Medo de viajar sozinha

Quero viajar para o exterior e não tenho companhia. Quando era mais moça, ia sozinha. Agora tenho medo de ser assaltada, de me perder, de passar mal… Devo arriscar?

Ana FraimanO fator segurança é, de fato, muito importante e os mais velhos necessitam se precaver quanto a isso. Não que a questão não se coloque também para os mais jovens, mas muitas vezes eles não falam por pudor ou até por dificuldade em reconhecer o problema. Esse tipo de receio tem bases reais e pode se acentuar com a idade. Mas nem por isso você deve deixar de curtir uma viagem: há companhias de turismo especializadas em grupos da terceira idade, com serviços voltados para o seu bem-estar, inclusive providenciando dietas alimentares e cuidados de enfermagem quando – e se – necessário. Agora, se você quiser viajar sozinha mesmo, independente dos esquemas das agências, tome algumas providências fundamentais: consulte o seu médico e peça referências sobre a quem recorrer, se necessário, nos países que for viajar, bem como o histórico da sua saúde, que deverá ser anexada ao seu passaporte. Continue lendo

A depressão de um viúvo

Minha mãe faleceu há um ano e, desde então, meu pai não se arruma, não come, chora à toa e diz que também quer morrer. O que fazer?

Ana Fraiman

Seu pai vive uma crise delicada, que precisa ser tratada com urgência. A primeira providência é levá-lo a um bom clínico geral, um geriatra, e fazer um minucioso exame do seu estado geral. Se ele fala em morrer, não espere muito para lhe dar um atendimento médico e psicoterápico especializado. Depressão pode ser tratada e curada. Tanto ele quanto a família podem precisar de apoio e orientação para reorganizar a vida, pois a dor e o sofrimento afetam a todos: não perca tempo!

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Não há idade para sexo

Tenho 69 anos e meu marido, com 72, ainda me procura. Isto está certo? Não é hora de parar?

Ana FraimanNão há uma “hora” para se parar com a atividade sexual, especialmente quando se tem saúde, afeto e atração pelo companheiro ou companheira. Se o sexo é prazeroso, ele se prolonga sem limite de idade, como uma atividade natural e um envolvimento emocional muito benéfico. O que pode mudar é a forma de ele acontecer, mas não o interesse que desperta nas pessoas sadias.

Fonte: Coluna VELHICE da revista CLAUDIA – Por Ana Fraiman | maio/1984

VELHICE - Como conviver com essa realidade
Ana Perwin Fraiman – psicóloga, com curso de aperfeiçoamento em Gerontologia Social pelo Instituto Sedes Sapientiae, SP. e pós-graduada em Psicologia Social pela USP.

Como lidar com o apego aos objetos

A casa da minha mãe é atulhada de móveis velhos, pesados e feios. Ela pode, mas não quer modernizá-los. Isso não é um tanto mórbido?

Ana FraimanNão são apenas as pessoas de idade que são apegadas às suas coisas. Afinal, esses móveis podem ser preciosos para sua mãe e estão na casa dela. Eles têm uma “história” própria, que ela quer preservar. Insistir em desfazer-se de objetos queridos por ela pode ser sentido como uma agressão à sua pessoa, ainda que você esteja bem-intencionada.

Fonte: Coluna VELHICE da revista CLAUDIA – Por Ana Fraiman | maio/1984

VELHICE - Como conviver com essa realidade
Ana Perwin Fraiman – psicóloga, com curso de aperfeiçoamento em Gerontologia Social pelo Instituto Sedes Sapientiae, SP. e pós-graduada em Psicologia Social pela USP.

A questão da diferença de idade

Tenho 52 anos e sou viúva há três. Tenho um pretendente oito anos mais novo do que eu, mas sinto muito medo de que ele me queira apenas por interesse.

Ana FraimanNa maturidade, a questão de diferença de idade entre pessoas perde a importância social que tem quando se é mais jovem. Além disso, uma mulher pode ser atraente em qualquer idade. Desde que haja respeito e afinidade entre o casal, afeto e vontade de construir uma vida em comum, o fator idade é irrelevante.

Fonte: Coluna VELHICE da revista CLAUDIA – Por Ana Fraiman | maio/1984

VELHICE - Como conviver com essa realidade
Ana Perwin Fraiman – psicóloga, com curso de aperfeiçoamento em Gerontologia Social pelo Instituto Sedes Sapientiae, SP. e pós-graduada em Psicologia Social pela USP.

ME FORMEI, E AGORA, O QUE EU FAÇO?

Pergunte aos profissionais que orientam os jovens para a realização pessoal e profissional em suas carreiras, que lhes dão apoio nesta próxima etapa de suas vidas.

