Sogra generosa

"Minha sogra (79 anos) agora anda distribuindo seus bens. Ela, que nunca foi de dar nada, mesmo quando a gente precisou, virou generosa de repente. Isto é esclerose?"

Pergunta de M.C.P. Guimarães. São Paulo (SP)

Todos podem, a qualquer momento, mudar de ideia e fazerem coisas que nunca fizeram antes. Por que pensar em esclerose? Pode ser, sim, uma tentativa de reparação, não do tempo perdido, mas para tornar mais agradável o tempo que está por vir. Muitas pessoas, por outro lado, quando se sentem próximas do fim, começam a distribuir os seus pertences, num desejo intimo de se perpetuarem, de continuarem participando, de alguma maneira, da vida dos que lhes são caros e íntimos, quando já não estiverem mais aqui. Aliás, este é um dos sentidos de se fazer testamento. Só conversando é que você pode esclarecer as intenções da sua sogra.

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Dicas Para Maiores de 60 Anos (e para quem vai chegar lá)

Apresentamos a seguir uma seleção de dicas e sugestões para aqueles que passaram das suas bem-vividas 60 primaveras. Aplicam-se, também, àqueles quem ainda não chegaram lá e pensam no futuro, em querer vivê-lo o mais plenamente possível. Algumas você já sabe, outras podem lhe surpreender. Enfim, leia, reflita, coloque em prática o que lhe convém!

Maiores de 60 Anos

1. É hora de usar o dinheiro (pouco ou muito) que você conseguiu economizar. Use-o para você, não para guardá-lo. Não o desfrute com aqueles que não têm a menor noção do sacrifício que você fez para consegui-lo. Geralmente alguns parentes, mesmo que distantes, têm ótimas ideias sobre como aplicar o seu suado dinheiro. Lembre-se que não há nada mais perigoso do que ‘um parente com ideias’. Atenção: não é época de fazer investimentos grandiosos. Eles acabam trazendo problemas e agora é hora de focar na sua paz e tranquilidade.

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Idosos Órfãos de Filhos Vivos – Os novos desvalidos

2. Pare de se preocupar com a situação financeira dos seus filhos e netos. Não se sinta culpado por gastar o dinheiro consigo mesmo. Você provavelmente já ofereceu o que foi possível na infância e juventude, como uma boa educação. Agora a responsabilidade é deles.

3. Não é mais época de sustentar pessoas de sua família. Estamos nos referindo aos "folgados", evidentemente. Seja um pouco egoísta, mas não avarento. Tenha uma vida saudável, sem grande esforço físico. Faça ginástica moderada (como caminhar ou nadar, regularmente) e se alimente bem e corretamente.

4. Compre sempre o melhor e mais bonito. Lembre-se de que, neste momento, um objetivo fundamental é o de gastar dinheiro com você mesmo, com seus gostos e caprichos, bem como os do seu parceiro ou parceira. Após a morte, o dinheiro só gera ódio e ressentimento. Na verdade, traz à tona rivalidades e ressentimentos de muito tempo atrás, que não foram superados.

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Idosos Órfãos de Filhos Vivos – Parte 3

Por Ana Fraiman, abril de 2016.

Continuação do Artigo Idosos Órfãos de Filhos Vivos – Os novos desvalidos.

Atenção e carinho estão para a alegria da alma, como o ar que respiramos está para a saúde do corpo.

Nestas últimas décadas surgiu uma geração de pais sem filhos presentes, por força de uma cultura de independência e autonomia levada ao extremo, que impacta negativamente no modo de vida de toda a família.

Imagem: Pixabay

 

Em tempos anteriores, quando vieram das áreas rurais para as cidades, tão logo estabilizadas, os migrantes de tudo fizeram para trazer seus pais para junto de si de modo a recompor a família esfacelada pelos movimentos migratórios. Estando em Brasília, certa, ouvi o relato emocionado de um senhor, analfabeto, que agradecia ao filho por tê-los, a ele e sua esposa, tirado do sertão para escapar à fome e sede do corpo e, à tristeza da solidão.

A ordem era essa: em busca de melhores oportunidades, vinham para as cidades os filhos mais crescidos e não necessariamente os mais fortes, que logo traziam seus irmãos, que logo traziam seus pais e moravam todos sob um mesmo teto, até que a vida e o trabalho duro e honesto lhes propiciassem melhores condições. Este senhor, com olhos sonhadores, rememorava com saudade os tempos em que cavavam buracos nas terras e ali dormiam, cheios de sonho que lhes fortalecia os músculos cansados. Não importava dormir ao relento. Cediam ao cansaço sob a luz das estrelas e das esperanças.

