Agradecimentos de uma Mãe

SER MÃE É TER UM SÉQUITO DE PESSOAS DE BEM QUE NOS AJUDAM ESPONTANEAMENTE E, SEM QUE O SAIBAMOS, NOS CUIDADOS PARA COM OS NOSSOS FILHOS. ESTE, É UM BOM DIA PARA AGRADECER, A TODOS ELES, POR NOSSOS FILHOS ESTAREM CONOSCO.

Ser mãe

Não batam as mães no próprio peito, afirmando com grande vaidade, cuidar dos filhos sozinhas! Nem que o pai seja falecido ou totalmente ausente. Esta crença não se sustenta nas vivências do cotidiano, nem traduzem as realidades.

Como mães, jamais saberemos quantas outras pessoas, homens e mulheres, ajudam e já ajudaram nossos filhos a estarem vivos e inteiros para nos cumprimentar, agradecer e alegrar.

Pessoas anônimas que impediram uma criança nossa de sofrer um atropelamento, quando sem se dar conta, atravessaram uma rua sem olhar para os lados. Que lhes enxugaram as lágrimas, secando seus chorinhos sentidos, fazendo-lhes um simples agrado, um curativo, prestando-lhes companhia. Pessoas que lhes sorriram e deram algo de comer e de beber, quando nossos filhos e filhas se sentiram abandonados pelo pequeno ou grande atraso à hora de pegá-los nas escolas. Que os levaram e trouxeram de volta, sãos e salvos, contando-lhes casos e histórias fantásticas, que lhes atiçaram a curiosidade e abriram suas cabecinhas, conferindo-lhes o direito sagrado de pensar diferente.

Pessoas, homens e mulheres generosos o suficiente para convidá-los a um passeio que, conosco, jamais teriam feito. Que lhes apresentaram visões e soluções que jamais teríamos pensado. Que partilharam de momentos importantes de suas vidas, de modos e com capacidades que jamais teríamos alcançado cultivar. Que se postaram firmes a seu lado, quando nem nós mesmas havíamos atentado para a importância de terem alguém mais velho, mais experiente, algum adulto consigo, até mesmo um desconhecido, que pudesse ajudá-los a superar uma situação-problema.

Agradeçamos aos nossos amigos e vizinhos, aos irmãos mais velhos de nossos filhos e, mesmo aos mais novos que lhes garantiram um afeto constante e, docemente correspondido, mesmo sem lhes ter sido explicitamente pedido. Nós trabalhamos. Saímos de casa. Não estivemos, não estamos, nem estaremos em todos os lugares e em todas as horas para atender, cuidar, vestir, alimentar, acompanhar, estimular, apoiar, encaminhar, ensinar e educar os nossos filhos. Aos avós e avôs, se não os próprios, os dos coleguinhas. As mães e pais dos namorados. E aos tios, todos. Aos amigos de nossos filhos, aos professores atentos, dedicados e, também, agradecer aos nossos empregados.

Ana FraimanA TODOS, AO MEU MARIDO PRINCIPALMENTE, NA QUALIDADE DE MÃE, AGRADEÇO HUMILDE E PROFUNDAMENTE.

Ana Fraiman

Mães. Tem de tudo quanto é tipo.

As que merecem os filhos que têm e as que não merecem. Tem mãe que nutre seus filhos com seu leite morno, sentindo o maior prazer com isso. E tem mãe que é sugada até a medula óssea, sem qualquer prazer nem retorno.

Mães. Tem de tudo quanto é tipo.

Há mães que são gratas a seus filhos e filhas que correspondem com seu amor sem fim. Isso não tem nada a ver com o modo pelo qual foram educados. É do sentimento de cada qual, honrar sua própria mãe.

Tem filhos que sentem inveja da mãe que seus irmãos têm. E tem mulher que sente inveja dos filhos que não nasceram de seus ventres. Que gostariam de ser mãe de seus sobrinhos amados. Ou dos filhos dos vizinhos.

Sabem de uma coisa? Cansei dessa amorização insossa, estupidamente imposta, de termos que nos encaixar no modo correto de ser mãe. De ouvir de especialistas que a culpa é delas, as mães. Mais chato ainda, é que os pais de hoje estão sendo adestrados, compelidos a adotar o modelo feminino de educar filho. Cansei de ter dia certo para celebrar uma relação que merece ser espontânea. E, assim sendo, quem sabe mais verdadeira e feliz. Mas isso pode acontecer em qualquer dia!

Nem todos têm um bom caráter. Nem todos filhos e filhas amam suas mães. Nem todas as mães amam seus filhos e nem os amam por igual. Neste ano de 2016 quero cumprimentar a todos que se entendem bem, que têm uma convivência boa e decente entre si. A tal ponto de não precisar nem visitar neste exato dia, nem dar presente só porque faz parte, especialmente quando não se está a fim. Chega de alegrias forjadas e de tristezas e culpas acumuladas, porque vieram ou porque não vieram. Chega de barbarizar nossas famílias.

Que se encontrem os que se amam mesmo. Sem presente comprado, que presente não é prova de amor algum! Que se amem e se detestem a qualquer hora e dia e, que se reencontrem quando for uma nova hora. Hora de amor gostoso e sincero, cheio de vontade de estar junto e de conversar! Ou se jogar no sofá da sala, simplesmente deixando-se estar. À vontade, sem forçar barra. Não mais se preocupem as mães, nem seus filhos. Quem ama, ama.

Estejamos presentes em vez de darmos presentes. Com liberdade e graça. Sejamos felizes, não necessariamente neste exato dia, mas quando der, puder e… Pintar!

Por Ana Fraiman

Autonomia e Liberdade na Velhice

“Meus pais já passaram dos 80, mas insistem em continuar morando sozinhos. Gostaria que vivessem comigo e meu marido concorda inteiramente. Como convencê-los?”

Pergunta de Fernanda Blandino. São Paulo-SP

Ana Fraiman

Muitos filhos, com o medo de perder os pais, em futuro próximo, querem tê-los sob suas vistas, sob sua tutela, mais para sossego próprio do que em função de reais necessidades dos velhos. Indo morar com os filhos, os pais atendem ao conforto e tranquilidade destes, mas perdem a autonomia e a liberdade que têm em sua própria casa. Esta perda pode, para muitos, resultar em um quadro pior que uma doença. Como medida de preocupação, porém, pode-se mandar instalar uma linha direta de telefone, entre a sua casa e a deles, caso haja alguma emergência.

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