Pessoas com deficiência: Elas trabalham cada vez mais e melhor.

Desde 1991, a lei federal Nº 8.213 determina que empresas com número de funcionários acima de 100 tenha em seu quadro de funcionários 2% a 5% de pessoas com algum tipo de deficiência.

Inclusão Profissional

Desde então, vem aumentando a cada ano o número de profissionais com esse perfil no mercado de trabalho. Para ter uma ideia, de 2001 a 2007, o número de empregados desta categoria, só no estado de São Paulo saltou de 601 para 73.760, segundo dados da Delegacia Regional do Trabalho.

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Manias dos Idosos

Pessoas idosas têm muitas manias que funcionam com uma defesa para algum tipo de conflito.

Manias dos idosos
Imagem: Pixabay

Moralismo excessivo: dá ao velho certa segurança, ele se sente poderoso externando tudo o que sabe, o que aprendeu, etc.

Mania de ordem: é uma forma de colocar ordem externa quando a interna não existe ou está perturbada.

Não permitir que toquem em suas coisas: pode não ser uma mania só de velho. Mas agindo assim é a única forma que o velho tem de preservar o seu “espeço pessoal”. Ele atribui valores e significados aos objetos dele e se sente invadido quando alguém mexe neles.

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Há algum lado positivo do estresse e da ansiedade?

Ficar estressado, até certo ponto, é o que faz você uma pessoa mais competitiva, adaptada, capaz de alcanças seus objetivos.

Estresse e Ansiedade
Imagem: Pixabay | Tags: stress, estresse, ansiedade

“Ansiedade” vem do latim ansiare, que significa “anseio”, “desejo”. Ficamos ansiosos quando desejamos muito que algo aconteça. Assim, a ansiedade faz parte da nossa vida. O importante é evitar que a espera por nosso objetivo nos impeça de buscá-lo.

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Cuide bem do seu corpo, sua única moradia até o último de seus dias.

Não há, propriamente, doenças da meia idade. Há doenças que vêm sendo cultivadas por maus hábitos, por excesso, por negligências e se manifestam na meia idade, quando o organismo já está mais comprometido e não consegue recuperar-se tão bem e prontamente, como quando se é jovem.

Saúde do Idoso
Imagem: Pixabay | Tags: Saúde, Idoso, Corpo, Cuidados

Não é na meia idade, então, que adquirimos doenças.

Elas são adquiridas lá atrás, muitas décadas antes, quando não temos consciência do altíssimo preço que haveremos de pagar pelos nossos descuidos.

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Dores da idade

Tenho dores fortíssimas nas costas e articulações e, quando fico nervosa, sofro mais ainda. Porém meus filhos e meu marido dizem que invento as dores só para chamar atenção.

Leonor Sampaio, Porto Alegre (RS)

Dores da Idade

Ana Fraiman

Muitas pessoas “aprendem” a evitar situações difíceis, provocando dores em si mesmas, para se eximirem de responsabilidades, ou de tarefas desagradáveis. Contudo, o stress emocional acentua as dores em todos os pontos do organismo que já estão debilitados. E, nesse caso, você precisa falar com mais clareza sobre esses problemas, dizer o que deve ser dito ao invés de se trancar no quarto para gemer e chorar.

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10 conselhos sobre como lidar com o medo

Como lidar com o medo
Imagem: Pixabay
  1. Quando você pensar que já se conhece o suficiente, alguma coisa vai embaralhar as suas cartas e você será convocado a jogar um novo jogo.
  2. Não tenha medo de trilhar novos caminhos. Tenha medo de que nunca, nada de novo, o atraia.
  3. Confie na sua intuição. Ela haverá de levá-lo aos lugares onde você vai se encontrar. Consulte o seu íntimo. E não deixe de ouvir o que o seu mim responderá ao seu eu.
  4. Na verdade, ninguém sabe o que virá pela frente. Não insista em querer estar no controle, mas abra-se para conhecer mais e mais.
  5. Não deixe de querer muito alguma coisa e se entregar a ela, pelo medo de vir a se decepcionar. 
  6. Ficar parado, em si, já é a própria sensação de decepcionante estagnação. Para que cultivar isso? 
  7. Hesitar, ok. Mas, também, muita certeza não nos cai bem, porque nos rouba a capacidade de nos maravilharmos. 
  8. Pergunte-se: este meu medo do futuro se refere a medos anteriormente vividos? Medos que sinto agora? Ou é falta de amor no meu coração?
  9. Lá atrás, quando você sentiu medo, sabia que conseguiria superá-lo? Então, você não sabia o quanto ainda cresceria como pessoa. Agora, que tal continuar a viver e aprender?
  10. Saiba que a liberdade sempre se faz preceder por muita ansiedade e insegurança. E se faz suceder pelo autorrespeito e pela alegria de viver.
  • Psicóloga formada pela UNIP, Mestre em Psicologia Social pela USP e doutora em Ciências Sociais pela PUC-SP.
  • Pesquisadora pelo NEF - Núcleo de Estudos do Futuro, com foco no Ecossociodesenvolvimento | Cátedra Ignacy Sachs, alinhada ao United Nations Millennium Project.
  • Coaching de Carreira e Preparo para uma Aposentadoria Sustentável.

