A boa-fé dos idosos

"Minha mãe não sai de cartomantes e centros que exploram sua ingenuidade. Tento explicar que ela está gastando dinheiro e esperanças fora, sem resultado. O que posso fazer?"

Berenice Andrade, Guarulhos (SP)

Cartomante
Cartomante, Vidente, boa-fé (Imagem: Pixabay)

Ana Fraiman

As pessoas precisam acreditar em alguma coisa, se não a vida fica sem sentido, umas creem em Deus, outras na ciência outras, ainda, fazem da arte sua religião ou têm um trabalho a que se dedicam com devoção. Em qualquer desses campos também podem ser exploradas.

A questão é o direcionar a fé e a esperança para horizontes que possibilitem um crescimento pessoal e espiritual. Na fé religiosa encontramos muitas respostas para nossa angústia humana. Existem centros espíritas de total credibilidade que, longe de explorar a boa-fé das pessoas, conseguem beneficiá-las com seus trabalhos elevados. Procure conduzir sua mãe para esses centros. Não é difícil de encontrá-los, Berenice.

Na idade mais madura a religiosidade é uma dimensão de vital importância para o ser humano. Não importa que você não acredite, sua mãe acredita e está precisando de apoio espiritual. Dê essa oportunidade a ela.

Fonte: Coluna VELHICE da revista CLAUDIA (publicados entre as décadas de 80 e 90) - Por Ana Fraiman

VELHICE - Como conviver com essa realidade
Ana Perwin Fraiman - psicóloga, com curso de aperfeiçoamento em Gerontologia Social pelo Instituto Sedes Sapientiae, SP. e pós-graduada em Psicologia Social pela USP.

 

  • Psicóloga formada pela UNIP, Mestre em Psicologia Social pela USP e doutora em Ciências Sociais pela PUC-SP.
  • Pesquisadora pelo NEF - Núcleo de Estudos do Futuro, com foco no Ecossociodesenvolvimento | Cátedra Ignacy Sachs, alinhada ao United Nations Millennium Project.
  • Coaching de Carreira e Preparo para uma Aposentadoria Sustentável.

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