Quem pensa em se aposentar, logo pensa em $$$ e se vai dar.

Quando a pessoa não fez uma boa administração do seu dinheiro e de seus bens, nesta hora é que a questão pessoal se sobrepõe a questão profissional.

Há uma série de fatores que impedem as pessoas de melhor administrar suas receitas e despesas. E é por isso que insistimos em proporcionar desde cedo uma boa educação financeira, pessoal e familiar.

O passar do tempo tem isso de bom: faz-nos ver com muita clareza no que erramos e no que acertamos ao longo da vida. Chegadas aos 55, inevitavelmente as pessoas fazem o seu balanço de vida.

Saúde, dinheiro, família, amizades e trabalho formam um conjunto compacto em que uma área se interliga com a outra e, se não for com esta compreensão, corre-se o risco de começar a envelhecer de uma forma pobre e feia. Isso não quer dizer beleza e pobreza aparentes, mas o sentido da vida será questionado.

De repente, um profissional poderá perceber que está pobre de relacionamentos de afeto. Ou que sua família implodiu e a pessoa se sente muito frustrada, até mesmo moralmente abalada. Ou que, embora uns dependam da contribuição financeira do outro, isso não os estrangula nem aflige, porque é uma família amorosa, muito harmônica, uma linda família. E isso é uma grande riqueza.

O dinheiro, porém, é o que primeiro salta às vistas. Quem nunca fez contas ou levou uma vida descuidada vai se apavorar. E com razão. Porém, sempre se busca um caminho para transformar – para melhor – a situação. No mínimo, para não piorar o estado das coisas.

Por onde começar a mudar? Primeiro, por saber a quanta$ anda e, a seguir, por uma radiografia honesta sobre sua própria pessoa e suas motivações desfocadas ou bloqueios, que a colocaram em risco, sem que ela nem se desse conta disso.

Excesso de autoconfiança é uma delas. Obter uma visão, nem otimista, nem pessimista do futuro e passar a se conduzir por uma visão positiva: eu posso fazer algumas mudanças necessárias a meu favor e, eu mereço levar uma vida boa, pelo menos um tanto melhor do que a vida que venho levando.

Para mudar é necessário saber por onde começar. Tem que mudar tudo é um objetivo impossível de alcançar. Mas, fazer um exame criterioso e assumir que, ainda que se precise mudar, diminuir o padrão de vida, isso não significa perder em qualidade de vida.

Então, vamos conhecer os fatores que, objetiva e subjetivamente levam uma pessoa a boicotar o seu futuro e o futuro de seus dependentes. Estes são os mais apontados por todos os especialistas.

  1. Receita definitivamente insuficiente, para poder planejar um orçamento doméstico. Não como um período específico de vida. Mas como um estilo de vida.

Há quem seja muito pobre e esta é uma realidade que se interpõe entre o que se deseja e o que se pode fazer. Há pessoas e famílias que são atendidas por programas sociais e que nem têm condições de melhorar com ou sem a aposentadoria. Mas não é disso que aqui falamos. Aqui se trata de um estilo de vida em que a pessoa jamais valorizou seu trabalho e não soube se disciplinar.

  1. Opiniões divergentes num casal, na escolha das prioridades em relação à administração do orçamento doméstico.

Casais que sempre discordaram em relação a padrão e estilo de vida, nesta hora terão ainda mais motivos para se desentenderem. O desejo de separação haverá de se tornar ainda mais presente.

  1. Um completo desconhecimento do valor do dinheiro, que é desperdiçado em coisas supérfluas.

Dinheiro não dá em árvore, diziam os mais antigos. A leviandade e a falta de compromisso para com valores como segurança e estabilidade, cobrarão seu tributo em forma de aflição e desespero. Saúde não é tudo na vida. Dinheiro também importa, e muito. As pequenas e grandes frustrações ajudam a construir um bom futuro. Deve-se começar cedo a distinguir entre o eu quero e o eu preciso.

  1. Desconhecimento do valor intrínseco da cesta básica e dos bens de consumo etc. Uma cesta básica parece pouco? Vá viver sem ela! Estabeleça relações: o que se pode adquirir com o mesmo valor de uma cesta básica? O que significa não passar nem fazer passar fome? Pagar as contas em dia? Separar dinheiro para emergências e para tempos difíceis?