Finalizou, o candango: - Hoje temos casa toda mobiliada e temos saúde. Não falta nada de nada. Nossos filhos foram maravilhosos. Nossos netos estudaram nas melhores escolas. Dois deles são doutores. Não conhecemos direito os bisnetos. Eu e minha esposa, que Deus a tenha, fomos muito pobres, de não ter sapato, de dormir embrulhados em folhas de jornal. Mas nunca sentimos uma coisa: falta de carinho, falta de respeito. Os meus filhos, sim, eles reclamam que os filhos deles não têm tempo nem para uma visitinha. Ficam o fim de semana todo lá sentados um olhando para o outro, enquanto os mais jovens da família fazem churrasco com os amigos e eles não são convidados.

A evasão dos mais jovens em busca de recursos de sobrevivência e de desenvolvimento, sempre ocorreu.

Trabalho, estudos, fugas das guerras e perseguições, a seca e a fome brutal, desde que o mundo é mundo pressionou os jovens a abandonarem o lar paterno. Também os jovens fugiram da violência e brutalidade de seus pais ignorantes e de mau gênio. Nada disso, porém, era vivido como abandono: era rompimento nos casos mais drásticos. Era separação vivida como intervalo, breve ou tornado definitivo, caso a vida não lhes concedesse condição futura de reencontro, de reunião.

Leia o Artigo Completo: Idosos órfãos de filhos vivos – os novos desvalidos

  • Psicóloga formada pela UNIP, Mestre em Psicologia Social pela USP e doutora em Ciências Sociais pela PUC-SP.
  • Pesquisadora pelo NEF - Núcleo de Estudos do Futuro, com foco no Ecossociodesenvolvimento | Cátedra Ignacy Sachs, alinhada ao United Nations Millennium Project.
  • Coaching de Carreira e Preparo para uma Aposentadoria Sustentável.

O que NÃO fazer para receber zero numa prova.

O que NÃO fazer para receber zero numa prova.

  1. Em primeiro lugar, não falte.
  2. Em segundo, se faltar, apresente justificação e, formalmente peça reposição.
  3. Estando presente: não faça o movimento de control v control d. Não importa se da prova do colega ao lado. Ou de um texto pesquisado. Professores são teimosos e têm os olhos treinados para pegar esse tipo de coisa.
  4. No caso de ser permitido fazer pesquisa durante a prova, identifique o trecho copiado, colocando as referências: autoria do texto, obra, site onde localizá-lo etc.
  5. Não passe cola abertamente, achando que está com a bola toda. Professores são teimosos e treinados para punir quem dá e quem pede cola, igualmente.
  6. Pelo amor de Deus!!! Identifique a sua prova. Coloque seu nome, curso, turma, matéria/ disciplina, nome do professor, da instituição, do ano. E mais pelo amor de Deus ainda: assine a sua prova!
  7. Não seja estúpido com o professor ou professora. Professores são teimosos e treinados para dar zero com louvor para os malcriados e, por último,
  8. Jamais entregue uma prova em branco. Ao menos 0,25 você tira quando esteve presente.
  • Psicóloga formada pela UNIP, Mestre em Psicologia Social pela USP e doutora em Ciências Sociais pela PUC-SP.
  • Pesquisadora pelo NEF - Núcleo de Estudos do Futuro, com foco no Ecossociodesenvolvimento | Cátedra Ignacy Sachs, alinhada ao United Nations Millennium Project.
  • Coaching de Carreira e Preparo para uma Aposentadoria Sustentável.

Velhos geniosos

"Minha avó tem 86 anos, é diabética, cardíaca e quase não ouve mais. Seu gênio é péssimo e gostaríamos de colocá-la num asilo. Mas não sei se os asilos aceitam velhos doentes."

Dúvida de Maria Dinhorah da Costa, Cerqueira César (SP)

Ana Fraiman

É difícil mesmo conviver com doentes que, além disso, são geniosos e apresentam sinais de confusão mental. A família fica abalada e o internamento é, aparentemente, a solução mais fácil. Existem asilos que aceitam pessoas sadias que, quando adoecem, são removidas de lá. Quando um velho é internado à sua revelia, frequentemente o seu tempo de vida é abreviado. Internar, ou não, uma pessoa de idade avançada, requer um estudo cuidadoso de cada caso, tanto em relação a preservar a saúde e sanidade mental do velho, como também da família.

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Privações da velhice

"Minha mãe, com 68 anos (acho-a moça, ainda), tem um grave problema de saúde (insuficiência cardíaca), e não consigo fazê-la seguir uma vida moderada: alimentação, exercício, repouso, como o médico prescreveu. O que você me sugere?"

