Minha mãe, de 72 anos, mora só. Somos três irmãos e ela tem seis netos. De todos, só meus filhos (de 15 e 13 anos) não a visitam. Sei que tenho culpa por não ter feito com que convivessem mais com ela, quando eram menores. Mas como posso aproximá-los da avó, sem que haja o inevitável confronto entre eles?

Guiomar Pereira, Porto Alegre (RS)

Aproximação dos netos
Imagem: Pixabay

Ana Fraiman

Quando se procura entendimento, diálogo, circula-se por um caminho de mão dupla. A tarefa aqui é tanto revelar aos filhos a outra face da avó, como revelar a ela a outra face dos netos. E isso não depende só de você. O confronto é inevitável, para que se dê o entrosamento. Você precisará aprender a ouvir menos as queixas, a ser menos “Almofada-de-choque” entre eles; seus filhos precisarão sentir-se estimados e reconquistar a confiança da avó. Todos terão que assumir sua parcela de responsabilidade, nesta relação, e aguentar as consequências das atitudes que tomarem. 

É fácil conviver com as afinidades. Difícil quando se trata das diferenças. Aceitar que os netos são diferentes entre si, e que a mesma avó pode ser diferente para cada neto, sem que isso seja desamor, pode ser o primeiro passo. E, por outro lado, será que, por exemplo, ao queixar-se dos netos, sua mãe não está dando um jeito de atingir você? 

Fonte: Coluna VELHICE da revista CLAUDIA - Por Ana Fraiman

VELHICE - Como conviver com essa realidade
Ana Perwin Fraiman - psicóloga, com curso de aperfeiçoamento em Gerontologia Social pelo Instituto Sedes Sapientiae, SP. e pós-graduada em Psicologia Social pela USP.

 

  • Psicóloga formada pela UNIP, Mestre em Psicologia Social pela USP e doutora em Ciências Sociais pela PUC-SP.
  • Pesquisadora pelo NEF - Núcleo de Estudos do Futuro, com foco no Ecossociodesenvolvimento | Cátedra Ignacy Sachs, alinhada ao United Nations Millennium Project.
  • Coaching de Carreira e Preparo para uma Aposentadoria Sustentável.

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