Em primeiro lugar, já dizia Maslow, vamos atender às necessidades fisiológicas e atreladas a elas, as necessidades de segurança. Sem cuidar disso ninguém será feliz nem se sentirá realizado. A menos que a pessoa tenha um mau caráter e se contente em viver na dependência de outros.

O que faz uma pessoa de bem? Primeiro paga as contas de alimentação, de manutenção, para realizar consertos e preservar aquilo que tem. Prover educação, também. Nenhum celular de última geração, nem cremes e maquiagens perfumadas constroem um bom futuro.

  1. Uma grande compulsão para o consumo, de um dos parceiros ou de ambos. Outras compulsões também levam a um maior consumo de coisas desnecessárias e a perdas financeiras expressivas.

Bebida alcóolica custa. Cigarro custa. Sexo fácil e promíscuo custa. Comer demais custa. Alto consumo de remédios e outras drogas custam. O enorme estrago que isso causa à saúde pessoal e, à saúde da família, também custa. E custa caro demais, para ser recuperado.

  1. Compulsão para a ostentação e atribuir demasiado valor à opinião de amigos, parentes e vizinhos. Desejo compulsivo de viver uma vida muito acima dos ganhos mensais próprios, do casal ou de toda a família.

A vaidade e a inveja cobram altos tributos. Além de levarem os vaidosos e os invejosos ao descrédito, a falta de comedimento, de respeito e de aceitação em relação às realidades de cada qual, faz com que pessoas se pautem, não pelo seu grupo de acesso e de pertença, mas somente pelo seu grupo de influência.

Isso gera uma vida pautada na fraude e no autoengano. Levar uma vida além das posses e levar filhos a fazerem o mesmo significa alimentar pequenas e, grandes delinquências, com a mesma soberba característica das autoridades ridículas.

Sabe-se que ridículo é pretender exercer uma autoridade de não se tem ou deixar de exercer a contento uma autoridade que se tem. Muito perigoso. E patético, além de inconsistente. O que é o desejo de imitar a vida alheia, adquirir produtos e serviços para poder igualar-se aos outros do mesmo grupo social? Uma farsa.

8- O desejo de dar aos filhos tudo àquilo que não receberam quando na casa dos pais, extrapolando, portanto para a direção oposta.

9- Choques psicológicos ocorridos em outra época, demonstrando uma inutilidade de poupar e cuidar melhor da poupança em relação as despesas.

10- Desconhecimento ou uso inadequado de cartões de crédito, crediários (credito direto ao consumidor), cheques pré-datados, contratos e notas promissórias assinadas ou em branco.

11- Pagamentos de compromisso financeiros fora dos prazos prefixados, gerando multas, juros e correções monetárias.

12- Imprevistos da vida, tais como: acidentes, desemprego, ocasionando grandes desequilíbrios orçamentários.

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  • Psicóloga formada pela UNIP, Mestre em Psicologia Social pela USP e doutora em Ciências Sociais pela PUC-SP.
  • Pesquisadora pelo NEF - Núcleo de Estudos do Futuro, com foco no Ecossociodesenvolvimento | Cátedra Ignacy Sachs, alinhada ao United Nations Millennium Project.
  • Coaching de Carreira e Preparo para uma Aposentadoria Sustentável.

 

Ninguém gosta de mim. Nem eu.

Só sinto pena de, mais dia menos dia, ter que me ir, antes de ter aproveitado bem o por aqui. Sei ouvir. Sei falar. Mas não sei conversar. Que para tanto é preciso amar e sentir-se amada. Jamais, porém, coube-me quem houvesse validado quem sou.

Mãe e Filha
Imagem: Pixabay

Uma pena. Não, mais do que isso, um grande vazio. Há tanto tempo não conversamos entre nós, eu e minha mãe, que já nem sei mais o que é isso. Se é que um dia soube. Nem sei, também, se essas conversas, de fato, ocorreram.

Trago algumas lembranças de infância. Deitada em minha cama, minha irmã dormindo ao lado, eu e minha mãe ficávamos horas e horas falando e falando. Ela me aguardava chegar da escola, de um passeio e... Eu contava tudo.

Não, neste tempo eu já adolescia. Nos tempos de infância, ela mais falava e eu é que ouvia. Contava-me como sua infância fora pobre, triste e solitária. Sem pai, muitos irmãos, mãe sempre ocupada. Dizia e reafirmava, até eu estar convencida, de que sorte mesmo, quem tinha era eu, ia aos bailinhos e me divertia.

