Chag Purim. Boa Páscoa!

Cumprimento a todos os meus amigos

Tenho estado muito sensível nestes tempos sombrios. Ataques terroristas. Governos instáveis. Alta corrupção.

Ameaças de toda parte. No Brasil é morta uma pessoa a cada 9 minutos! Assassinada. Alvos preferenciais: homens negros em idade jovem. PIB despencando pelo terceiro ano consecutivo. Toda uma geração despreparada. Outras, na dependência de terceiros. Muitos em desespero.

O fluxo de apoio se inverteu: 30% dos idosos é responsável pelo sustento dos filhos e netos. Aposentadoria virou renda familiar. Quem mais trabalhou e contribuiu é a pessoa do aposentado, que entrega todo seu dinheiro para a família. E em nome desta também acaba inadimplente. O próprio aposentado não usufrui.Continue lendo

Aposentadoria: Um Novo Contrato Com A Vida

O que a aposentadoria oferece? A possibilidade de firmar um novo contrato com a vida, onde fazendo ou não fazendo isso ou aquilo, a vida sempre fará a parte dela, coisa que nunca será dado a ninguém saber de antemão.

Fase, ciclo ou meia idade, madurez, melhor idade ou etapa de vida, a questão é:  você pensa, planeja e deseja. Mas a vida levará sempre a parte do leão. Fique esperto, portanto, que não dá para estar de brincadeira. Quanto menos você cuidar, mais a vida vai levar.

Decorridos os anos convencionas de serviços prestados e contribuições recolhidas, agora a aposentadoria se apresenta. A você, a mim, a quem quer que tenha trilhado os caminhos de um trabalho com vínculo empregatício. Chegou a hora da retribuição. É o tempo da meia idade – saudosa expressão – ou terceira idade.

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Ana Fraiman em entrevista dada ao “Correio Braziliense”

Em matéria publicada no Correio Braziliense em 23 de Julho de 2013, Ana Fraiman trata da importância do planejamento da aposentadoria.

Veja abaixo a matéria na íntegra:

Aposentadoria qualificada

Segundo especialistas, planejar o fim da carreira é tão importante quanto os primeiros passos de uma escolha profissional. Entre os cuidados sugeridos para facilitar a mudança, estão a busca por atividades alternativas e a avaliação cuidadosa das finanças

Publicação: 23/07/2013 18:00 Atualização: 23/07/2013 11:29

Aposentadoria qualificada
Da primeira vez que se aposentou, Eurides precisou voltar ao trabalho a fim de se preparar melhor para a nova fase da vida: “Percebi que o meu bem-estar estava acima de tudo”

“A aposentadoria, em si, não faz mal ou bem à saúde. As condições dela é que determinam isso. A falta de atividades significativas pode levar a graves problemas, e não é de uma hora para outra que elas são encontradas. É preciso preparação”, alerta Ana Fraiman, especialista em gerontologia social. Além das questões financeiras, a falta de uma atividade fixa é um dos motivos de preocupação para quem para de trabalhar. Muitas vezes, a pessoa sente falta dos compromissos e da ocupação de antes da aposentaria, sentimento que pode dificultar a adaptação e a descoberta de novas formas de se manter ativo.Depois de décadas de dedicação ao trabalho, chega a hora de se aposentar. Tempo de descanso, de encontrar novas atividades e de reinventar a rotina. Para quem se preparou para a essa passagem, ela pode ser o momento de realizar projetos, aproveitar a convivência com a família ou viajar. Os que seguiram a vida sem pensar nessa mudança, no entanto, costumam vivê-la de uma forma mais traumática. Por falta de planejamento, acabam se sentido despreparados justamente no fim da carreira, mesmo quando ela foi muito bem trilhada.

Segundo Fraiman, os anos anteriores à chegada da aposentadoria, na maioria das vezes, determinam o sucesso que a nova etapa da vida pode trazer. Pessoas que se aposentaram sem preparação, que deixaram o trabalho sem ir, aos poucos, pensando na saída reagem de forma pior. Algumas delas pensam nos benefícios que perderão ao se aposentar, como o plano de saúde mantido pela empresa, e acreditam que o futuro que as espera será pior. “Nesses casos, a aposentadoria quase sempre acontece de maneira complicada. Se a pessoa já vive, enquanto trabalha, com a ideia de que terá um futuro ruim, ela sai mal, cabisbaixa, sem forças para fazer novos planos ou se programar”, afirma a também doutora pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

É importante pensar a própria saída, ajudar a preparar o sucessor, se for o caso, e começar a se dedicar a novos projetos que contribuem para que a passagem aconteça da melhor forma possível. “Quem faz isso se aposenta em condições favoráveis. O ânimo para superar as possíveis perdas que podem vir é muito maior”, explica Fraiman.

