Idosos Órfãos de Filhos Vivos – Parte 4

Por Ana Fraiman, abril de 2016.

Continuação do Artigo Idosos Órfãos de Filhos Vivos – Os novos desvalidos.

Pais desvalidos

Pais desvalidos

Este estilo de vida, nos dias comuns, que não inclui conversa amena e exclui a ‘presença a troco de nada, só para ficar junto’, dificulta ou, mesmo, impede o compartilhar de valores e interesses por parte dos membros de uma família na atualidade, resulta de uma cultura baseada na afirmação das individualidades e na política familiar focada nos mais jovens, nos que tomam decisões ego-centradas e na alta velocidade: tudo muito veloz, tudo fugaz, tudo incerto e instável. Vida líquida, como diz Zygmunt Bauman, sociólogo polonês. Instalou-se e aprofundou-se nos pais, nem tão velhos assim, o sentimento de abandono. E de desespero. O universo de relacionamento nas sociedades líquidas assegura a insegurança permanente e monta uma armadilha em que redes sociais são suficientes para gerar controle e sentimento de pertença. Não passam, porém de ilusões que mascaram as distâncias interpessoais que se acentuam e que esvaziam de afeto, mesmo aquelas que são primordiais: entre pais e filhos e entre irmãos.

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Sogra generosa

"Minha sogra (79 anos) agora anda distribuindo seus bens. Ela, que nunca foi de dar nada, mesmo quando a gente precisou, virou generosa de repente. Isto é esclerose?"

Pergunta de M.C.P. Guimarães. São Paulo (SP)

Todos podem, a qualquer momento, mudar de ideia e fazerem coisas que nunca fizeram antes. Por que pensar em esclerose? Pode ser, sim, uma tentativa de reparação, não do tempo perdido, mas para tornar mais agradável o tempo que está por vir. Muitas pessoas, por outro lado, quando se sentem próximas do fim, começam a distribuir os seus pertences, num desejo intimo de se perpetuarem, de continuarem participando, de alguma maneira, da vida dos que lhes são caros e íntimos, quando já não estiverem mais aqui. Aliás, este é um dos sentidos de se fazer testamento. Só conversando é que você pode esclarecer as intenções da sua sogra.

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Dicas Para Maiores de 60 Anos (e para quem vai chegar lá)

Apresentamos a seguir uma seleção de dicas e sugestões para aqueles que passaram das suas bem-vividas 60 primaveras. Aplicam-se, também, àqueles quem ainda não chegaram lá e pensam no futuro, em querer vivê-lo o mais plenamente possível. Algumas você já sabe, outras podem lhe surpreender. Enfim, leia, reflita, coloque em prática o que lhe convém!

Maiores de 60 Anos

1. É hora de usar o dinheiro (pouco ou muito) que você conseguiu economizar. Use-o para você, não para guardá-lo. Não o desfrute com aqueles que não têm a menor noção do sacrifício que você fez para consegui-lo. Geralmente alguns parentes, mesmo que distantes, têm ótimas ideias sobre como aplicar o seu suado dinheiro. Lembre-se que não há nada mais perigoso do que ‘um parente com ideias’. Atenção: não é época de fazer investimentos grandiosos. Eles acabam trazendo problemas e agora é hora de focar na sua paz e tranquilidade.

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2. Pare de se preocupar com a situação financeira dos seus filhos e netos. Não se sinta culpado por gastar o dinheiro consigo mesmo. Você provavelmente já ofereceu o que foi possível na infância e juventude, como uma boa educação. Agora a responsabilidade é deles.

3. Não é mais época de sustentar pessoas de sua família. Estamos nos referindo aos "folgados", evidentemente. Seja um pouco egoísta, mas não avarento. Tenha uma vida saudável, sem grande esforço físico. Faça ginástica moderada (como caminhar ou nadar, regularmente) e se alimente bem e corretamente.

4. Compre sempre o melhor e mais bonito. Lembre-se de que, neste momento, um objetivo fundamental é o de gastar dinheiro com você mesmo, com seus gostos e caprichos, bem como os do seu parceiro ou parceira. Após a morte, o dinheiro só gera ódio e ressentimento. Na verdade, traz à tona rivalidades e ressentimentos de muito tempo atrás, que não foram superados.

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Idosos Órfãos de Filhos Vivos – Parte 3

Por Ana Fraiman, abril de 2016.

Continuação do Artigo Idosos Órfãos de Filhos Vivos – Os novos desvalidos.

Atenção e carinho estão para a alegria da alma, como o ar que respiramos está para a saúde do corpo.

Nestas últimas décadas surgiu uma geração de pais sem filhos presentes, por força de uma cultura de independência e autonomia levada ao extremo, que impacta negativamente no modo de vida de toda a família.