Sorte indizível por ter mãe carinhosa e presente, que aceitava e me incentivava a sair, estudar e dançar. Mãe atenta, que adorava ouvir minhas estórias. Chegava a sentir inveja da mãe que eu tinha, segredando, me confessava.

Era a filha de quem ela mais gostava. Tínhamos tantas afinidades. Mas que eu jamais dissesse, para quem quer que fosse, que havia dito isso. Ela negaria! Cresci ouvindo que, com minha irmã, ao lado de quem eu dormia, era muito fechada e malcriada, que a maltratava. Como se eu também não a reprovasse.

Inspirava-me sono e alguma paz, aquela hipnótica voz monocórdica de mamãe. O Sambinha de uma nota só terá sido inspirado nessa minha mãezinha. Ah, que paciência ela tinha comigo. Ouvia-me tim tim por tim tim. O quanto me sentia amada. Assim me tornei, coisa mais natural do mundo, uma filha predileta.

Minha infância foi povoada pelas suas confidências de guerra, fome, frio e perseguição. E pelas dores que vivia por conta de meu pai grosseiro e indiferente, que murmurava linda quando a procurava. Sim, ele era um marido ausente, mas na hora do sexo era tão gentil e carinhoso! Era ardoroso, intenso. Para ele, tornava-se dama na sociedade e sei lá o que na cama. Engolia a palavra com cara de asco, me parecia. Mas eu intuía.

Pelas impressões de mamãe tomei conhecimento de quem era o homem que ocupava o meio de suas coxas. Não que precisasse de sexo. Nunca sentiu aquelas coisas todas, de que as mulheres tanto falam e fazem questão. Ele sim. Todos os dias. Adorava agradá-lo, me contava com ares marotos que eu um dia pude decifrar sem errar.

Um dia, me enchi de coragem e dedurei que beijava a empregada, quando ela, minha mãe, não estava em casa. Beijava o pescoço, chupava os seios e outras coisas mais. Quanta vergonha eu senti. Muito serena, em momentos de crise, acalmou meu nervosismo e assegurou não, filha, você viu errado, ele jamais faria isso comigo e ela é moça honesta, limpinha.

Acreditei, porque jamais mentiria para mim. Meu pai não lhe dava presente em dia de aniversário, nem a levava para sair em dia de feriado. Garantia a pizza no sábado à noite ou um cinema, para o qual ela se preparava, se perfumava, coloria os lábios de vermelho, passava rímel nos cílios, prendia os cabelos num coque recatado. E usava o colar de pérolas de três voltas, no seu colo macio.

Eu ficava no alto da escada vendo-os sair, comprada por um saco de balas Toffee, para chupar até eles voltarem, acalmando uma insegurança que me fazia ver fantasmas e ouvir passos e correntes pelo longo e escuro corredor.

Fechavam a porta atrás de si, minha irmã que sempre parecia dormir ao lado, se punha em pé. Graças a deus, exclamava, ela saiu. E logo saía atrás, para namorar às escondidas. E eu que não me atrevesse a dizer nada. Só a empregada sabia.

Eu não entendia o porquê daquela raiva toda. Nossa mãe, tão boazinha. Até conversava, enquanto outras, na vizinhança, gritavam e espancavam as filhas que iam a bailes. Minha irmã é que via errado. Minha mãe tão querida e linda, para minha irmã, que sempre dormia ao lado ou fingia, ela era má, uma verdadeira bruxa disfarçada.

Alguém em nossa casa, sempre via errado. Mamãe, não. Conversávamos madrugadas adentro. Fui cura para suas dores de cabeça e insônias mil. Para tristezas e frustrações aos milhões. Ainda bem que teve a mim, sua filha que nunca a decepcionava. Sentia-me muito importante, melhor que minha irmã desnaturada, que teimava em ter seus próprios olhos. Bobona, ela. Para que isso, se mamãe encurtava caminhos? Mamãe via, sabia e era muito zelosa.

Vasculhou os fundilhos das minhas calcinhas, quando me tornei mocinha. Atirou-se ao chão gritando preferir estar morta se eu não me casasse virgem, viu só o que havia acontecido com a filha da dona Carminha?! Dormiu com o noivo, estava es-tra-ga-da. Irremediavelmente perdida. Nenhuma mãe merecia isso! Foi um espetáculo bem impressionante, vê-la estendida no chão da cozinha, a urrar as dores de dona Carminha como se fossem próprias.