Pergunta de Daisy de Andrade, Santos (SP)

Ana Fraiman

Ainda que isso provoque muita angústia nos filhos, os pais idosos preferem mesmo manter os seus hábitos do que enfrentar uma vida de privações. Alguns não querem este prolongamento da existência, se isto representar uma grande perda daquilo que eles consideram importante como qualidade de vida.

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Idosos Órfãos de Filhos Vivos – Parte 2

Por Ana Fraiman, abril de 2016.

Continuação do Artigo Idosos Órfãos de Filhos Vivos – Os novos desvalidos.

Separação e responsabilidade

Assim como os pais deixavam e, ainda deixam seus filhos em mãos de outros familiares, ao partirem em busca de melhores condições de vida, de trabalho e estudos, houve filhos que se separaram de seus pais.

Idosos desvalidos
Imagem: Pixabay

 

Em geral, porém, isso não é percebido como abandono emocional. Não há descaso nem esquecimento. Os filhos que partem e partiam, também assumiam responsabilidades pesadas de ampará-los e aos irmãos mais jovens. Gratidão e retorno, em forma de cuidados ainda que à distância. Mesmo quando um filho não está presente na vida de seus pais, sua voz ao telefone, agora enviada pelas modernas tecnologias e, com ela as imagens nas telinhas, carrega a melodia do afeto, da saudade e da genuína preocupação. E os mais velhos nutrem seus corações e curam as feridas de suas almas, por que se sentem amados e podem abençoá-los.

Nos tempos de hoje, porém, dentro de um espectro social muito amplo e profundo, os abandonos e as distâncias não ocupam mais do que algumas quadras ou quilômetros que podem ser vencidos em poucas horas. Nasceu uma geração de ‘pais órfãos de filhos’. Pais órfãos que não se negam a prestar ajuda financeira. Pais mais velhos que sustentam os netos nas escolas e pagam viagens de estudo fora do país. Pais que cedem seus créditos consignados para filhos contraírem dívidas em seus honrados nomes, que lhes antecipam herança. Mas que não têm assento à vida familiar dos mais jovens, seus próprios filhos e netos, em razão – talvez, não diretamente de seu desinteresse, nem de sua falta de tempo – mas da crença de que seus pais se bastam.

São pais de mais idade que estão vivos, porém esvaziados de um lar pelo que tanto lutaram.

Pode-se dizer, infelizmente, que pais idosos, com filhos presentes em suas vidas constituem-se numa crescente raridade. Os filhos se aproximam quando há doença grave a ser tratada. Pagam tratamento e cuidadores e, pela presença de muitos estranhos na vida dos seus pais idosos, pessoas que cumprem com suas funções, enquanto eles, os filhos trabalham, viajam, se divertem e se encerram em seus programas exclusivos de ‘só para adultos’ e ‘só para adolescentes’ de um lado, e ‘só para gente da sua idade’ de outro. Pais de mais idade que são visitados por filhos e netos com quem conversam e vez por outra passeiam, parecem se constituir numa minoria crescente. Tornaram-se eles, os pais, complacentes em relação aos filhos que não têm tempo para nada.

Leia o Artigo Completo: Idosos órfãos de filhos vivos – os novos desvalidos

  • Psicóloga formada pela UNIP, Mestre em Psicologia Social pela USP e doutora em Ciências Sociais pela PUC-SP.
  • Pesquisadora pelo NEF - Núcleo de Estudos do Futuro, com foco no Ecossociodesenvolvimento | Cátedra Ignacy Sachs, alinhada ao United Nations Millennium Project.
  • Coaching de Carreira e Preparo para uma Aposentadoria Sustentável.
  • Pré-candidata a Vereadora por São Paulo, pelo PSDC.
  • Presidente Nacional dos segmentos Família e Idoso pelo mesmo partido.
Por que as pessoas gritam?

Por que as pessoas gritam numa discussão?

Gritar em meio a uma discussão é algo que deve ser evitado. Os mais antigos diziam: - Numa briga, o primeiro que grita perde a razão.

E isso é óbvio. Os gritos são decorrentes de uma grande tensão emocional que se instalou em um, em outro ou em todo mundo ao mesmo tempo!

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Por que as pessoas gritam? Primeiramente devemos entender que Discutir não é brigar.

Há discussões muito positivas, que se prestam a ventilar ideias, firmar posições, esclarecer assuntos e dar direcionamentos. Seja em casa, seja nos negócios. Vamos discutir uma coisa, não significa: \'vamos brigar\'. Pode significar exatamente o contrário: \'vamos nos entender, nos ajustar, nos conciliar\'. Ou até mesmo, \'vamos concordar que neste quesito não chegaremos a nos entender\'. Mas nem por isso precisaremos brigar!

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