Eurides Ribeiro, 60 anos, foi servidora pública e se aposentou pela primeira vez aos 45 anos. Mas, seis meses depois de deixar o trabalho, ela começou a se sentir deprimida e resolveu que precisava voltar. “Não estava preparada para a aposentadoria, me senti acomodada, apática. Decidi que precisava trabalhar de novo”, conta. Eurides voltou em um cargo comissionado. Ficou até janeiro de 2012, quando deixou pela segunda vez o trabalho.

Entre a primeira e a segunda aposentadoria, ela decidiu se preparar para a parada final, evitando, assim, que o desânimo voltasse a acontecer. “Na segunda vez, eu estava bem preparada, pronta para deixar o trabalho e me dedicar a outras atividades. Sempre digo que é fundamental que aconteça uma preparação antes de deixar de trabalhar para evitar esses problemas”, diz. Assim que saiu do emprego pela segunda vez, Eurides decidiu viajar e refletir sobre a decisão. “Quando voltei, me sentia muito melhor e percebi que o meu bem-estar estava acima de tudo, de qualquer ganho financeiro maior que eu pudesse ter.”

Eurides também aproveitou o tempo para cuidar melhor da saúde e dar mais dedicação à família. “A diferença é que, agora, não tenho compromissos fora e posso cuidar de mim e da minha família com muito mais tempo”, diz. A filha da servidora pública aposentada acabou de ser aprovada no vestibular da medicina, uma conquista que também ajudará Eurides a seguir os novos planos de vida com mais tranquilidade. “Depois desse momento de apoio à minha filha, quero poder contribuir com trabalhos voluntários, buscar outras atividades”, conta.

Além do escritório
Psicóloga e autora dos livros Orientação para aposentadoria nas organizações de trabalho e Aposentação: Aposentadoria para ação, Dulce Helena Penna Soares acredita que o modo como esse processo de passagem acontece depende de como se deu a trajetória profissional. Quem não mantém muitas atividades fora do ambiente de trabalho e vê a carreira como única ocupação enfrentará mais dificuldades. “Para essas pessoas, aposentar sempre é mais difícil. Sentem um vazio, podem ter problemas de saúde, depressão”, explica a especialista.

Quem, no entanto, manteve outras atividades e projetos enquanto trabalhava tem mais facilidade para se adaptar. “A pessoa que se dedicou ao trabalho, mas tem outros projetos, uma relação forte com a família, vontade de se dedicar à arte ou à música consegue se sentir melhor. Assim, é muito mais fácil se manter bem”, explica Soares.

Foi o que aconteceu com Milton Sebastião Barbosa, 59 anos. Engenheiro e funcionário do Banco Central, Milton só decidiu se aposentar quando definiu o que faria depois. “Resolvi estudar música na UnB (Universidade de Brasília)”, diz. Antes mesmo de deixar o trabalho, Milton prestou o vestibular do segundo semestre de 2011 para bacharelado em composição. Ele conta que se preparou para a prova específica de conhecimentos musicais e para o teste geral. Foi aprovado e começou a cursar antes mesmo de deixar o trabalho.

Milton se aposentou no início de 2012 e trocou a rotina profissional pela dos estudos. “Antes, eu tinha as responsabilidades e obrigações do emprego. Hoje, tenho as da faculdade”, explica. Estudar música era um desejo antigo do engenheiro durante a vida, mas ele se preocupava com os possíveis riscos da carreira  Agora, o que agita a rotina do ex-funcionário público são as ocupações do fim do semestre. Milton conta que voltou a ter a mesma rotina da época em que estudou na universidade pela primeira vez. “Tenho o mesmo ritmo, a mesma dedicação que tive quando fiz engenharia na UnB há muitos anos. Trabalhos, provas finais, tudo isso”, conta.