Imagem: Pixabay

 

Em tempos anteriores, quando vieram das áreas rurais para as cidades, tão logo estabilizadas, os migrantes de tudo fizeram para trazer seus pais para junto de si de modo a recompor a família esfacelada pelos movimentos migratórios. Estando em Brasília, certa, ouvi o relato emocionado de um senhor, analfabeto, que agradecia ao filho por tê-los, a ele e sua esposa, tirado do sertão para escapar à fome e sede do corpo e, à tristeza da solidão.

A ordem era essa: em busca de melhores oportunidades, vinham para as cidades os filhos mais crescidos e não necessariamente os mais fortes, que logo traziam seus irmãos, que logo traziam seus pais e moravam todos sob um mesmo teto, até que a vida e o trabalho duro e honesto lhes propiciassem melhores condições. Este senhor, com olhos sonhadores, rememorava com saudade os tempos em que cavavam buracos nas terras e ali dormiam, cheios de sonho que lhes fortalecia os músculos cansados. Não importava dormir ao relento. Cediam ao cansaço sob a luz das estrelas e das esperanças.

Finalizou, o candango: - Hoje temos casa toda mobiliada e temos saúde. Não falta nada de nada. Nossos filhos foram maravilhosos. Nossos netos estudaram nas melhores escolas. Dois deles são doutores. Não conhecemos direito os bisnetos. Eu e minha esposa, que Deus a tenha, fomos muito pobres, de não ter sapato, de dormir embrulhados em folhas de jornal. Mas nunca sentimos uma coisa: falta de carinho, falta de respeito. Os meus filhos, sim, eles reclamam que os filhos deles não têm tempo nem para uma visitinha. Ficam o fim de semana todo lá sentados um olhando para o outro, enquanto os mais jovens da família fazem churrasco com os amigos e eles não são convidados.

A evasão dos mais jovens em busca de recursos de sobrevivência e de desenvolvimento, sempre ocorreu.

Trabalho, estudos, fugas das guerras e perseguições, a seca e a fome brutal, desde que o mundo é mundo pressionou os jovens a abandonarem o lar paterno. Também os jovens fugiram da violência e brutalidade de seus pais ignorantes e de mau gênio. Nada disso, porém, era vivido como abandono: era rompimento nos casos mais drásticos. Era separação vivida como intervalo, breve ou tornado definitivo, caso a vida não lhes concedesse condição futura de reencontro, de reunião.

Leia o Artigo Completo: Idosos órfãos de filhos vivos – os novos desvalidos

  • Psicóloga formada pela UNIP, Mestre em Psicologia Social pela USP e doutora em Ciências Sociais pela PUC-SP.
  • Pesquisadora pelo NEF - Núcleo de Estudos do Futuro, com foco no Ecossociodesenvolvimento | Cátedra Ignacy Sachs, alinhada ao United Nations Millennium Project.
  • Coaching de Carreira e Preparo para uma Aposentadoria Sustentável.

O que NÃO fazer para receber zero numa prova.

O que NÃO fazer para receber zero numa prova.

  1. Em primeiro lugar, não falte.
  2. Em segundo, se faltar, apresente justificação e, formalmente peça reposição.
  3. Estando presente: não faça o movimento de control v control d. Não importa se da prova do colega ao lado. Ou de um texto pesquisado. Professores são teimosos e têm os olhos treinados para pegar esse tipo de coisa.
  4. No caso de ser permitido fazer pesquisa durante a prova, identifique o trecho copiado, colocando as referências: autoria do texto, obra, site onde localizá-lo etc.
  5. Não passe cola abertamente, achando que está com a bola toda. Professores são teimosos e treinados para punir quem dá e quem pede cola, igualmente.
  6. Pelo amor de Deus!!! Identifique a sua prova. Coloque seu nome, curso, turma, matéria/ disciplina, nome do professor, da instituição, do ano. E mais pelo amor de Deus ainda: assine a sua prova!
  7. Não seja estúpido com o professor ou professora. Professores são teimosos e treinados para dar zero com louvor para os malcriados e, por último,
  8. Jamais entregue uma prova em branco. Ao menos 0,25 você tira quando esteve presente.
  • Psicóloga formada pela UNIP, Mestre em Psicologia Social pela USP e doutora em Ciências Sociais pela PUC-SP.
  • Pesquisadora pelo NEF - Núcleo de Estudos do Futuro, com foco no Ecossociodesenvolvimento | Cátedra Ignacy Sachs, alinhada ao United Nations Millennium Project.
  • Coaching de Carreira e Preparo para uma Aposentadoria Sustentável.