Minha irmã, enquanto não adormecia na cama ao lado, revirava os olhos e se afastava. Eu era leal a nossa mãe e jamais a magoaria. Vivíamos de conversinha. Na infância, ela falava, eu ouvia. Na adolescência eu falava e ela se servia. Na idade adulta eu já não sabia mais falar, a não ser para agradar.

Não tive pai. Desconfio que ele nem soubesse qual série eu cursava. Quando reclamava às lágrimas, de sua indiferença para comigo, ela me abraçava não fala assim do seu pai, ele te ama tanto, que vive falando para mim o quanto ele se preocupa com você.

Eu não queria que ele se preocupasse comigo. Queria que me tratasse como a minha irmã! Eles são iguais, aqueles dois. Egoístas ao extremo. Ainda bem que eu tenho você, que não me dá trabalho. Você, sim, é minha menina. Deixa os dois para lá. Sua irmã é manipuladora e interesseira. E ele cai feito patinho.

Assim fui sendo alienada, doutrinada para ser meiga, obediente, mas corajosa e autossuficiente. Assim eu pensava. Mamãe me possuía com suas doces e lisonjeiras palavras. Vivia não só para mim, mas através de mim. Seu olhar me esquadrinhava e sugava. Acordava sobressaltada no meio da noite, com ela ali parada no corredor escuro, à porta do meu quarto?! Zelando pelo sono da filha predileta.

Aos 22 anos, fui parar num hospício. Além de pai, não tive irmã. Saiu de casa assim que pode e nunca mais deu sinal de vida. Não para mim. Só falava com as amigas e era assim que soube de seus paradeiros. Hoje sei que deveria tê-la seguido até os confins. Mas, então, eu não sabia. Minha irmã era ingrata, tomei como justa e verdadeira a sentença de minha pobre e sofredora mamãe.

Umas insanas, essas mães que nos sufocam. Minha mãe sempre chorou pitangas de que sua mãe não a deixara viver. E ela, deixou a mim?! Levei décadas para dar-me conta de que antes, as mães eram invasivas. Agora são abusivas e é tudo a mesma coisa. O estrago é do mesmo tamanho. Fui estuprada, mais de vez. Enlouqueci e quase me matei. Assassinei três crianças que não viveram para nascer. Nunca me casei, porque nunca confiei nos homens. E poderia?!

Nessa toada envelheço atordoada e estou só. Ninguém gosta de mim. Nem eu. Minha mãe, que tanto se importou comigo, morreu faz tempo e, com certeza, nem lá no céu minha irmã estará com ela. Nem no céu, não terei ninguém a visitar, porque não soube fazer amigas e quando as fiz, não as soube reconhecer e conservar. Então, me demoro por aqui. Para que ir tão já?

Só sinto pena de, mais dia menos dia, ter que me ir, antes de ter aproveitado bem o por aqui. Sei ouvir. Sei falar. Mas não sei conversar. Que para tanto é preciso amar e sentir-se amada. Jamais, porém, coube-me quem houvesse validado quem sou.

Quisera ter sido minha irmã que dormia na cama ao lado e só acordava quando nossa mãe não estava. Teria sido feliz, quem sabe, se também tivesse sido a empregada. Não fui ela, nem outra. Não sei quem sou, além de ser uma velha. Mas uma velha rica. Muito rica. Que dei certo em minha vida profissional e soube me garantir para o futuro, que já chegou, mas desaprendi a gastar comigo. Será que ainda daria tempo de arranjar um namorado que prestasse?

Veja bem. Os homens que são bons, as esposas não largam. Os que são mais ou menos, elas também não largam. E tem os que não prestam. Esses eu até aceitaria, mas eles preferem as mais jovens. E tem os que não valem nada. Desses, eu quero distância. Imaginou? Do meu lado, eu que nunca me acho e do outro alguém que vive se achando?! Não iria dar certo. Ah, não daria.

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  • Psicóloga formada pela UNIP, Mestre em Psicologia Social pela USP e doutora em Ciências Sociais pela PUC-SP.
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O que fazer para se preparar para a aposentadoria

20 atitudes para adotar, fortalecer e se beneficiar

Aposentadoria
Imagem: pixabay

Observe atentamente. Não julgue, somente considere. Aprenda com o que puder enxergar. Procure olhar, portanto, para além de si próprio. Pelo que são, os outros nos ensinam. Mas desconfie daqueles que teimam em dar conselhos ou que prometem por prometer. Falar é fácil. Fazer é que são elas. Não procure por um emprego. Busque oportunidades. Se atualize e se prepare para elas.