O Monge e o Sorvete de Chocolate

Fico ansiosa e, muitas vezes, aflita. Nessas horas é mais difícil me concentrar em vencer 'meus demônios' que teimam em me machucar. Mas eu sei que posso, se não vencê-los, ao menos acalmar suas imagens e vozes ameaçadoras, que ocupam minha mente, boba mente, com imagens terroríficas de futuro e sons cavernosas de maldição.

Só que eu sei que dá-se um jeito. Que não preciso - e não devo - cultivar essas assombrações de teimosia, da minha mente ainda teimosa, que deseja resolver já, aquilo pelo qual é preciso ainda aguardar.

O ano de 2017 bate à porta e faço-lhes um singelo convite: leiam - e releiam - este Conto de Max Pastor. Vamos meditar por um Ano Pleno e Próspero, fazendo surgir do fundo do nosso coração, votos sinceros e amorosos para que todos, todos, todos - no mundo inteiro - sejam abençoados. inclusive cada um de nós, claro! Rsrsrs

Feliz Natal e Próspero Ano Novo.

O MONGE E O SORVETE DE CHOCOLATE

Conto escrito por Max Pastor

Joel havia chegado já fazia três anos a uma das comunidades budistas mais antigas do Tibete e ali almejava ser treinado para se transformar em um monge exemplar.

Todos os dias, à hora do jantar, perguntava ao seu mestre se no dia seguinte aconteceria a cerimônia da sua ordenação. - “Você ainda não está pronto, primeiro precisa trabalhar a humildade e dominar o seu ego”, respondia o seu mentor.

Ego? O jovem não entendia por que o mestre se referia a seu ego. Achava que merecia ascender no seu caminho espiritual, já que meditava sem cessar e lia diariamente os ensinamentos de Buda.

Um dia, o mestre imaginou um jeito de demonstrar aos seus discípulos que eles ainda não estavam prontos. Antes de iniciar a sessão de meditação anunciou: - “Quem meditar melhor terá como prêmio um sorvete. De chocolate”, acrescentou o ancião.

Sorvete de Chocolate

Logo após um breve alvoroço, os jovens da comunidade começaram a meditar. Joel queria ser o melhor a meditar dentre todos os seus colegas. Dessa forma, mostrarei ao mestre que estou preparado para a cerimônia. E poderei tomar o sorvete, concluiu.

Vela

Conseguiu se concentrar na sua respiração, mas ao mesmo tempo visualizava um grande sorvete de chocolate que ia e vinha como se estivesse em um balanço. Não é possível, preciso parar de pensar no sorvete ou outra pessoa vai ganhá-lo, repetia para si mesmo.

Com muito esforço, conseguia meditar por alguns minutos nos quais simplesmente seguia o compasso de sua respiração, mas logo imaginava um dos monges tomando o sorvete. Droga! Eu é que vou conseguir! Se martirizava.

Quando a sessão acabou, o mestre explicou que todos tinham feito bem a tarefa, exceto alguém que havia pensado demais no sorvete, isto é, no futuro. Joel deu um pulo, mas logo se recompôs antes de falar: - “Mestre, eu pensei no sorvete. Eu admito. Mas como você pode saber que fui eu quem pensou demais?”

O ego se revela

– “Não tenho como saber. Mas posso ver que você se sentiu tão afetado a ponto de se levantar e tentar se colocar por cima dos seus colegas. Querido Joel, assim é que age o ego: sente-se atacado, questionado, ofendido e sempre quer ter razão no jogo de ser superior aos outros”.

Naquele dia, Joel se deu conta de que ainda teria um longo caminho a percorrer. Trabalhou sua humildade e os impulsos de seu ego. Viveu no presente e procurou não julgar, nem jogar o jogo Quem é melhor do que quem. Também entendeu que não lhe convinha se identificar com suas conquistas.

Assim, com trabalho e muita paciência, chegou O Grande Dia: aquele no qual o mestre bateu à sua porta para lhe anunciar que, finalmente, estava preparado para aquilo que tanto havia almejado.

