Depois de velho é que meu marido lembrou que eu existo. Ele pensa que uma conversinha apaga anos de indiferença e incompreensão. Mas agora é muito tarde, você não acha?

Ana Fraiman

Não é com uma “conversinha” que se resolve os ressentimentos, mas essa primeira conversa pode ser o primeiro passo em direção a um reencontro entre vocês. Resta saber se você quer essa aproximação, ou se lhe é satisfatório viver o restante de suas vidas sem diálogo, como até agora.

A raiva e a vingança não ajudarão nem a você nem a ele.

Muitas vezes o homem se dedica quase que exclusivamente ao trabalho, e não tem consciência do quanto se afastou da esposa, da família.

Quando ele percebe o vazio afetivo que há em sua vida, quer reatar os laços interrompidos, e não sabe bem como. Outros têm essa consciência, mas o orgulho os impedem de se abrirem, ainda que sofram com isso. Alguns, porém, têm a coragem de pedir ajuda a propor um recomeço.

Nunca é tarde demais para sair da solidão.

Fonte: Coluna VELHICE da revista CLAUDIA – Por Ana Fraiman | junho/1984

VELHICE - Como conviver com essa realidade
Ana Perwin Fraiman – psicóloga, com curso de aperfeiçoamento em Gerontologia Social pelo Instituto Sedes Sapientiae, SP. e pós-graduada em Psicologia Social pela USP.

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