Lidando com a morte

"Meu filho de 5 anos sabe que meu pai vai morrer porque tem câncer. Agora, eles brincam de morrer a toda a hora. Devo fazer de conta que não vejo nada?"

Fátima Guedes, Atibaia (SP)

Ana Fraiman

Fátima, é o adulto que tem escrúpulos e receios de falar abertamente sobre a morte. Crianças e velhos conseguem mais desenvoltura e espontaneidade para romper o incômodo do silêncio sobre a questão vida-morte. Repare como eles ficam “cheios de vida”, brincam, riem, se comovem, se aproximam e são íntimos. 

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Dinheiro e respeito nem sempre andam juntos

De repente, trabalhar fora, ganhar o próprio dinheiro, se tornou uma verdadeira obsessão para muitas mulheres casadas.

Briga de casal por dinheiro
Imagem: Thinkstock

Elas acreditam que todos os problemas do seu relacionamento se solucionariam, como num passe de mágica, pelo simples fato de ganharem um salário. Verdade ou engano? Será que trabalhar, ter um salário, é o remédio que algumas pessoas precisam?

O meu dinheiro é meu. O dele é nosso. Quantas vezes a gente ouve essa frase dita por mulheres que trabalham, têm um bom salário e que poderiam, em caso de necessidade. dar conta da família toda? O meu e o dele apenas definem uma situarão muito comum: a de não termos a tradição de ganhar o nosso sustento e brigar para que uma carreira nos leve à independência total. Talvez por culpa da educação (nós somos preparadas para ser dependentes, eles, para nos manter), acabamos achando normal que o homem assuma o seu papel e nos dê o padrão de vida que “merecemos”. Mas, se o dinheiro falta, se ele ousa cobrar a nossa parte, se a gente suspeita de que está pagando mais do que devia, aí a situação se complica. A ilusão de que ter uma renda própria resolve todos os problemas termina em dúvida: de que adianta eu trabalhar, se nem assim ele me respeita? Mas será possível conciliar, numa boa mesmo, essas três coisinhas fundamentais que são o amor, o respeito e o dinheiro?

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Mundo em transformação

No século 20, o mundo tinha suas bases em ordem, no emprego, em planos definidos. Havia idade certa para casar, para ser promovido, para ter filhos.

Mundo em transformação

A vida era toda planejada, tinha estabilidade. As pessoas tinham um casamento só, uma profissão para o resto da vida. Os papéis do homem e da mulher eram bem definidos. Tudo isso proporcionava segurança.

Conforme Richard Sennett, no livro A cultura do novo capitalismo, essa ordem se desfez no ar, dando lugar ao mundo da mudança e da autogestão. Hoje, temos diretores de 30 anos de idade e profissionais de 60 anos voltando ao mercado de trabalho. Há um apelo para a troca, para a mudança, muito grande. Atualmente, nem a roupa de homens e mulheres é mais predefinida, muito menos as profissões.

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Para se comunicar bem com a pessoa que tem Alzheimer

Ana Fraiman, psicóloga. SP, 2017.

Alzheimer
Alzheimer | Imagem: Pixabay

  1. Fazer perguntas simples e, uma de cada vez.

O pensamento comum é muito veloz. Especialmente para quem está habituado a resolver muitas coisas num pequeno espaço de treino. Para quem tem alzheimer, o pensamento se processa de forma muito mais lenta e, por vezes se interrompe a meio caminho.

Para quem já pensou nalguma coisa que precisa ser feita ou resolvida, a resposta aparece de imediato ou demora muito pouco para se revelar a nossa mente.

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O tempo é caminho de mão única

"Embora tenha sido uma mulher de muita força e vigor, esmoreci. Será que posso voltar a ser o que era?"

Helena Costa, Campos (RJ)

Senhora de vigor
pixabay

Ana Fraiman

A vida, Helena, é caminho de mão única, sem retorno, nada se repete. Não há ensaio, o espetáculo é para valer o tempo todo. Você quer saber se depressão tem cura. Tem sim, e isso não tem nada a ver com a idade cronológica e sim com a complexidade dos problemas. Quando se é jovem, se é também arrojada, impetuosa e se tem a impressão de ser possível conquistar o mundo! Com o passar dos anos, a força e o vigor físico diminuem, o ritmo se altera e se desacelera. As pessoas se tornam mais seletivas e menos sensíveis. 

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Ter estado no topo não significa voltar ao topo

Para você voltar ao mercado numa boa colocação, além dos quesitos específicos para seu bom desempenho e de seu vasto currículo, deverá estar alinhado com a nova linguagem do mundo organizacional.

Aposentado de volta ao trabalho
shutterstock

“Quando eu ocupava o cargo de diretor financeiro de uma grande montadora, tinha duas secretárias diretas, além das demais, que nos serviam nas ocasiões em que o volume de trabalho aumentava. Todos ali tínhamos a maior dedicação e vezes sem conta permanecíamos, muito além do horário, em intermináveis reuniões. Claro que, algumas delas, ineficientes. Mas éramos uma equipe e todos colaboravam. Hoje estou trabalhando numa pequena empresa familiar.

Não fui treinado para isso. Não há equipe. Há os donos, eu e uma única secretária para todos. Então, sou eu mesmo que tenho que desenhar as planilhas. Perco um tempo danado! Sinto-me inoperante. Acostumei-me com a ação. Hoje, sinto que cumpro ordens. Além do que, ganho um terço do que ganhava antes. Minha esposa e meus filhos dizem que estou melhor, mais conversável, menos estressado. Mas dentro de mim, não consigo conviver bem com a nova situação. Sinto que perdi tudo aquilo pelo qual lutei a minha vida toda.”

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Ciúmes de avó

"Toda vez que precisa sair, minha nora deixa meus netos com a mãe dela. Eu fico ressentida com isso, porque afinal de contas nós duas somos avós. Como resolver esse problema?"

Carmem Lúcia Barbosa, São Paulo (SP)

Avó com ciúmes
Imagem: Pinteret

Ana Fraiman

Será que você não está com um pouquinho de ciúmes, Carmem? Isso pode estar fazendo você se sentir ressentida, o que é dolorido em qualquer situação. Mas queixar-se só vai agravar a situação e deixá-la ainda mais ressentida como você conta. Esteja disponível, mostrando à sua nora boa vontade e afeto no momento de estar com os netos.

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