Otimismo e bem-estar

Existem dois aspectos fundamentais que influenciam o processo de decisão pela aposentadoria e que devem ser levados em conta para entendê-lo. Segundo a psicóloga especialista em envelhecimento e aposentadoria Lucia França, o primeiro é composto por atitudes anteriores, pensamentos sobre o período que virá. Esse modo de enxergar a mudança não necessariamente se reflete em comportamentos, mas são importantes para compreender o processo pois, certamente, interferem nas ações posteriores.

Além disso, existem os aspectos de risco e de bem-estar. Um dos fatores de risco é a condição econômica que se terá depois da aposentadoria. França afirma que é fundamental, no momento de encerrar a carreira, fazer as contas e se assegurar de que a renda será suficiente. Já os fatores de bem-estar estão relacionados a novas condições que podem dar melhor qualidade de vida para quem deixa de trabalhar. “Manter atividades diversificadas (culturais, voluntárias), novos relacionamentos, envolver-se com questões políticas locais são fatores que podem garantir o bem-estar na aposentadoria”, exemplifica.

O mecânico Eroídes Alves, 59 anos, começou a trabalhar aos 13. Em setembro de 2012, decidiu que era o momento de parar. “Vinha me programando há um tempo e me preparei muito para o momento. Algumas pessoas se aposentam e acabam ficando paradas, eu não deixei isso acontecer comigo.”

Depois de deixar o trabalho, ele passou a ajudar nas atividades de casa e a dedicar mais tempo aos familiares. O próximo projeto de Eroídes é comprar uma chácara. “Sempre gostei de trabalhar com a terra. Agora, com o tempo que tenho, vou plantar, cuidar de galinhas”, empolga-se. “Como trabalhei a vida toda, não consigo pensar em ficar parado. Parie de trabalhar, mas minha cabeça continua a mil.”

Para tornar o processo de aposentadoria mais tranquilo, a especialista em gerontologia social Ana Fraiman defende que as empresas contratem profissionais que auxiliem os funcionários que estão prestes a sair, tornando o processo de desligamento menos doloroso. “Infelizmente, não é o que acontece em geral. Algumas empresas até investem em pessoal para isso, mas, em pouco tempo, a ideia é descontinuada”, critica.

Para saber mais

Estimular o cérebro
protege contra o Alzheimer

Quem demora mais tempo para se aposentar pode ter menos chances de sofrer com problemas de memória e raciocínio durante a terceira idade. Uma pesquisa realizada na França pelo Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica traz evidências de que adiar o tempo da aposentadoria diminui os riscos de desenvolver a doença de Alzheimer e outros tipo de demência na velhice. O envolvimento em atividades que estimulam o cérebro colaboram para evitar a chegada desses problemas e, por isso, manter-se ativo profissionalmente por mais tempo pode ser um fator importante para a saúde mental.

O estudo chegou à conclusão de que cada ano a mais no trabalho reduz o risco de sofrer com demência em aproximadamente 3%. O que significa, na prática, que uma pessoa que se aposenta aos 65 anos apresenta 15% a menos de chance de desenvolver Alzheimer ou outra demência do que alguém que deixe de trabalhar aos 60 anos.

Para chegar a esses resultados, os pesquisadores analisaram dados de 429 mil trabalhadores com idade média de 74 anos e que haviam se aposentado em geral 12 anos antes. De acordo com os pesquisadores, trabalhar faz com que as pessoas tenham menos propensão a se tornarem sedentárias, além de desafiar de maneira constante a mente e mantê-las socialmente mais conectadas, fatores que já são conhecidos por prevenir problemas e doenças cognitivas.”

 

Baixa seniorização nas gestões corporativas

Chegamos a ponto de colocar a perder quase tudo aquilo que uma empresa levou décadas para formar: a competência e o saber dos executivos mais maduros que estão por se aposentar. Perde a empresa, perde a sociedade: a voz da experiência fica sem vez.

Na natureza existem duas formas básicas de cometer desperdícios: colhendo frutos antes da hora ou deixando de colhê-los. O que vem acontecendo com a aposentadoria dos executivos mais experientes, que são conduzidos ao desligamento da empresa face à aposentadoria é um duplo desperdício: nas empresas são tidos como aqueles que passaram da hora e, na sociedade, como aqueles que são destituídos antes da hora.

Ainda que sejam substituídos pelos juniores e, com isso a empresa obtenha uma redução sensível em seus custos com o quadro de pessoal, existe o risco embutido de – com essa medida – perder em Capital Intelectual e apagar a Memória Corporativa. Quem haveria de saber tomar determinadas decisões que exigem anos de prática e conhecimento?