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Aqui entre nós

Um dia me aposentei. Acho que cedo demais. Perdi meu trabalho, meu status, minha renda milionária. Fiquei mais velho, como todos ficam. Alguns amigos meus não tiveram essa sorte. Foram embora antes. Não tiveram que envelhecer. Porque isso é difícil. Põe difícil nisso!

Me aposentei
Imagem: Pexels

Já tive e precisei ter muitas coisas. Muitas. Correria desenfreada para manter tudo. Viagens, negócios, recepções. Compras, carros. Filhos, amigos, muitos amigos de meus filhos, além dos meus próprios amigos. Faculdades e cursos disso e daquilo, casa na praia, todos se refestelando à custa de meu trabalho.

Era muito feliz com isso. Minha esposa reclamava das minhas ausências, mais assíduas do que minhas presenças, pois que, mesmo estando em casa – hoje reconheço – mal conversávamos. Falta de tempo. Marcávamos hora para conversar. E para transar.

Assim vivíamos como casal, numa vida de grife e de sucesso. Para mim, isso era qualidade. Em determinado sentido, talvez o fosse. Dois loucos, pois é o que éramos. Mas loucos que se sentiam realizados! Era tudo pelo que lutávamos anos a fio. Eu daqui, ela dali. Para isso é que nossos pais, imigrantes, haviam se sacrificado.

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A fase da aposentadoria

A vida não lhe trará o sucesso de bandeja. Velho ou novo vá buscar. Este é a grande mudança da aposentadoria: comece de novo.

Aposentado Marionete

“Eu já estava convencido que, dali para frente, a minha vida não seria mais do que uma sucessão de dias que eu tentaria preencher de alguma forma útil, tal qual uma To Do List diária, a qual eu fazia todas as noites, antes de dormir e cumpria no dia seguinte ou poucos dias depois: ir ao banco pagar o INSS da nossa empregada; passar no sacolão e comprar as frutas que estavam faltando; levar meus tênis para reparo; lavar o carro na esquina, enquanto usufruísse alguma cortesia do posto; comparecer ao dentista e, tantas coisas mais, que faz com que o dia a dia de um aposentado se preencha.

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Lidando com a morte

"Meu filho de 5 anos sabe que meu pai vai morrer porque tem câncer. Agora, eles brincam de morrer a toda a hora. Devo fazer de conta que não vejo nada?"

Fátima Guedes, Atibaia (SP)

Ana Fraiman

Fátima, é o adulto que tem escrúpulos e receios de falar abertamente sobre a morte. Crianças e velhos conseguem mais desenvoltura e espontaneidade para romper o incômodo do silêncio sobre a questão vida-morte. Repare como eles ficam “cheios de vida”, brincam, riem, se comovem, se aproximam e são íntimos. 

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Dinheiro e respeito nem sempre andam juntos

De repente, trabalhar fora, ganhar o próprio dinheiro, se tornou uma verdadeira obsessão para muitas mulheres casadas.

Briga de casal por dinheiro
Imagem: Thinkstock

Elas acreditam que todos os problemas do seu relacionamento se solucionariam, como num passe de mágica, pelo simples fato de ganharem um salário. Verdade ou engano? Será que trabalhar, ter um salário, é o remédio que algumas pessoas precisam?

O meu dinheiro é meu. O dele é nosso. Quantas vezes a gente ouve essa frase dita por mulheres que trabalham, têm um bom salário e que poderiam, em caso de necessidade. dar conta da família toda? O meu e o dele apenas definem uma situarão muito comum: a de não termos a tradição de ganhar o nosso sustento e brigar para que uma carreira nos leve à independência total. Talvez por culpa da educação (nós somos preparadas para ser dependentes, eles, para nos manter), acabamos achando normal que o homem assuma o seu papel e nos dê o padrão de vida que “merecemos”. Mas, se o dinheiro falta, se ele ousa cobrar a nossa parte, se a gente suspeita de que está pagando mais do que devia, aí a situação se complica. A ilusão de que ter uma renda própria resolve todos os problemas termina em dúvida: de que adianta eu trabalhar, se nem assim ele me respeita? Mas será possível conciliar, numa boa mesmo, essas três coisinhas fundamentais que são o amor, o respeito e o dinheiro?

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