. Atualmente, nem a roupa de homens e mulheres é mais predefinida, muito menos as profissões.

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Ter estado no topo não significa voltar ao topo

Para você voltar ao mercado numa boa colocação, além dos quesitos específicos para seu bom desempenho e de seu vasto currículo, deverá estar alinhado com a nova linguagem do mundo organizacional.

Aposentado de volta ao trabalho
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“Quando eu ocupava o cargo de diretor financeiro de uma grande montadora, tinha duas secretárias diretas, além das demais, que nos serviam nas ocasiões em que o volume de trabalho aumentava. Todos ali tínhamos a maior dedicação e vezes sem conta permanecíamos, muito além do horário, em intermináveis reuniões. Claro que, algumas delas, ineficientes. Mas éramos uma equipe e todos colaboravam. Hoje estou trabalhando numa pequena empresa familiar.

Não fui treinado para isso. Não há equipe. Há os donos, eu e uma única secretária para todos. Então, sou eu mesmo que tenho que desenhar as planilhas. Perco um tempo danado! Sinto-me inoperante. Acostumei-me com a ação. Hoje, sinto que cumpro ordens. Além do que, ganho um terço do que ganhava antes. Minha esposa e meus filhos dizem que estou melhor, mais conversável, menos estressado. Mas dentro de mim, não consigo conviver bem com a nova situação. Sinto que perdi tudo aquilo pelo qual lutei a minha vida toda.”

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Psicologia é profissão para problemáticos?

Não se deixe pegar por pessoas que comentam que “o mercado está saturado”, “psicologia não dá dinheiro” ou que “só faz psicologia quem é problemático”.

Uma das principais piadinhas é que só vai cursar psicologia quem tem problema. Que são os problemáticos. Assista o vídeo e entenda melhor alguns dilemas, mitos e verdades enfrentados por quem segue ou pretende seguir carreira em psicologia.

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  • Psicóloga formada pela UNIP, Mestre em Psicologia Social pela USP e doutora em Ciências Sociais pela PUC-SP.
  • Pesquisadora pelo NEF - Núcleo de Estudos do Futuro, com foco no Ecossociodesenvolvimento | Cátedra Ignacy Sachs, alinhada ao United Nations Millennium Project.
  • Coaching de Carreira e Preparo para uma Aposentadoria Sustentável.

O que é vocação? Todos nós temos uma?

A escolha vocacional é um termo originado da palavra “vocação”, do latim vocare, que significa “predestinação”. Assim, subentende-se que escolher uma profissão é como atender a um chamado divino. É como uma voz vinda de Deus que pede à pessoa que realize um feito no mundo.

Por Leo Fraiman*

Orientação Profissional, Vocação
Pixabay

É uma visão muito nobre. E algumas pessoas, de fato, têm a sorte de encontrar dentro de si um talento tão especial para realizar determinada atividade, em que a profissão acaba por se tornar um projeto de vida desde muito cedo.

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Como elaborar o meu currículo, mesmo sem ter experiência?

Muitas empresas, quando abrem vagas para estágio, nem sempre precisam que o jovem já venha “pronto”, nem esteja super-preparado.

Por Leo Fraiman*

Em alguns casos, elas preferem exatamente a falta de experiência, pois assim não se tem tantos vícios comportamentais”. Desse modo os jovens podem ser mais facilmente adequados à cultura organizacional.

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Vida universitária: do medo à atitude

O índice de desistência em alguns cursos universitários, principalmente nas instituições particulares, chega a 50% nos dois primeiros anos. Isso ocorre por uma séria de fatores: não gostar do sistema da universidade, não se entrosar com os colegas de classe, não estar suficientemente amadurecido para seguir uma vida universitária, desencantar-se com o curso e até por motivos financeiros.

Vida universitária: do medo à atitude
Imagem: Pixabay

 

Vale a pena seguir o quadro de dicas abaixo antes de pensar em desistir de um curso:

1- Assistir as aulas dos anos seguintes, quando as matérias, normalmente se tornam mais praticas. Isso porque muitos alunos entram na faculdade imaginando que vão projetar pontes, desenhar shopping, criar uma nova coleção de roupas ou curar um paciente, mas os primeiros anos em muitas faculdades são mais teóricos, frustrando suas expectativas.

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