A ruptura precoce do vínculo profissional leva embora todo um cabedal de competências. Competências, pelo que significam, são portáveis: saem junto com aquele que é demitido. Quando a alta competitividade exige o desenvolvimento e a fidelização dos talentos, aposentar por idade é, nada mais, nada menos, que submeter o esplendor do conhecimento e potencial humanos a uma simples questão de redução de custos.

O profissional é “convidado” a sentir-se estimulado pelos novos desafios de uma segunda carreira e, no mínimo, a desvendar os mistérios de sua família atual, com que o terá que lidar rapidamente, melhor dizendo, de um dia para o outro, sem qualquer aviso prévio ou estrutura de suporte, dispondo apenas de seus recursos internos e pessoais de adaptação e dos quais, durante toda a sua vida de trabalho, nunca precisou dispor, nem testar.

Profissionais brilhantes em suas áreas têm sucumbido às próprias tentativas de recolocação. Fazem um esforço brutal, sem se aperceber com clareza de que, os meios com os quais estão lutando, são apropriados para a vida empresarial, mas quase que totalmente inoperantes para a sua social. Os fracassos são vistos como falhas pessoais.

O ingresso prematuro de um profissional no auge de suas capacidades laborativas, na fase da aposentadoria, escreve uma história de grandes insucessos: fortunas que são enterradas, casamentos que são desfeitos, saúde que é minada, esperança que queda desfalecida. Ao passar da condição de elegível à aposentadoria para a de ter-se tornado, certamente, um demissível, sofre o impacto de uma grande desmoralização: já não serve para permanecer dentro e não sabe como haverá de se recolocar e se sustentar fora.

 Implicações de um modelo que exclui talentos e compromete resultados.

Em todo o mundo ocidental os profissionais que mais sofrem o impacto desmoralizante de uma aposentadoria são os

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Uma ponte para a saúde dos aposentados e das comunidades

trabalhador-aposentadoUm importante estudo realizado na última década e publicado em 2009 lançou novas luzes sobre a passagem do emprego para a aposentadoria. Realizado por pesquisadores da Universidade de Maryland em parceria com a Universidade do Estado da Califórnia (1) Bridge Employment and Retirees’ Health: A Longitudinal Investigation, in Journal of Occupational Health Psychology, 2009, Vol. 14, number 4, 374-389 By Yujie Zhan, Mo Wang, and Songqi Liu, University of Maryland e Kenneth S. Shultz, Califórnia State University, San Bernardino foi registrado o surgimento de um outro status que vem sendo alcançado pelos trabalhadores mais velhos: o trabalho remunerado ou não, que se realiza logo após a aposentadoria os assim chamados emprego-ponte (Shultz, 2003).

O conceito emprego-ponte é definido pelos pesquisadores pela participação da força de trabalho exibida pelos trabalhadores mais velhos, conforme eles deixam suas carreiras e, contudo, prosseguem trabalhando de outras formas, por exemplo em trabalhos por período de tempos mais curtos, trabalhos part-time, trabalhos temporários que são realizados depois do emprego de tempo integral e antes de se aposentar.

Estudos anteriores estiveram focalizados os ganhos psicológicos, como ajustamento, satisfação com a aposentadoria e com a vida, mas muitos deles negligenciavam ou não incluíam as perspectivas de melhoras para os aposentados. O estudo a que me referi acima como sendo inovadores de grande contribuição preenche este intervalo de pesquisa, entre o levantamento dos benefícios potenciais na saúde e o engajamento no emprego-ponte.

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PPA – Programas de Preparação para a aposentadoria e Pós-Carreira

Breve histórico de 1978 a 2009, no Brasil

estudo-ana-fraiman-aposentadoriaDesde 1978, ano em que se formou pela UNIP, em São Paulo, a psicóloga Ana Fraiman trabalha estreitamente envolvida com a grande temática do envelhecimento social. A primeira vez em que ouviu falar do tema foi durante o Curso de Gerontologia Social, organizado e co-ordenado pela psicóloga Raquel Vieira da Cunha, no Instituto Sedes Sapientiae, pelo Departamento de Gerontologia Social.