Quando entrou no templo não encontrou ninguém ali. Apenas uma pequena plataforma e sobre ela: um sorvete de chocolate! Muito feliz e agradecido, Joel apreciou seu sorvete de palito e nem se sentiu decepcionado. E em seguida, foi ordenado monge.

Menino budista tomando sorvete

Cada pessoa tem o seu próprio sorvete de chocolate: aquilo que almeja alcançar. O nosso problema está em ter a mente posta tão somente na meta a ser atingida, nos impedindo de viver o presente.

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  • Psicóloga formada pela UNIP, Mestre em Psicologia Social pela USP e doutora em Ciências Sociais pela PUC-SP.
  • Pesquisadora pelo NEF - Núcleo de Estudos do Futuro, com foco no Ecossociodesenvolvimento | Cátedra Ignacy Sachs, alinhada ao United Nations Millennium Project.
  • Coaching de Carreira e Preparo para uma Aposentadoria Sustentável.

A equidade da aposentadoria

Reforma que pretende tratar como semelhantes os desiguais, não é reforma, é trituração pura e simples dos princípios que tornam a justiça mais justa.

Equidade da aposentadoria
Foto: Valdecir Galor/SMCS

Homens e mulheres não são iguais. E não porque as mulheres sejam mais frágeis ou não possam executar trabalho que até então eram realizados pelos homens, que - em tese - teriam mais força física do que as mulheres que, se lhes carecem tais forças, são - por seu turno - mais resistentes. Além do que, mesmo por mais robusto, forte e viril que seja o homem, em breve será substituído por um esguio robot que não custa salário nem faz greve por mais benefícios.

Não, não se trata disso. Se trata do fato que, culturalmente, é nos ombros das mulheres que ainda recai o maior trabalho em relação à: educação e cuidados para com os filhos, limpeza e manutenção da casa-moradia onde se abriga, também, a geração nem nem, que pode não fazer nada, mais faz filho e traz para a casa dos pais. E, também, os cuidados - todos (!) - para com os idosos da família. Além do trabalho fora de casa.

E, vamos convir, que doença de velho não é fácil nem barata. Qual mulher não se arrebenta ao se tornar cuidadora de três gerações, além da própria, quando ela mesma não conta com nenhum respaldo de política pública no tocante ao envelhecimento familiar, do qual ela faz parte, já que aos 60 anos ela passará a ser - de acordo com as regras previdenciárias, uma 'pré-idosa' e, com certeza e já não terá nem as forças nem o vigor dos 30. Será uma geração feminina de vulneráveis cuidando de vulneráveis: idosos e netos, cujos filhos estarão sem emprego.

Para abreviar e retornar ao assunto Proposta de Reforma da Previdência: estava eu aqui, quando me chegou às mãos - aos olhos, melhor dizendo - o primoroso artigo-alerta total, escrito pelo Frei Beto: Reforma previdenciária de 2036. Sinceramente? Eu não poderia tê-lo feito melhor, nem mais corajosamente.

Está mais do que na hora de nós, população brasileira, darmos o nosso grito de Basta! Nós não somos coisa! Nós somos pessoas e exigimos que sejamos contemplados pelo princípio da EQUIDADE e não da 'mera" IGUALDADE, no tocante à aposentadoria.

Para quem não sabe, equidade é o conceito-princípio que se aplica para tornar a justiça mais justa, na medida em que leva em conta as diferenças entre indivíduos e as condições em que vivem. E para arrematar essa 'conversa': idade não representa nada! Nada.

A idade de uma pessoa não diz quem é essa pessoa. Além disso, organicamente, o mesmo corpo tem 'várias idades', porque os nossos sistemas não envelhecem uniformemente e, na dependência de ter levado vida mais leve ou mais árdua, no exercício de sua própria profissão - ou ganha-pão - um homem ou mulher aos 35 pode ter, fisiologicamente, uma saúde mais prejudicada que a de uma pessoa aos 70.

Já sou aposentada e, em tese, não teria nada a ver com os descalabros de uma proposta absolutamente insensível à condição humana. Só que eu teimo em me importar com pessoas, inclusive no meu trabalho, porque me realizo como pessoa ao procurar ajudar meus semelhantes.

Por isso, não posso e não quero me calar agora: - Vamos aos debates públicos sobre equidade na aposentadoria!

Leia também: Aposentadoria - Um Novo Contrato Com A Vida

  • Psicóloga formada pela UNIP, Mestre em Psicologia Social pela USP e doutora em Ciências Sociais pela PUC-SP.
  • Pesquisadora pelo NEF - Núcleo de Estudos do Futuro, com foco no Ecossociodesenvolvimento | Cátedra Ignacy Sachs, alinhada ao United Nations Millennium Project.
  • Coaching de Carreira e Preparo para uma Aposentadoria Sustentável.