A finalização de um curso superior é um momento único. Últimos trabalhos a entregar, TCC a depositar, banca a enfrentar e, muitas festas a comparecer!
Uma discreta sensação de perda, porém, ofusca o alívio e a alegria. E meus amigos, não estarão mais comigo?! Trocam-se juras de amizades para sempre e promessas de não perder contato, seja lá o que acontecer.

Uns haverão de se casar. Outros retornarão para suas cidades de origem. Outros, ainda, estarão torcendo para serem efetivados. A maioria cairá num vácuo assustador: sem emprego, sem dinheiro, sem pai-trocínio, sem um namoro de verdade, sem saber por onde se mexer para colocar em prática o que se levou anos para aprender.

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VIDA PRÓSPERA, AGRADÁVEL E COM BOA SORTE.

Fica mais fácil quando se tem autoconhecimento.

Com toda certeza saber da origem dos problemas não os resolve, mas ao menos ajuda saber por que os carregamos conosco.

“Tudo aquilo que diz respeito à alma, quando submetido à razão, conduz à felicidade.” Sócrates.

Um dos conceitos mais difíceis de apreender, em se tratando de superação de problemas emocionais, diz respeito ao significado de insight. Insight não se limita ao conhecimento da raiz de um problema, mas vai mais a fundo: permite-nos compreender de que maneira a nossa mente organizou certa reação num certo momento de sofrimento, de modo a estendê-lo além, por anos e anos a fio, mesmo quando já não mais era necessário mantê-lo acesso em nós.

autoconhecimento

Trocando em miúdos: primeiro é preciso entender o que nos causa sofrimento. A maior causa é a ameaça à integridade do ‘eu’ ou do nosso ego. Essa ameaça pode ser real ou imaginária. Para a mente de uma criança, tanto faz se a ameaça foi vivida de fato ou foi imaginada. Se a carga emocional foi muito intensa e o medo foi real, se a criança viveu o medo do abandono, da morte, da perda de um dos pais, uma vergonha profunda ou total desamparo e naquele momento sua reação foi, por exemplo, a de entrar em pânico, o episódio fica gravado em sua cabecinha, em especial se ligado a mais um fato: aquele que a aliviou do ‘medão’ que sentia.Continue lendo

SAÚDE ECONÔMICA, LIBERDADE FINANCEIRA E PREVIDÊNCIA.

 

Congresso-da-Cohros
Foto tirada durante palestra proferida em Congresso de RH realizado pela Cohros, em Ribeirão Preto, São Paulo, 2013, ocasião em que foi levado à público um instrumento para mapear a prontidão pessoal para se aposentar e, com isso, ter mais claro, as áreas em que cada pessoa poderá ser mais cautelosa e se preparar com antecedência suficiente.

Chegada à idade da razão é que o STS – Supremo Teste de Sabedoria se impõe! É hora de colocar em prática, uma vez por todas, aquilo em que se acredita. E conferir: você tem ou não tem combustível para continuar viagem? E de que jeito vai?

Você haverá de fazer, ou já está fazendo, a travessia para uma etapa muito diferente de sua vida. Vai precisar ‘preparar as malas’ e contabilizar seus recursos: vai poder usufruir de uma longevidade sustentável e saborear as delícias de uma vida organizada e próspera? Ou vai amargar o que deveria ter feito e descuidou?

A boa notícia: ainda dá tempo de você embarcar nesta aventura de viver feliz com o que tem e ainda conseguir mais! Vamos ao caminho das pedras, então. Você sabe o que é economia e o que é saúde econômica?

Economia na prática é cuidar bem cuidado daquilo que a gente produz, distribui, acumula e consome. Isso quer dizer que precisamos ter, manter e ainda aumentar a vida útil dos nossos bens e pertences. Inclua-se aí o respeito para com o meio ambiente. Traduzindo em atitudes:Nada prospera quando o nosso ambiente não é bem cuidado. Paredes sujas ou até mesmo rachadas, portas que rangem, pratos e vidros quebrados, panelas sem tampa e torneiras pingando só deprimem. Roupas manchadas, mofadas, desbeiçadas e dependuradas por anos a fio nos armários e, por aí afora, precisam ganhar um destino mais nobre. O desleixo tem um preço alto. As pessoas pensam que fazem economia por não trocar o estofado da sala ou repor algo danificado e, na verdade conviver com tralhas e, coisas que desagradam, roubam a nossa energia e disposição.Nada se constrói de sólido e confiável sem que haja algum investimento na sua conservação. Uma senhora de muito bom gosto, cujo marido botara tudo a perder num negócio desastroso, tomou as rédeas em suas mãos e bolou algo inédito. Usou de todo o seu carisma e experiência de dona de casa para se oferecer como decoradora de ambientes singelos, quase tudo comprado nas lojas de 1,99! Mesmo flores e toalhinhas de plástico, num arranjo gracioso podem ter a sua vez.Continue lendo