Ana Fraiman fez parte da primeira turma de alunos do curso, tão logo se formou. O curso tinha a duração de um ano, mas essa primeira turma foi contemplada com mais seis meses de estudos, agora visando um aprofundamento dos temas que foram debatidos no ano anterior. Paralelamente, a professora Dra. Raquel Vieira da Cunha organizava cursos de orientação abertos para senhoras da comunidade, que desejassem debater suas experiências de vida em torno do envelhecimento e da meia idade.

Ana Fraiman recebeu convite para participar como observadora, desses grupos, como parte prática do curso que veio a se estender para aquela primeira turma e, nessa ocasião, tendo acompanhado de perto a sua organização,
aprendeu a conduzi-los e moderá-los. Com isso constatou que às mulheres importava, tanto quanto discutir suas próprias experiências, como a de seus maridos. Para os homens ainda não havia qualquer tipo de programação, que lhes facilitasse enfrentar suas dificuldades vividas e a necessidade de adaptar-se a um novo posicionamento familiar e social.

Apaixonada pela temática e pelo desafio, Ana Fraiman se propôs, de acordo com o modelo de trabalho oferecido pela sua grande mestra, Dra. Raquel, a organizar grupos para os homens, mas não houve aceitação pela comunidade.

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Aposentadoria: afastamento imprevisto é potencialmente traumático, não só para o empregado, como para a empresa.

afastamento-traumatico-empresaCustos elevados de reposição se revelam como um dos principais aspectos que têm sido foco das atenções, naquilo que se referem à má gestão do conhecimento, que se evade quando empregados e colaboradores se afastam do trabalho sem o compromisso firmado de manter o processo produtivo em andamento.

A sua descontinuidade pode acarretar grandes danos para toda uma população, interna e externa aos serviços prestados, a qual depende do conhecimento daqueles que se afastam sem treinar um sucessor. Empregados que se vêem frustrados nos seus planos profissionais, que são mal aproveitados nos últimos anos antes de sua saída têm por regra se omitir, se poupar e deixar o tempo passar até poder se desligar de forma imprevista pela empresa.

A prática é mais freqüente ainda em se tratando do serviço público, pois a gestão burocrática tem negado aos mais velhos as mesmas chances de desenvolvimento e promoção, que os mais jovens têm recebido. Seja no serviço público, porém ou no privado, os mais velhos sentem-se profundamente desestimulados e, com isso, se desinteressam por prestar um bom atendimento ao cliente: tanto ao externo, como ao cliente interno, seus colegas.

“Repassar para que? Eles que se virem e aprendam sozinhos” tem sido a resposta que eles, despreparados para sair mas já sem vontade de ficar, no compasso de espera de melhores condições para ir embora, têm dado em relação ao descaso generalizado com que são tratados pelas políticas ageistas. Sem chances de progredir, as pessoas tendem a deixar de ser tão produtivas quanto poderiam, caso lhes fossem oferecidas as mesmas chances que aos mais jovens.

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Fundamentos de um P.P.A.

Programa de Preparação para uma Aposentadoria Sustentável

Vivemos num país que terá de enfrentar uma realidade inédita de envelhecimento da população, mas que ainda mantém valores que incentivam projetos de futuro desenvolvidos a partir de uma visão de curto prazo e o imediatismo consumista juvenil.

Aposentadoria Sustentável

Ao enfrentar esse envelhecimento populacional, ainda não terá solucionado as graves questões da ausência de políticas públicas eficazes, no que se refere à saúde, educação, cultura e moradia, portanto, responderá muito mal às demandas das famílias urbanas e verticalizadas, formadas por cinco gerações.

O nosso trabalho, na área de preparação para uma aposentadoria sustentável, produz uma necessária reflexão acerca do desafio de possibilitar manter e sustentar a honra e a dignidade do trabalhador nas várias etapas de sua vida. Vai, porém, mais além, se assentando numa cultura que contempla uma longevidade saudável e produtiva para todos, cultura essa que se instala a partir do ingresso no mercado de trabalho.

Em especial, no que diz respeito aos poucos anos que se constituem na fase pré e pós-aposentadoria, promove a atualização e a troca de conhecimentos, que resultam na tomada de atitudes que são necessárias para a construção de uma aposentadoria bem sucedida, mas não se restringe somente a esses poucos anos: alarga seu alcance, possibilitando a que jovens trabalhadores sejam beneficiados por posturas positivas e colaborativas por parte dos mais velhos, enquanto também os beneficiam com suas forças e seus saberes renovados.

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